Cirurgia faz tetraplégicos voltarem a ter movimentos nas mãos. Manda a sua aí, sociologia

Eu sou um cara que me sinto afortunado. Por não ser da área de Filosofia, eu tenho muitas vantagens; não só e ser uma pessoa normal, com todos os cromossomos funcionando adequadamente, como posso ficar feliz de ver paraplégicos andarem, sem arrumar alguma bobagem para justificar que eles têm que ficar presos para sempre em suas camas, do contrário seria eugenia. Os paraplégicos também ficam felizes por boçais filosóficos não serem levados a sério fora de sua caixinha de eco.

Como Jesus já chegou na fama e não atende mais pedidos de fãs, restou à Ciência resolver isso, usando técnica de transplante de nervos.

A drª Natasha van Zyl, além de ter nome de vilã do Johnny Quest, é cirurgiã plástica e reconstrutiva. Ela estuda como remendar nervos. Teria sido uma bela ajuda pro Doutor Estranho, mas ele ficou só nos EUA e se ferrou.


Loser!

Na pesquisa da Doutora Van Zyl (se se chamasse Baronesa Van Zyl, seria inimiga da Mulher Maravilha) ficou demonstrado os benefícios da cirurgia de transplante de nervos, podendo combinar com transplante de tendão, também, de forma a restaurar a função do membro superior em pessoas com paralisia completa.

Até agora, os cirurgiões utilizam músculos saudáveis ??e funcionais que desempenham um papel menos importante no corpo e os realocam nas pernas, substituindo os músculos que sofreram danos como resultado da lesão. Transplantar nervos acabou sendo uma alternativa ao de tendões, já que é o nervo quem efetivamente transforma o movimento em sinal elétrico que vai pro cérebro, que mana mensagem de volta pro nervo, que age como um capataz fazendo os músculos trabalharem ou ele conta tudo pro senhor feudal.

Van Zyl e seu pessoal recrutaram 16 adultos com uma idade média de 27 anos que sofreram lesão medular no pescoço menos de 18 meses antes dessa pesquisa ser iniciada, principalmente como resultado de acidentes de trânsito ou lesões relacionadas ao esporte. Foram feitos transplantes de nervos inicialmente. Alguns receberam transplantes de tendões, também.

Depois da recuperação, os pesquisadores pediram que os pacientes completassem tarefas relacionadas às atividades cotidianas, como ir ao banheiro por conta própria ou escovar os dentes. Estes testes foram feitos antes da cirurgia e aos 12 e 24 meses após a cirurgia. Dois anos após a intervenção, a maioria dos participantes pontuou alto o suficiente nos testes de força de pinça e apreensão para ser capaz de realizar a maioria das atividades do dia-a-dia.

Claro, estamos falando de Ciência, e não mágica. Toda cirurgia implica em limitações, podendo levar meses para que surjam movimentos e anos antes que a pessoa alcance força total em seus músculos. Além disso, as transferências nervosas precisam ocorrer até 12 meses após a lesão para produzir os melhores resultados. Algumas vezes, pode falar, como foi o caso em 3 dos participantes, mas nunca se acerta 100%, o que faz pesquisadores meterem o focinho até reduzir ainda mais o percentual de casos que não foi sucesso.

E sim, claro que tem videozinho. Três de uma vez:

A pesquisa foi publicada no periódico The Lancet, o periódico que pessoal de Filosofia não lê, pois tem texto que faz sentido, não maluquices idiotas de DCE vagabundo.

Tedson estava de boca cheia e não pôde comentar a pesquisa.

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