
Agora, a onda da vez é um monte de influenceiro, ou influenceiro wannabe aproveitando a modernidade para enriquecer. Se você, meu amigo, minha amiga (mais minha amiga, mesmo. Homens preferem outro tipo de enriquecimento) está muito a fima de ganhar dinheiro, meu conselho é você ter duas coisas:
Um bebê reborn
Uma penca de idiotas.
Se você não sabe, bebês reborn são essas bonecas ultrarrealistas, que apareceram lá pros anos 90, mas ninguém tinha se dado conta do que poderiam fazer com ele., como chegou a Internet, ninguém ainda viu grande potencial, então chegaram as redes sociais e… ainda nada. O ponto diferencial foi as redes sociais instaurarem sistemas de monetização, de forma com que as pessoas que postam muito e têm grande visualização pudessem ganhar com a propaganda, Tinha sido criado os “influenceiros”.
Entusiastas apaixonados, buscando maior realismo, começaram a modificar bonecas de vinil produzidas em massa, repintando seus traços, adicionando texturas detalhadas à pele e incorporando elementos como corpos com peso para imitar a sensação de um bebê real. Então, os influenceiros pensaram bem e chegaram numa conclusão ótima.
Esse bando de desocupados normalmente criavam vídeos virais humilhando pessoas, expondo familiares e, obviamente, montando cenas que só são verdade na mente de um bando de retardados que acreditam em tudo. Fanfics em texto já não faziam mais diferença, porque ninguém lia, então, o lance era fotos e, claro, vídeos.
O único problema nisso é que a parentada podia não querer participar… ou queria, mas só se desse um pedaço da monetização, que podia nem receber, mas era a questão de postar muito que, talvez, quem sabe, um dia, algum dinheiro entrasse. O lance era explorar então crianças e bebês. Crianças não vão exigir a parte delas. No máximo uma Barbie, uma bola de futebol ou sorvete.
O outro problema é que isso ficou malvisto, porque explorar crianças não é legal e o Juizado de Menores poderia arrumar encrenca. E sim, já deu problema.
Então pessoal pensou e… o que fazer? Tão gostoso lucrar sem efetivamente trabalhar! Então (re)descobriram os bebês reborn. Tipo, é um bebê, só que uma boneca. Basta agir como um imbecil que as redes sociais fazem o resto.
E funcionou!
Todo tipo de influenceiro resolveu apelar para bebês reborn porque bebês estão em alta. Bebês reborn estão em alta porque tudo uqe é influenceiro resolveu apelar para eles. É o paradoxo tostines da imbecilidade. Os exemplos são inúmeros [1] [2] [3] [4] [5] , e como político é uma ralé oportunista, vereadores do Rio criaram “Dia da Cegonha Reborn”.
Mas a grande genialidade não é essa. É manipular o bando de retardados que se acham cultos, críticos e intelectuais, e são enganados como o mais idiota estratagema: estimular o ódio. Então, jogam a isca (ou “bait”), e só esperam para contabilizar os acessos. É uma estratégia, do grego στρατηγική, vencedora. E o melhor: o foco do ódio das pessoas não será uma criança real, será um boneco, e uma mãe de boneco que está pouco se fodendo!
“Olha que imbecil, ela levou um bebê reborn no hospital!”
Não, chuchu. Ela não é imbecil. Imbecil é você que deu a ela o que ela queria. Foi um bait lindo, e você caiu. Ela alavancou seu perfil e vocês, idiotas, continuam sendo idiotas. A guria de 17 anos que fez o vídeo vai ser daquelas que dirá que não precisa fazer faculdade e vocês gargalharão dizendo que ela não será nada, enquanto ela ganha dinheiro hoje e quem tem faculdade vai dirigir Uber porque não tem emprego. Mas ela que é a burra, né?
2025 e as pessoas vivem caindo nos estimuladores de ódio e erguedores de baits toscos para conseguirem viralizar. Funcionava na época dos blogs e funciona hoje. Motivo? Pessoas burras não deixam de ser burras e normalmente geram mais gente burra ainda.
Eu já estou até com meu bebê reborn aqui. Agora, me deem a visualização que eu mereço, já que eu vivo postando informação e cultura aqui, e vocês não compartilham, porque a síndrome de moral superior de vocês impede isso, preferindo ficar “denunciando” a imbecilidade alheia, mas apenas combatendo um espelho de si próprios.


Eu vou morrer pobre, é isso.
CurtirCurtir
Somos dois. Pelo menos seremos pobres limpinhos
CurtirCurtir