MEC diz que Big Bang é o cacete e devemos privilegiar cosmologia indígena

Os anasázis era um grupo de nativos-americanos, que viviam na região sudoeste do atual Estados Unidos da América. os primeiros assentamentos datam de cerca do ano 100 AEC e seu florescimento durou até o início do século XIV, em que eles sumiram misteriosamente. PUF! Ninguém sabe quem eram, não se sabe nem como eles mesmos se chamavam. Os navajos os chamam de Anaasází (“ancestrais de nossos inimigos”), mas outros os chamam de Povos Antigos e, mais tarde, de Pueblos (“aldeia” ou “vila”).

Os anasázis era uma civilização com certo avanço tecnológico. Eles construíam casas e prédios. Suas construções eram feitas de adobe (um tijolo que não era o “nosso” tijolo, pois ele não era cozido), tinham agricultura, criavam gado e contemplavam as estrelas. Assim como outros povos, eles tinham observatórios astronômicos (PDF).

O MEC, ciente da nossa carência educação em termos de Ciência, excluiu do currículo do Ensino Fundamental e Médio a obrigatoriedade de ensinar sobre civilizações greco-romanas, além de achar que não se pode apenas ensinar Big Bang, tendo que dar espaço para a cosmologia de povos indígenas. Bem, estavam falando dos anasázi, certo?

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Temer escolhe bispo da IURD como ministro de Ciência e Tecnologia. Não entendi o stress

Ontem o clamor de fogo e ranger de dentes veio como uma horda avassaladora nos corações humanos ao ser divulgado que o ministro de Ciência & Tecnologia mais cotado a ser nomeado pelo Michel Temer, o próximo tirano que governará o país até que a população escolha o tirano sucessor, é o presidente nacional do PRB Marcos Pereira, que além disso é bispo licenciado da Igreja Universal.

As pessoas, fingindo gostar de ciência, acharam um absurdo, mas é só porque é da IURD e não porque é algo relacionado com Ciência. Na verdade, as pessoas reclamaram sem o menor sentido, como é fácil de entender mediante fatos simples.

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Pesquisadores que não dão aula criticam ensino de Ciência nas escolas

A Academia Brasileira de Ciências, a ABC (eu sempre sinto vontade de rir) faz 100 anos, daí alguns de seus integrantes, achando-se muito espertões, criticaram o ensino de ciências nas escolas. Apontam o vestibular como grande inimigo do ensino de Ciência, pois o fator decoreba blábláblá.

Obviamente, o problema é mais complexo do que eles e vocês imaginam.

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Neandertais e humanos desenvolveram diferentes tecnologias para obter alimentos

Dizem que somos o que comemos. Não é bem assim. É mais como “ficamos da maneira como comemos”. Nossos alimentos deixam marcas, algumas visíveis outras nem tanto. Como dentes, por exemplo. Isso pode ser evidenciado em nossos tatatatataravós, sejam Homo sapiens, sejam neandertais. Se bem que nenhum de nós tem ancestral entre os neandertais, mas isso ainda não é totalmente consenso.

Claro, como temos os dos hominídeos supracitados com culturas diferentes, lógico, suas dietas eram diferentes, mesmo porque, seus modos de obter comida eram diferentes.

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Deputados, impeachment, golpes e população idiota

Ontem (17/04) foi o melhor dos nossos dias, o pior de nossos dias e… Nah, que nada, foi mais um dia como outro qualquer na Câmara dos Deputados. Um festival de insânia, uma ópera-bufa que não é sem precedentes, pois aquilo acontece diariamente, só que somos alienados e não prestamos atenção. Foram xingamentos, gritos de louvor, loas a torturadores e um festival de assassinatos da Língua Portuguesa.

Afinal, o que aprendemos com a votação para decidir se Impeachment será julgado ou não ontem?

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A guerra contra o paywall dos artigos científicos continua

Aaron Swartz deveria entrar no meu rol de Grandes Nomes da Ciência, mas eu teria pouco a escrever sobre ele, sua trajetória, enfim. Talvez seja um erro mas não é por falta de merecimento. Ele merece. Tal qual Prometeu, Swartz trouxe algo do reino dos deuses e deu aos Homens, pagando uma penitência severa por isso, e agora é tarde. Swartz já não está mais entre nós. A drª Alexandra Elbakyan é uma seguidora, herdeira, digamos assim, do Prometeu moderno.

