Proteína filha da mãe relacionada com agressividade de câncer de pele

Câncer de pele é uma bosta. Quase 300.000 pessoas em todo o mundo desenvolvem melanoma maligno a cada ano. No Brasil, o câncer da pele soma 33% de todos os diagnósticos, cujo registro anual (2018) apontou 6.260 novos casos, sendo 2.920 homens e 3.340 mulheres. O número de mortes aqui soma 1.794, sendo 1.012 homens e 782 mulheres.

Pesquisadores suecos resolveram examinar o avanço dos casos de câncer de pele e o que poderia a ele estar relacionado. Eles descobriram que uma desgracenta de uma proteína tem um belo papel nesse processo.

O dr. Cristian Bellodi é professor-conferencista do Departamento de Hematologia Molecular da Universidade de Lund, Suécia. Sua pesquisa estuda mecanismos regulatórios pós-transcricionais importantes para a expressão do genoma de células-tronco em contextos fisiológicos e patológicos, fazendo uso de um sistema hematopoiético como modelo para estudar a função das células estaminais, combinando novas abordagens genéticas com técnicas de sequenciação e técnicas proteômicas de genoma de ponta para estudar os circuitos reguladores baseados em RNA central em células estaminais hematopoiéticas e cancerosas.

Resumindo: ele e sua equipe estudam o RNA de células cancerosas e como é a sua interação com o sangue de forma a saber quais os mecanismos químicos e biológicos que fazem o câncer ser tão violento.

Bellodi e sua galera da pesada foram estudar e viram uma proteína da pesada é específica na regulação do gene MITF que está diretamente ligado ao desenvolvimento das células pigmentares na pele. O gene MITF não é desconhecido. Outros pesquisadores já tinham determinado que este miseráver era um oncogene específico do melanoma, ou seja, um gene que pode desencadear o desenvolvimento de tumores. A função geral da proteína DDX3X também era conhecida, mas sabiam da ligação dela com o gene MITF em detalhes.

Tecnicamente falando, a DDX3X não é responsável por desenvolver melanomas malignos, mas sim aumentar a agressividade do tumor. Assim, a ideia é usá-la como biomarcador para prever o quão violenta será a doença. Não é uma sugestão de cura, mas ajuda os médicos a se prepararem para o pior, e já começarem um tratamento mais efetivo, ao invés de esperar dar a caca.

A pesquisa foi publicada no periódico Cell Reports e está lá, abertinha, esperando por você.

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