
Por Yiren Ren
Pesquisadora Adjunta em Ciência Cognitiva do Cérebro
Georgia Institute of Technology
Você já percebeu como determinadas músicas podem trazer de volta uma enxurrada de memórias? Talvez seja a melodia que estava tocando durante sua primeira dança, o hino de uma viagem incrível ou outro momento. As pessoas, geralmente, pensam nessas memórias musicais como instantâneos fixos do passado. Mas, pesquisas recentes que minha equipe e eu publicamos sugerem que a música pode fazer mais do que apenas desencadear cenas vividas – ela pode até mudar como você se lembra delas. Continuar lendo “A música pode mudar a forma como você se lembra de vivências passadas”



Tomar decisões não é algo fácil. Mesmo na parte que nos não estamos ligados do tipo: que diabos acontece quando decidimos por algo? Nossas decisões, desde escolher qual pé iremos usar para dar o primeiro passo até escolher o momento de esmagar os nossos inimigos envolvem cálculos realizados por redes de neurônios que abrangem nosso cérebro.
A todo momento estamos tomando decisões, ainda que inconscientemente. Pegamos o controle remoto para colocar no nosso programa favorito, e existe um longo processo neurológico para isso. Até mesmo o momento de decidirmos qual pé nós colocamos no chinelo primeiro é um processo de decisão.
Durante o sono, nós passamos por diversos estágios. Um deles é o chamado “sono paradoxal”, também conhecido por “Sono REM”, em que o acrônimo significa Rapid Eye Movement ou Movimento Rápido dos Olhos. Esta fase é onde os sonhos acontecem direto, e é bem reconhecido externamente pelo que o próprio nome indica: os olhos se mexem muito rápido, apesar do tônus ??muscular da pessoa estar completamente relaxado, embora o cérebro esteja à toda velocidade.
Nossa fala é mais que articular palavras. É um processo neurológico. Entretanto, não adianta ter o software de controle sem o hardware que será controlado. É preciso ter lábios, mandíbula e língua capazes de propiciar que os sons sejam articulados. Ainda assim, tem uns probleminhas, já que macacos possuem estes órgãos bem semelhantes a humanos. Ainda assim, macacos não falam (no conceito humano, já que eles possuem comunicação própria). Entrou aí a teoria da “laringe descendente”.
Você sabe que enxerga (estou supondo que você não é cego). Você vê algo e já sabe do que se trata, salvo que seja algo que você nunca viu na vida ou no caso de sofrer de alguma doença neurológica que o impede de fazer este tipo de processamento. O processamento que pessoas sadias fazem instantaneamente sem saber como, nem é preciso saber. Seu cérebro opera no automático, mas como é essa operação?
Dizem que Einstein falou que a imaginação vale mais que o conhecimento. É tão-somente mais uma fanfic para justificar gente ignorante. De qualquer forma, a imaginação pode não valer mais que o conhecimento (e não vale), mas em determinadas situações ela acarreta numa mesma resposta orgânica, isto é, se você tem fobia a algo (boletos vencidos, por exemplo), só de imaginar o disparador dessa fobia seu corpo começa a agir da mesma forma se este disparador estivesse na sua mão. Ou seja, imaginar boletos vencidos e ter alguns na sua mão acaba lhe levando ao pânico.
Verificar o que as pessoas têm na cabeça é uma tarefa nem sempre muito fácil. A parte fácil não é lá muito bem aceita; além de sujar o machado e a sala, os comitês de ética faça enchendo o saco para que o paciente, no mínimo, saia vivo. Outros procedimentos, apesar de não serem tão divertidos, envolve eletrodos e/ou maquinário de grande porte, o que complica muito. Enfiar eletrodos no cérebro seria um meio-termo, mas também causa problemas, como tudo ser muito bem esterilizado e ter fios, muitos fios, de um lado pro outro. Seria legal se pudéssemos colocar um implante definitivo (ou quase) no cérebro e ele mandar de lá de dentro todas as informações que precisássemos, sem necessariamente usarmos fios conectores.