
Há perguntas que a humanidade jamais deveria ter feito por causa de implicações inerentes e o desenrolar de acontecimentos a partir delas. “Existe vida após a morte?” é uma delas. “O que havia antes do Big Bang?” é outra. Mas a mais perturbadora de todas pode ser: “O pum de quem cheira pior? Homens ou mulheres?”. O problema dessas pergutas, ao serem feitas, é que fatalmente alguém vai tentar responder. As duas primeiras ainda não se tem uma resposta definitiva do ponto de vista científico, mas a última sim.
E eu acho apavorante alguém tê-la feito.
Hoje vamos descer mais um degrau rumo ao abismo perfumado do conhecimento humano. A Ciência decidiu investigar qual pum fede mais – o masculino ou o feminino – e encontrou uma resposta tão inesperada quanto inconveniente: segundo estudos conduzidos ao longo de décadas, as mulheres produzem flatulências mais fedorentas que os homens. Nunca antes uma conclusão teve tanto potencial para destruir casamentos, jantares românticos e grupos de WhatsApp da família.
Este épico do método científico começou lá atrás, em 1976, com o dr. Michael D. Levitt. Enquanto outros pesquisadores escolhiam câncer, Alzheimer ou avanços tecnológicos, Levitt olhou para o Universo e decidiu: “Quer saber? Peidos será a minha Baleia Branca e me atirarei sobre eles”. Entre câmaras seladas, tubos transparentes e voluntários provavelmente arrependidos, Levitt descobriu que as mulheres produziam mais hidrogênio sulfídrico, o gás responsável pelo aroma “clássico” de ovo podre. Sim: o perfume maldito do enxofre vinha com mais entusiasmo quando o pum era rosa. Ele ficou conhecido como King of Farts, ou o Rei dos Peidos. Não sei se eu gostaria deste título.
Um estudo de 2005 descobriu que os homens heterossexuais eram os menos incomodados se os outros pudessem ouvir seus peidos ou o mau-cheiro dos seus pés, enquanto as mulheres heterossexuais eram as mais autoconsciente .
Em 2021, pesquisadores da Johns Hopkins Medicine realizaram experimentos em ratos geneticamente modificados para imitar a doença de Alzheimer humana. Eles injetaram nos roedores um composto transportador de sulfeto de hidrogênio chamado NaGYY e monitoraram mudanças em sua memória e função motora durante 12 semanas.
A análise é que fêmeas tinham um pum bem mais rico em gás sulfídrico, o que dá o mau cheiro dos gases que ganham a liberdade. Na prática, isso significa que, embora os homens soltem puns mais barulhentos e frequentes, o “blend” feminino tende a ser mais encorpado, com notas amadeiradas, um toque de podridão e final marcante. Um verdadeiro Chablis do intestino grosso.
E olha que tudo isso está sendo discutido enquanto o planeta enfrenta aquecimento global, extinção em massa e colapso social. É quase poético: a humanidade ardendo e nós aqui debatendo quem peida pior. A cara da civilização moderna. Mas isso também é importante, já que gases sulfurados são agentes de efeito estufa ou seja, quando você traça aquela feijoada, o day after é você contribuindo para destruir o mundo.
“Ain, mas sou vegan.”
Sim, e sua dieta implica num aumento de mais gases. Não estou exagerando, é Ciência!
E antes que vocês pensem que isso é só brincadeira, vale lembrar: este é um campo real de estudo, com metodologias, tabelas, gráficos, gases capturados e analisados. Alguém escreveu o projeto, alguém revisou, alguém aprovou. E alguém, em pleno 2025, deu entrevista para um jornal explicando por que “flatulência feminina tende a exibir maior concentração de compostos sulfurados”. Os romanos tinham gladiadores. Nós temos isso.
Qual jornal? Bem, qual outro senão meu tabloide Murica Fuck Yeah favorito?
Mas é tudo Ciência, como os links comprovam. Comeu seu repolhinho com ovo cozido hoje?
PS. Sim, mulher bonita também peida.

2 comentários em “Como mulheres contribuem para a destruição da camada de ozônio”