O último suspiro de Júlio Cesar e a fabulosa ruína onde ocorreu

Et tu, Brute?” Esta infame frase foi a última coisa que Caio Júlio César teria proferido a Marco Bruto, quando este lhe passou o rodo, digo, a faca. Mas não, César efetivamente não disse isso. Esta frase é famosa, mas quem pôs na boca de César (isso soou esquisito) foi Shakespeare, na peça Júlio César, ato III, cena 2. O mais provável que César deva ter dito é “AOUCH!!!” ou, o que eu mais gosto (se Shakespeare pode inventar, eu também posso) é “AI, PORRA!” <vira-se> “Brutus seu…” <outras facadas>. Ah, sim. O historiador Suetônio disse que testemunhas afirmaram que as últimas palavras de César, proferidas em grego, foram “Até você, criança?”,e foi daí que Shakespeare tirou a sua frase, mas o mesmo Suetônio não deu crédito a isso.

O local onde Júlio César recebeu a visita de Leto, a personificação da Morte, é um ponto turístico e, ironicamente, foi graças a Mussolini que mandou resgatar geral e desenterrar a Antiga Roma, afastando todas as modernidades para um canto. Não, o líder fascista não tinha amor pela História, nem venerava a cultura dos antepassados. Ele era apenas um pulha que queria amarrar o antigo Império Romano ao seu governo, praticamente se posando como César (lembrando que larga maioria deles não teve um final muito legal, o mesmo acontecendo com o Duce).

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Encontrados defuntos romanos sem cabeça no lugar certo. Algo como brasileiros de hoje

A vida do pessoal antigamente não era nada fácil. Além de não ter iFood, ter que sair para pagar as contas em banco e não terem ainda disponíveis a roda, sepultamentos também eram um tanto quanto… estranhos. Que o diga o assentamento romano encontrado em Suffolk, Inglaterra. O que tem de estranho lá? Bem, não tanto o fato de terem encontrado um cemitério com 52 esqueletos muito bem preservados. A parte estranha é que 17 deles estavam enterrados direitinho, sendo que os demais estavam decapitados.

Quem foi o maluco que enterrou aqueles 17 sujeitos intactos? Preguiça do estagiário de completar o serviço?

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Encontradas evidências da invasão de Grã-Bretanha por Júlio César

Caio Júlio César é um ícone na História. Suas campanhas militares são lendárias e dignas de virar filme, e eu ainda não entendi por que não o fizeram. Mestre na arte militar e política, ele acabou se tornando Pretor Máximo ou Ditador. Naquele tempo, o termo “ditador” tinha outra conotação. O Ditactor era uma espécie de guardião romano para restabelecer a paz e manter a ordem geral. Tudo bem que dali ele aproveitou se tornando Cônsul de Roma e, por fim, Imperador (se bem que o título de imperador, mesmo, foi dado a Otávio Otaviano, que subiu ao poder com o título Augusto César). Seus feitos militares foram escritos pelo próprio César, mas nem se pode dizer que ele saiu mentindo. Outras fontes como Salústio, Suetônio, Plutarco, Tácito e Cícero confirmam muito do que ele disse, além de citar outros feitos exceto a parte do “Até tu, Brutus?”. Isso foi invenção de Shakespeare)

Em 55 AEC, Júlio César, ainda general, invadiu o que era conhecida pelos gregos como Ilhas Cassiteritas (tinha este nome por causa da grande quantidade de estanho, que era usado para produzir o tão necessário bronze). Só que Roma não curtia muito este nome e chamou o local de Britannia, e que hoje é o sul da Inglaterra. Há muitos relatos sobre a façanha, mas não um registro arqueológico sobre o ocorrido.

Ou não tinha.

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As pinturas antigas que apresentam uma cor azul mais antiga ainda

Um dos grandes problemas na produção de corantes é que eles são muito difíceis de se obter. Antes de Perkin (algum dia teremos artigo sobre ele), os corantes eram produzidos praticamente por processo artesanal, valendo-se de produtos naturais. Antes dos corantes sintéticos, valia-se de raízes, frutos, solo e animais para se obter cores, e elas não eram em tão grande variedade. Para os artistas trabalharem, era uma dor de cabeça já na Renascença, agora imagine na Antiguidade!

