Homem leva picadura pro hospital e coloca a cobra pra fora

Acidente que pode ser evitado não é acidente. Ainda mais quando você mora num lugar dado a muitos acidentes com coisas que querem lhe passar o cerol, e não estou nem falando da Austrália e sim de Jaipur, uma cidadeca que amam dizer que foi a primeira cidade planejada da Índia mas não é lá essas coisas, também.

Então, que a notícia de hoje (por falta de coisa melhor para noticiar, mas aí é problema meu), um pacato cidadão de Jaipur tomou um mordidão de uma cobra. Nosso herói (o sujeito, não a cobra, que é apenas uma coitada que acabou mordendo algum maluco dando mole pelo quintal dela) foi com malas e cuias para o primeiro hospital. E levou a Cremilda junto!

Agora, vamos com calma e combinar uma coisinha: se você for picado por uma cobra, a reação natural deveria ser entrar em pânico, gritar “PQP, SHIVA, DEU RUIM, MERMÃO!”, e correr para o hospital como se estivesse fugindo do capeta. Mas Prakash Mandal não seria Prakash Mandal (ou seja, um idiota) se fizesse isso. Ele olhou pra situação, refletiu com a profundidade de um pensador do caos, e decidiu:

Quer saber? Vou capturar essa desgraçada, enfiar numa mochila e levá-la junto pro pronto-socorro. Porque se eu vou, ela vai também!

Pegou a cobra pela boca (pela boca da cobra. Tá pensando que isso aqui é XVideo India?), enrolou a Cremilda em volta do pescoço e foi ao hospital da Universidade de Ciências da Saúde de Rajasthan, deixando os médicos e os pacientes atordoados.

A equipe de plantão, acostumada com dor de barriga, fratura de tornozelo, briga de vizinho, mordida de escorpião e atropelamento por elefantes, talvez uma esporádica crise de rinite ou caganeira de jato causada por cólera, foi recebida com o equivalente hospitalar a uma Pegadinha do Ganeshão: uma cobra viva, recém-capturada, saindo da mochila de um paciente. Nada mais acolhedor que um réptil sorrateiro de surpresa na sala de emergência.

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Mesmo quando Mandal estava sendo levado para tratamento, ele se recusou a deixar de lado a cobra. Claro, porque descrever a cobra ou mostrar uma foto no Google não é radical o suficiente quando se pode transportar o próprio bicho peçonhento num ambiente lotado de gente doente e desprevenida. A triagem virou triatlo. Enfermeiras correram, pacientes fugiram, e teve médico cogitando largar a profissão e abrir um mercadinho em Springfield.

É o tipo de lógica que só pode nascer da mistura entre adrenalina, negação da realidade e o desejo secreto de transformar a enfermaria num show de horrores ao vivo. Se você achava que já tinha visto tudo em termos de decisões equivocadamente imbecil, parabéns: agora temos o primeiro caso registrado de paciente que chega ao hospital acompanhado… do próprio veneno.

Mandal, o Zé Ruela de plantão, cedeu apenas quando lhe disseram que seria difícil tratá-lo até que ele libertasse o réptil. E nem era a sogra dele para ter tanto apego assim!

O hospital, pasmo, conseguiu conter o animal (não o paciente, esse seguiu impune) e iniciou o tratamento. A cobra não era identificada de imediato, mas o paciente ficou estável. Estável demais, talvez. Porque enquanto o corpo processava o veneno, o cérebro dele claramente já havia sido vencido pelo colapso do juízo.

Moral da história? Se um dia você for picado por uma cobra, lembre-se:

  • Você não precisa levá-la junto.
  • Não é visita em creche.
  • Não é acidente de trânsito pra fazer B.O.
  • Não é ex-namorado pra encarar terapia de casal.

É uma cobra, seu idiota! Ela mordeu, você corre. Fim…. ou morre. Fim do mesmo jeito!

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