Cirurgia faz tetraplégicos voltarem a ter movimentos nas mãos. Manda a sua aí, sociologia

Eu sou um cara que me sinto afortunado. Por não ser da área de Filosofia, eu tenho muitas vantagens; não só e ser uma pessoa normal, com todos os cromossomos funcionando adequadamente, como posso ficar feliz de ver paraplégicos andarem, sem arrumar alguma bobagem para justificar que eles têm que ficar presos para sempre em suas camas, do contrário seria eugenia. Os paraplégicos também ficam felizes por boçais filosóficos não serem levados a sério fora de sua caixinha de eco.

Como Jesus já chegou na fama e não atende mais pedidos de fãs, restou à Ciência resolver isso, usando técnica de transplante de nervos.

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Cérebros de brancos não processam direito rostos de negros. Pesquisador não quis testar cérebros de negros

Em tempos de problematização, uma das formas que pessoal lacrador implica é quando alguém diz que outra etnia é composta por indivíduos todos iguais. Eu tive um colega de trabalho japa (na verdade, era descendente, mas é japa. Que se dane se você não gostou) nos sacaneava dizendo, com sotaque, que “ocidental é tudo igual, né?” (o miserável nunca tinha ido ao Japão). Hoje isso é mal-visto, tido como racismo. Bem, até poderíamos aceitar como racismo, mas isso porque somos programados para identificar gente como nós. “Pessoas como nós” é garantia que não seremos atacados pela tribo vizinha, o que faz sentido num mundo com alguns milhares de seres humanos totalmente espalhados, mas é o tipo de informação gravada em nosso cérebro.

Então, temos o sentimento que quem não é igual a nós, é tudo a mesma coisa, mas será isso preconceito que se aprende? Pois, uma pesquisa mostra que não é tão simples assim.

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Grandes Nomes da Ciência: Camille Schrier, a Miss Química

Saltos ecoam pausadamente no chão. O alvo traje bem ajeitado sobre o corpo delineia bem, mas não tanto para se divisar o que se tem dentro. Não é importante. Os cabelos lindos, macios e sedosos rebrilham nas luzes e a bancada está à sua frente. Luvas postas nas mãos. Óculos de segurança como manda a norma. Um leve batom, mas vaidade não é impedida no meio científico.

A cientista coloca os reagentes, executa a experiência. Ela logra o prêmio maior, o prêmio que buscava. Esta cientista ganhou o título Miss Virgínia.

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Renderização mostra como era tatatatataravô das cobras

Era uma vez uma cobra com 4 patas que conseguia ficar ereta. Não apenas isso, ela falava e mandou umas ideias de jerico pra uma dona burra feito uma porta, casada com um zé ruela mais burro que ela. Aí veio o chefe da milícia e expulsou todo mundo do condomínio construído de forma irregular.

Assim diz a mitologia Tropa de Elite 3, o Inimigo é Javé. No mundo das pessoas normais, cobras evoluíram de um ancestral que até pouco tempo não se tinha certeza de como era o formato. Só que uma equipe de pesquisadores conseguiu reconstruir como o ancestral das peçonhentas marvadas possa ter parecido.

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Proteína filha da mãe relacionada com agressividade de câncer de pele

Câncer de pele é uma bosta. Quase 300.000 pessoas em todo o mundo desenvolvem melanoma maligno a cada ano. No Brasil, o câncer da pele soma 33% de todos os diagnósticos, cujo registro anual (2018) apontou 6.260 novos casos, sendo 2.920 homens e 3.340 mulheres. O número de mortes aqui soma 1.794, sendo 1.012 homens e 782 mulheres.

Pesquisadores suecos resolveram examinar o avanço dos casos de câncer de pele e o que poderia a ele estar relacionado. Eles descobriram que uma desgracenta de uma proteína tem um belo papel nesse processo.

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Pesquisa classifica alimentos com base em valor nutricional e impacto no ambiente. Vegans vão chorar

Nos alimentarmos é uma necessidade. O problema é que, não importa o que a gente coma, sempre estaremos causando impacto. O que falta à percepção clara é qual é a relação por índice nutricional e impacto no ambiente. Só que agora, senhores, temos a tecnologia! Pesquisadores construíram um algoritmo para atribuir uma pontuação a alguns dos alimentos ricos em proteínas mais comumente consumidos e classificá-los com base em sua eficiência na entrega da maior parte das proteínas ao menor custo para o Ambiente.

Vai ter vegan reclamando do resultado, mas quem se importa com vegans?

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Reino Unido manda bem e a maior parte da geração de energia tem emissão zero de carbono

Geração de energia é algo muito complicado. Um país industrializado precisa de uma política de geração de energia bem planejada. Como o Brasil não é uma coisa, não pode ter a outra. O Brasil tem momentos que sofre picos de consumo de energia e, por isso, precisa ativar as usinas termelétricas. Sendo majoritariamente uma produção de energia por meio de hidrelétricas, a quantidade de carbono lançado na atmosfera sobe muito quando precisa ligar as esquentadinhas. As usinas nucleares seriam uma melhor pedida, mas os silvícolas deste país ainda têm medinho de isso aqui virar Chernobyl, sendo que nem somos tão incompetentes assim.

Já a Inglaterra e o restante do Reino Unido (não são a mesma coisa) estão no caminho contrário. Sendo sua geração elétrica por meio de combustíveis fósseis, pela primeira vez desde a Revolução Industrial, a geração de energia com emissão zero de carbono ultrapassa a geração por meio de carvão e gás no final de maio.

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Como damos o nomes às coisas que vemos, em nível cerebral?

Você sabe que enxerga (estou supondo que você não é cego). Você vê algo e já sabe do que se trata, salvo que seja algo que você nunca viu na vida ou no caso de sofrer de alguma doença neurológica que o impede de fazer este tipo de processamento. O processamento que pessoas sadias fazem instantaneamente sem saber como, nem é preciso saber. Seu cérebro opera no automático, mas como é essa operação?

É simples e complicada ao mesmo tempo. São várias regiões envolvidas que interagem entre si de forma a dar nome aos bois (ou qualquer utra coisa que você esteja vendo, mas vamos chamar de “bois”, mesmo. Ou “trem”, se você for mineiro).

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Peixe-robô siliconado é sangue bão!

Peixes-robôs nem são mais novidade. A não ser site de notícias brasileiros que acharão isso aqui o supra-sumo da inovação, quando o que é realmente destaque são os detalhes, e não o peixe em si. Agora, imaginem um peixe-robô com algo semelhante a sangue. Aí é uma bela inovação, certo? Não, não é sangue-sangue, mas algo que em princípio seria bem semelhante, se os detalhes não diferissem. Mas quem quer um sistema robótico 100% semelhante a um ser vivo?

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Crianças pequenas consomem cerca da metade da energia total do corpo. Por que tem criança obesa?

Como eu já falei, o consumo de calorias e proteína nos fez o que é ao longo dessa longa estrada evolutiva. Nosso incrível e gigantesco cérebro consome mais de 20% de toda energia. Mas isso se você for adulto. O cérebro de crianças está em formação e precisa consumir mais energia ainda (cerca da metade). Então, temos que encher a criança de alimento, certo? Pois é, nada na Natureza fica sem punição. Se não tomamos cuidado, os índices de obesidade infantil começam a disparar. E é isso o que está acontecendo.

Aí, como faz?

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