O naufrágio do navio romano num documentário

De manhã, eu estava vendo a série Tesouros Perdidos de Roma, da National Geographic, no Mickey+. Achei meio caótico, já que cada episódio traz muitas pesquisas simultaneamente, num intervalo de menos de 50 minutos, mas ok. Achei um bom programa, com a qualidade visual da NatGeo. mas identifiquei um problema no segundo episódio.

Neste episódio, tratam dos tesouros escondidos no mar, e uma das pesquisa é sobre uma equipe de arqueólogos práticos em Gunzenhausen construindo um navio romano do zero. O episódio ainda trazia outras pesquisas, então, a parte da reconstrução do navio ficou espremida. É MUITO mais interessante do que o que apareceu.

Tudo começou com a escolha e derrubada das árvores. Foram necessários 18 troncos de carvalho, alguns dos quais com 20 metros de comprimento. Os carvalhos foram derrubados na semana de 9 a 14 de novembro de 2020, e o motivo dessa época é que os troncos estão ao máximo de seiva, e isso faz total diferença na hora de secar e cortar as pranchas.

O tamanho total o barco é de 19,3 m, cujo formato remonta a tempo entre 250 e 400 E.C., tendo sido preferido uma forma oval baseada nos achados de Dura Europos na Síria.

O método de construção seguiu o mais parecido com o que os romanos usavam, e isso não apareceu no documentário. Parece que usaram ferramentas manuais elétricas, mas não foi o c aso. Houve muito trabalho envolvido até que, em 26 de junho de 2022, o Danuvina Alacris pôde deixar seu estaleiro em Schlungenhof, e honrosamente transportada para a margem do Altmühlsee:

O prof. Boris Dreyer, coordenador do projeto, junto com o prof. Hirsch, um dos vice-presidentes da FAU Erlangen-Nuremberg, do sr. Fitz, prefeito de Gunzenhausen, e da Sra. Naaß, vice-presidente do parlamento distrital da Média Francônia, que batizou o barco. O barco foi então lançado na água. Durante esse processo, a chamada rega, a madeira do barco entra em contato com a água pela primeira vez. Esse contato com a água é parte integrante do processo de construção do barco. O barco pode afundar um pouco durante esse processo, pois ainda não é estanque neste ponto e se encherá de água, a madeira incha e se expande. Entre as tábuas foi usado fibras de cânhamo, e quando a madeira incha, espreme as cordas de cânhamo, o que veda a entrada de água.

Quase nada disso foi falado e eu mesmo omiti 90%. Você pode ler tudo no site do projeto com todo o “diário de bordo”. Seria um único programa interessantíssimo, mas ficou jogado. Não procurei a respeito das outras coisas, como o rostro encontrado na costa da Sicília e sobre os marcos encontrados no que outrora foi Cartago. Foi um bom programa, mas teria sido muito melhor.

Não se preocupem. Podem ver o próprio professor explicando:

Fica a dica: nunca se contentem só com os programas e documentários. Pesquisando, vocês encontrarão muito mais coisas.

 

2 comentários em “O naufrágio do navio romano num documentário

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