Grandes Nomes da Ciência: Maria Vitória Valoto

Eu tenho muitos motivos para dizer que o Brasil odeia ciência, e todos eles são plenamente justificáveis. Essa pocilga que chamamos de “política científica” e nada é a mesma coisa, enquanto que temos deputados defendendo a profissionalização de ufólogos; o que até faz sentido quando Homeopatia é especialidade médica e astrologia é profissão, além de cartas psicografadas serem aceitas em julgamentos.

Por sorte, nós ainda temos pessoas que se recusam a aceitar isso. Pessoas que mostram amor pela Ciência, tendo certeza que ela que nos tira da barbárie, só ela que nos salva de nós mesmos. Só ela é capaz de garantir uma melhoria de vida. Um exemplo dessas pessoas é a menina Maria.

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O mais velho dos cânceres já descoberto

Desde que surgiu os primeiros processos de autorreplicação, sempre houve a chance de algo dar muito errado… ou muito certo. Nos casos em que a mutação não virava uma sinuca evolutiva, impedindo o ser vivo de continuar vivo, 99% das vezes deu certo e aquela proteína esquisita virou a Zooey Deschanel. O problema é aquele 1% safadão que nos deu cânceres

Câncer é algo tão velho quanto a humanidade. Não… corrijo: câncer é algo mais velho que a própria humanidade. Enquanto nós, toscos Homo sapiens estamos perambulando por aí por alguns milhares de anos, a mais antiga evidência de um caso de câncer data de mais de um milhão de anos.

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Todo mundo tem preconceito, independente de quem seja

Há algo tão velho na história do Homem quando o próprio Homem: o preconceito. A tendência de desprezarmos, temermos e odiarmos qualquer coisa que saia um pouco dos padrões que nós mesmos criamos é inerente a qualquer espécie viva, não necessariamente de seres humanos. Alguns mais, outros menos, embora humanos façam isso com maior eficiência, pensando 24h/dia em pessoas que ele abomina. Mas por que isso ocorre? Burrice? Ignorância? Não é o que pesquisas recentes apontam.

Alguns psicólogos demostraram que a baixa capacidade cognitiva não foi um preditor consistente de preconceito. Mas então…?

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Projeto monta base de dados sobre diversidade cultural

A Psicohistória, de acordo com a magnífica obra Fundação, de Isaac Asimov, é o ápice de todas as ciências sociais levada ao máximo da matematização. Longe da desculpas tipo “Não sei, sou de Humanas”, a Psicohistória, através de inúmeras equações matemáticas seria capaz de prever o desenrolar de eventos futuros, tomados em grande escala. Ou seja, ela não pode prever o que um indivíduo fará, mas pode descrever como uma sociedade reagirá mediante certos eventos.

Mas, para que isso fosse possível, era preciso vir registrando tudo o que fosse acontecendo, mediante forças sociais que mudaram o mundo. Assim, uma equipe pesquisadores está desenvolvendo um site para ajudar a responder a perguntas de longa data sobre as forças que moldaram a diversidade cultural humana.

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Grandes Nomes da Ciência: Clara Immerwahr

Olhos horrorizados viram com um esgar de reprovação o que se descortinava. Cantos da boca retorcidos, mas não tão retorcidos como pulmões sendo dilacerados por uma ameaça gasosa. Os olhos suplicam para que a loucura pare, mas ela não pare, e o pensamento “não foi para isso que eu estudei” cruzou com um ribombar de trovões pela mente brilhante. Críticas e desconfiança. Mãos suadas se esfregam no vestido impecável e pés giram nos tacões recusando que a Ciência pudesse ter um destino de causar dor, morte e desespero.

Esta é a desalentadora história de Clara Immerwahr. Mais que uma química, um lembrete que cientistas são pessoas e estão fadados a quaisquer desvios de caráter como qualquer um.

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Olimpíada Nacional de Ciências: porque já tem gente demais odiando

O Brasil é o país que odeia ciência. Ok, beleza, é algo que temos que conviver. mas não precisamos odiar tanto assim, né? Por isso é sempre bom divulgar iniciativas como a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, que ficou com pires na mão pedindo doações para um planetário móvel, e este que vos fala ficou um dia inteiro enchendo o saco de políticos no Twitter.

Obtive êxito, ao ponto até de me mandarem um e-mail de agradecimento. Chupem!

Mas Ciência é muito maior que isso. Portanto, não posso deixar de divulgar algo muito importante: A Olimpíada Nacional de Ciências.

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MEC diz que Big Bang é o cacete e devemos privilegiar cosmologia indígena

Os anasázis era um grupo de nativos-americanos, que viviam na região sudoeste do atual Estados Unidos da América. os primeiros assentamentos datam de cerca do ano 100 AEC e seu florescimento durou até o início do século XIV, em que eles sumiram misteriosamente. PUF! Ninguém sabe quem eram, não se sabe nem como eles mesmos se chamavam. Os navajos os chamam de Anaasází (“ancestrais de nossos inimigos”), mas outros os chamam de Povos Antigos e, mais tarde, de Pueblos (“aldeia” ou “vila”).

Os anasázis era uma civilização com certo avanço tecnológico. Eles construíam casas e prédios. Suas construções eram feitas de adobe (um tijolo que não era o “nosso” tijolo, pois ele não era cozido), tinham agricultura, criavam gado e contemplavam as estrelas. Assim como outros povos, eles tinham observatórios astronômicos (PDF).

O MEC, ciente da nossa carência educação em termos de Ciência, excluiu do currículo do Ensino Fundamental e Médio a obrigatoriedade de ensinar sobre civilizações greco-romanas, além de achar que não se pode apenas ensinar Big Bang, tendo que dar espaço para a cosmologia de povos indígenas. Bem, estavam falando dos anasázi, certo?

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Temer escolhe bispo da IURD como ministro de Ciência e Tecnologia. Não entendi o stress

Ontem o clamor de fogo e ranger de dentes veio como uma horda avassaladora nos corações humanos ao ser divulgado que o ministro de Ciência & Tecnologia mais cotado a ser nomeado pelo Michel Temer, o próximo tirano que governará o país até que a população escolha o tirano sucessor, é o presidente nacional do PRB Marcos Pereira, que além disso é bispo licenciado da Igreja Universal.

As pessoas, fingindo gostar de ciência, acharam um absurdo, mas é só porque é da IURD e não porque é algo relacionado com Ciência. Na verdade, as pessoas reclamaram sem o menor sentido, como é fácil de entender mediante fatos simples.

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Pesquisadores que não dão aula criticam ensino de Ciência nas escolas

A Academia Brasileira de Ciências, a ABC (eu sempre sinto vontade de rir) faz 100 anos, daí alguns de seus integrantes, achando-se muito espertões, criticaram o ensino de ciências nas escolas. Apontam o vestibular como grande inimigo do ensino de Ciência, pois o fator decoreba blábláblá.

Obviamente, o problema é mais complexo do que eles e vocês imaginam.

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Neandertais e humanos desenvolveram diferentes tecnologias para obter alimentos

Dizem que somos o que comemos. Não é bem assim. É mais como “ficamos da maneira como comemos”. Nossos alimentos deixam marcas, algumas visíveis outras nem tanto. Como dentes, por exemplo. Isso pode ser evidenciado em nossos tatatatataravós, sejam Homo sapiens, sejam neandertais. Se bem que nenhum de nós tem ancestral entre os neandertais, mas isso ainda não é totalmente consenso.

Claro, como temos os dos hominídeos supracitados com culturas diferentes, lógico, suas dietas eram diferentes, mesmo porque, seus modos de obter comida eram diferentes.

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