Ambos caçados, ambos perseguidos. E pelo mesmo motivo:o Conhecimento. Ou a divulgação dele, de forma que os meros mortais tenham acesso a tudo que se produz em termos de publicações científicas.

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O mais velho entre os mais velhos neandertais

Sima de los Huesos é um lugar e tanto. O Poço dos Ossos fica na Cueva Mayor (Caverna Maior) que fica na Serra de Atapuerca, que é uma cadeia montanhosa localizada ao norte de Ibeas de Juarros, na província de Burgos, entre Castela e Leão, e tudo isso fica na Espanha. Este “poço” tem 13 metros de profundidade sendo a parte mais profunda da Cueva Mayor. O que tem de especial naquele lugar chama-se “História”. Ou “Pré-História”, mesmo, mas não sejamos tão detalhistas. Já falamos de achados em Sima de los Huesos AQUI e AQUI.

Mais de 5 mil fósseis de cerca de 30 indivíduos da espécie Homo heidelbergensis (considerada ancestral dos neandertais), com idades muito variadas e de ambos os sexos. Estes restos representam mais de 90% dos fósseis humanos recuperados, com datação do Pleistoceno Médio, de todo o mundo. Sempre se discutiu se ali era a origem dos neandertais, só que agora temos novas evidências que sustentam que, sim, ali é realmente o berço da espécie que conviveu com humanos, e acabou sendo limado de uma vez por todas.

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Diferente de Soylent Green, Hobbits não eram gente

Nunca chegaram a um consenso com os hobbits, apelido dado a supostos ancestrais do Homem encontrados na Ilha das Flores e, por isso, chamados de Homo floresiensis. O anúncio de sua descoberta foi feito em 2004, embora sua descoberta tenha sido em 2003, mas isso deixou muita gente encucada. Seriam eles realmente nossos ancestrais. Eles eram baixinhos, num lugar onde a fauna era baixinha, também. Por isso os apelidaram de “Hobbits”. Se você conhece a obra de J. R. R. Tolkien, consegue imaginar o motivo.

De acordo com um novo estudo, baseado na análise dos ossos do crânio, ficou comprovado sem sombra de dúvidas  que o pessoal da Ilha das Flores podiam ser qualquer coisa, mas com certeza não pertenciam à espécie dos Homo sapiens.

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A Falácia do King Kong em vídeo

Uma das “provas” que costumam usar para demonstrar a veracidade do relato bíblico é dizer que a Bíblia cita cidades como Pi Ramsés, Jerusalém etc. Também menciona figuras históricas como Herodes e Pôncio Pilatos. Mas isso não significa nada quando vemos que muitas obras ficcionais usam elementos reais para compor suas histórias. Não é porque um trecho é verdadeiro que tudo o será.

Da mesma forma, não é porque existe o Empire State Building que um gorila de 15 metros subiu nele. Eu já escrevi sobre isso antes, mas vídeo também é legal de se fazer.

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No início, nossas avós pré-históricas eram safadinhas e tiveram vários namorados

A Eva Genética (ou Eva Mitocondrial) é o mais recente de nossos ancestrais comuns. Praticamente, foi ali quie começou a humanidade. Ela tem esse nome porque nossas mitocôndrias vieram dela, pois a mitocôndria, este bacteriazinha que veio viver em simbiose com nossas células, é passada sempre de mãe para filhos (e filhas, claro). As mitocôndrias têm o seu próprio DNA, e esse DNA mitocondrial está agora presente em todas as pessoas. Claro, o pessoal que tem problemas mentais acha que isso significa que a historinha pra boi dormir de Eva & Adão é verdade, mas esqueceram a parte do Adão Genético, ou Adão-Y, o mais antigo ancestral de origem patrilinear. E, segundo a hipótese científica mais aceita, tem origem na África.

Agora, pesquisadores estudam cromossomos Y, herdado de pais, e o DNA mitocondrial de chimpanzés, bonobos, gorilas e orangotangos, de forma a contruir  árvores genealógicas para cada espécie. Essa pesquisa identificou o ancestral mais antigo do chimpanzé com cromossomo Y que viveu há mais de um milhão de anos atrás. Mas o que isso significa?

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