Ao examinar antigos quadros, especialistas deram de cara com algo inusitado: o azul egípcio. Uma tonalidade de cor que os romanos usavam para controlar os tons de seus quadros e murais. Mas como assim azul egípcio?

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Banhos públicos não livraram antigos romanos de parasitas

O grande diferencial do Império Romano para outros reinos, como Cartago – em quem Cipião, o Africano, sugeria que lhe passasse o cerol – foi a vida social dos cidadãos. Grandes banhos públicos garantia que você, pobretão, tomasse banho ao lado de um tribuno. Isso garantia que todo mundo ficava de olho em todo mundo. Eles tinham até privadas públicas, literalmente públicas, com um “troninho” ao lado do outro. Homens e mulheres em papo animado enquanto faziam o número 2.

O problema é que pesquisas recentes mostram que nos banhos públicos se compartilhava de ideias, fofocas e até parasitas.

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Os Antigos Penteados Romanos Esquecidos

A História serve para nos contar histórias. Histórias há muito esquecidas, nos relatando como era antigamente. Às vezes, esse "antigamente" é muito antigamente mesmo. Ninguém se lembra, pois não há mais ninguém vivo. Se eu quiser saber como o Garrincha jogava, eu tenho filmes, documentários e entrevistas dele. Posso perguntar ao meu pai, que o viu jogar em pleno Maracanã. Minha mãe pode relatar como era viver no tempo da 2ª Guerra Mundial. Ouvi relatos de pessoas que estiveram na Guerra Anglo-Irlandesa. Mas como saber como era a sociedade romana? Bem, sabemos de muita coisa, graças a cartas, livros, documentos e correspondências pessoas, fora registros arqueológicos como construções, cerâmicas, esculturas, afrescos, murais etc. Mas como saber como eram as pessoas?

A Ciência pesquisa a fundo e nos traz muitas respostas. Anos de pesquisas, escavações e bunda pra cima com um pincel de pelo de camelo nas mãos perscrutando, centímetro a centímetro, nos traz muitas informações. Mas às vezes, cientistas precisam de uma mãozinha, nem que seja de uma simples cabeleireira.

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O magnífico Banho de Caracala

Apesar das mãos estarem cheias de sangue, os romanos adoravam tomar banho. Não só por causa de questões higiênicas e sim porque os banhos romanos eram como os shopping centers de hoje. Na época, era o point onde o pessoal se encontrava para jogar conversa fora, fofocar a vida dos outros e tramar de que maneira se podia cravar um punhal nas costas do Imperador sem que desse muita bandeira.

Um dos maiores e mais belos exemplos de banhos romanos com certeza é o Banho de Caracala, construído por…

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A silenciosa história dos romanos esquecidos

Eu sempre admirei a história do império romano, na mesma medida que gosto da história egípcia. Creio que quase todos nós sonhamos, quando crianças, ver as maravilhas que eram as pirâmides (não que maravilhas tenham deixado de ser), visitar o Circo Romano e presenciar os triunfos. A civilização romana moldou o que os pedantes chamam de "cultura ocidental", ainda mais se levarmos em conta que o sistema jurídico do Brasil segue os preceitos do Direito Romano. Mesmo com tanta importância que teve a civilização romana, pouco sabemos sobre as pessoas comuns. Não os patrícios, mas povo comum, mesmo. Agora, pesquisadores analisam o povão e estas pessoas simples têm muita história pra contar.

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Intelectuais criticam poder abolutista de Bento XVI

Depois de quatro anos do reinado pontificado, só agora que os teólogos e analistas religiosos se tocaram do óbvio: O Império do Mal governado por Darth Ratzinger possui um estilo recluso, sendo liderado de forma autoritária. Se isso é novidade pra você, significa que você não acompanha Ceticismo.net; exemplos não faltam.

Especialistas – sabe-se lá em que – ouvidos pela BBC Brasil afirmam que decisões tomadas recentemente pelo ex-chefe da Gestapo Católica – como a nomeação de um bispo auxiliar conservador na Áustria sem considerar o parecer do episcopado local – são sinais de um papado centralizador e pouco democrático, como coisa que democracia e religião andam juntas. Que tal um referendo pra escolher o novo nome de Deus? Que tal um plebiscito pra escolhermos quais atitudes nos conduzem ao inferno? Não, meus caros. Democracia situa-se diametralmente divergente de qualquer religião. Continuar lendo “Intelectuais criticam poder abolutista de Bento XVI”