Sexo, monges, influencers e video-tape

Sabe aquele negócio de castidade, pobreza e devoção que vendem nos templos budistas? Esquece. Isso é só o menu kids espiritual. O combo premium da iluminação tailandesa agora vem com carro importado, cartão black, programa de milhagens e vídeos caseiros com mais ação que muito filme pornô com selo europeu.

O caso de hoje é na Tailândia (finja surpresa), lar dos monges sagrados, cuja nova prática meditativa envolve uma influenceira que usou um talento peculiar para o flerte, uma câmera na mão e o Pix na cabeça para transformar a alta cúpula do budismo em figurante de pornô amador de chantagem, provavelmente podendo parcelar em até 12 vezes no cartão, e com cashback!

Safadeando num monastério para penetrar no túnel escuro da iluminação, esta é a sua SEXTA INSANA!

A influenceira chamada Wilawan “Golf” Emsawat (é uma modelo boazuda, não o substituto do Gol), que tem mais vídeos que a Netflix, fisgava monges com promessas de “elevação espiritual horizontal”, tratava de elevar muitas coisas deles (não necessariamente a alma) e depois cobrava os pecados com juros, multa e encargos emocionais. Só do sumido Phra Thep Wachirapamok, nosso monge ostentação, ela arrancou nada menos que um Mercedes-Benz SLK200; porque, CA-LARO!, nada representa melhor o desapego mundano do que um conversível alemão com bancos de couro e Bluetooth.

Mas, justiça seja feita, Meriva, digo, Golf não mirava baixo. Entre monges de alto escalão e carteiras generosas, ela acumulou pelo menos nove vítimas confirmadas, mais de R$ 59 milhões em transferências, e uns 80 mil arquivos de vídeo dignos de um “Pornhub Monástico”. E você aí achando que a parte mais caliente do budismo era o incenso.

Os meganhas thai, pasmos (ou fingindo estar, porque… Tailândia, né?), descobriram que parte dessa dinheirama foi parar em apostas online. Porque, aparentemente, quem perde a vergonha não tem medo de perder o dinheiro também.

E enquanto isso, o Conselho Supremo da Sangha decidiu que agora talvez seja uma boa ideia rever o Código de Conduta. “Quem sabe proibir sexo, ostentação e transferência bancária acima de 50 mil baht”, deve ter dito algum iluminado. Uma comissão foi montada para examinar as condutas (algo como “por favor, parem de usar o templo como motel”) e a sociedade tailandesa, essa sim, teve que fingir surpresa. Porque, honestamente, o escândalo mais previsível da Ásia Oriental seria só se um desses monges aparecesse no Big Brother vendendo mantra por NFT.

E antes que você pense “caso isolado”, deixe-me lembra-lo do monge que comprou jato particular, do templo que foi fechado porque todos os monges estavam chapados, e daqueles monges tocando o zaralho no templo. No fundo, talvez os templos tailandeses estejam apenas na vanguarda de uma nova religião: o Budismo Premium, onde o Nirvana custa caro, mas vem com Wi-Fi e acompanhante.

A moral da história dos imorais monges? Desconfie sempre de quem promete paz interior demais. Às vezes, no fundo do coração sereno… tem um Pix agendado. Namastê e passa a senha do OnlyFans do templo, vai.


Fonte: Óia!

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