Jovem faz jovenzice para passar no vestibular por meio de cotas

Disputar vagas, seja em concurso ou vestibular é algo difícil porque é muito concorrido. Alguns apelam para a trapaça, como o caso de um Zé Ruela que pintou a cara para parecer negro e passar no concurso do INSS. Pegaram o sujeito (não de porrada, mas deveriam) e desclassificaram o desclassificado. Se isso o fez achar que era estupidez galopante, espere até saber da história de outro mané que decidiu que, se não conseguia entrar na faculdade de Medicina pelas vias normais, entraria pela porta dos fundos: a cota para pessoas com deficiência. O problema? Ele não tinha nenhuma deficiência. A solução? Criar uma com um… esmeril, anestesia caseira e uma dose cavalar de idiotice.

Suraj Bhaskar é um jovem de 24 anos, e como todo jovem faz jovenzice. Ele mora na vila de Khalilpur; onde mesmo? Claro que só pode ser em Uttar Pradesh! A história de Suraj começa como tantas outras na Índia, onde o exame NEET (National Eligibility-cum-Entrance Test) é praticamente o Hunger Games da Medicina de tão sinistro que é a bagaça. Nosso herói já havia tentado duas vezes e falhado nas duas.

Formado em Farmácia (alguém que acha que é químico, mas só passa vergonha entre químicos), Suraj tinha aquela fixação quase shakespeariana de se tornar médico em 2026, tanto que anotava religiosamente no diário “Vou me tornar um médico MBBS em 2026”, como se a repetição transformasse wishful thinking em realidade. Spoiler: não transformou.

Em outubro do ano passado, Suraj tentou ir pelo difícil modo fácil, e não, não é prostituição, é cota, mesmo; sendo assim, a saída era conseguir um certificado de deficiência na Universidade Hindu de Banaras (BHU), mas foi negado porque, bem, ele simplesmente não tinha nenhuma deficiência. Foi aí que a mente jovenzana de Suraj começou a fazer aquele tipo de matemática perversa que só o desespero acadêmico é capaz de produzir. Se ele não tinha uma deficiência, poderia fabricar uma. E foi exatamente o que fez.

Armado com uma seringa de anestésico (que ele provavelmente aprendeu a manusear no curso de Farmácia, ironia das ironias), um esmeril e uma determinação que faria Napoleão parecer indeciso, Suraj amputou quatro dedos do próprio pé esquerdo. Para evitar a dor enquanto cortava o próprio dedão, ele se injetou anestesia e depois usou um esmeril para realizar o procedimento.

Você leu certo: um esmeril. A ferramenta que normalmente serve para lixar metal virou instrumento cirúrgico DIY. MacGyver estaria simultaneamente impressionado e horrorizado. E, claro, estamos falando de Uttar Pradesh, então, ACHO, APENAS ACHO que o esmeril não estava corretamente esterilizado.

Mas Suraj não era apenas dedicado, era também criativo. Depois da automutilação, ele armou toda uma cena do crime, alegando à polícia que havia sido atacado por agressores desconhecidos durante a noite. Inicialmente, ele enganou a polícia alegando que havia sido atacado por pessoas desconhecidas. Um caso de tentativa de homicídio foi aberto, três equipes de meganhas de Shiva foram mobilizadas, e Suraj deve ter pensado que seu plano estava funcionando perfeitamente. Ele era praticamente Lex Luthor com cabelo.

Só que ele não contava com três coisas: a eficiência da polícia de Jaunpur, a inconsistência das próprias mentiras e, principalmente, a namorada. Quando os canela preta começou a investigar de verdade, percebeu que o relato de Suraj mudava mais rápido que governo em crise. As câmeras de vigilância não mostravam ninguém entrando ou saindo da casa. Os registros telefônicos não indicavam visitantes. E então veio o golpe de misericórdia: a polícia chamou a namorada de Suraj para interrogatório, e a cremosa revelou que ele estava obcecado em conseguir admissão no curso de MBBS a qualquer custo.

A garota entregou o momô mais rápido do que você consegue dizer “relacionamento tóxico”. E honestamente? Difícil culpá-la. Quando seu parceiro decide resolver problemas acadêmicos com automutilação, talvez seja hora de repensar algumas escolhas de vida, porque ele pode ter alguma ideia neste naipe quando quiser a separação.

Durante a busca na cena do “crime”, a polícia encontrou evidências que pareciam saídas de um episódio bizarro de CSI: uma garrafa de anestesia, uma seringa, um cortador e um caderno. O dedão amputado nunca foi encontrado, o que adiciona um toque de mistério macabro a toda essa tragédia. Estaria em algum lixo hospitalar? Teria sido descartado em um campo? Virou lembrança mórbida? Nunca saberemos.

Agora, Suraj está em tratamento médico (o que não deixa de ser irônico, considerando que ele queria desesperadamente entrar na medicina), e as autoridades estão avaliando ações legais por apresentar queixa falsa e tentar abusar das provisões de reserva de vagas. O incidente provocou preocupação generalizada sobre o estresse extremo enfrentado por estudantes que se preparam para exames competitivos como o NEET, bem como a necessidade de verificações mais rigorosas nas admissões baseadas em cotas.

No fim, Suraj não conseguiu a vaga em Medicina, mas conquistou algo que nenhum diploma poderia oferecer: um lugar permanente no panteão das histórias mais insanas de desespero acadêmico da história moderna. E também, claro, uma deficiência real. A ironia é tão amarga que quase tem gosto de anestésico.


Fonte: India News

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