Vício é um troço triste. As pessoas se viciam em todo tipo de coisa: álcool, tabaco, jogo, drogas e… celular. Sim, o celular pode ser um vício, pois seu uso dá sensação de prazer e satisfação. Claro, ter um celular não fará de você um viciado e um Ponto Frio da vida não é um traficante. Ter um celular não é ruim, usar celular demais é péssimo. Não, não tem essa desculpa de mostrar foto dos anos 40 com um monte de gente lendo jornal no bonde. Ninguém fica viciado lendo jornal, mas uso compulsivo é alarmante. Normalmente, os imbecis que compartilham a foto do pessoal lendo jornal não mostra que este mesmo pessoal não ficava com o focinho atochado no jornal 24h por dia, seja no almoço, jantar, na frente da TV em restaurantes etc.
Pesquisadores apresentaram recentemente uma pesquisa sobre o que acontece no cérebro de jovens com vício patológico de uso de celular.
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Feche os olhos. Pense naquele almoço de domingo, com aquele assado especial e a deliciosa sobremesa que sua avó preparou. Pense quando você foi ara o litoral e sentiu o cheiro do mar pela primeira vez ou quando você foi ao seu primeiro encontro e sentiu o cheiro da pessoa amada, toda perfumada. Nossa memória afetiva é excelente para guardar sons, imagens e até mesmo aromas. Todas essas memórias são armazenadas na memória de longo prazo (porque, DÃÃÃÃ, você se lembra por muito tempo). Mas como esses aromas são armazenados no cérebro por muito tempo? É o que uma pesquisa alemã procura responder.
Dá para perceber bem a diferença entre humanos e outros primatas só de olhar pra eles (embora não tanto se pegarmos apenas os comentários de portais de notícia). A principal diferença está no desenvolvimento do cérebro, embora a quase totalidade do cérebro seja parecida. Parecida, mas não igual. Mas quando e em que parte do cérebro começaram as mudanças? Bem, é o que uma pesquisa pretende explicar.
Vamos ser honestos: não éramos para, naturalmente, vivermos tanto assim. Graças à Ciência, conseguimos uma bela longevidade, mesmo entre camadas mais pobres. O problema é que morrendo cedo não percebíamos o declínio da qualidade de vida e saúde., viver mais tempo é correr mais riscos de demência e Alzheimer, por exemplo.
Cães nos acompanham muito antes de nós sermos o que somos e eles serem o que são. Quando o primeiro canídeo escolheu um hominídeo para ser companheiro (sim, ELES nos escolheram, e não nós). Durante esse caminhar, eles foram evoluindo e nós também. Eles melhoraram, nós nem tanto, o que não quer dizer muito, já que Evolução nunca significou melhoria.
A moderna medicina intensiva faz milagres que há coisa de alguns anos parecia algo bizarro, digno de ficção científica. Ainda assim, lesões cerebrais são um problema sério e o coma um espectro que ronda as UTI do mundo todo. Eu não quero estar em coma, você não quer, ninguém quer. Quando um paciente está em coma, uma garra gelada segura nossa espinha. Morte? Vida? Viver como um vegetal e acabar sendo comida de vegans? Há uma série de variáveis. Será que médicos conseguiriam dar reboot no cérebro e fazê-lo pegar no tranco?
Nosso cérebro é zuado. Os longos bilhões de anos de evolução biológica fez seres vivos com problemas, e o processo que criou o nosso cérebro nesse ínterim lhe deu capacidades de fabricar informação. Tomando por base a notícia do filhotinho da cabra com ser humano, desmentida pelo E-Farsas, nos perguntamos: Como as pessoas podem ter essas associações.