A superfície quebrada da Terra e quem foi seu causador

Você aprendeu no colégio sobre placas tectônicas, e como elas moldaram os continentes ao longo dos milhões de anos. Seus chiques e afastamentos mudaram e mudam a geografia do planeta, ainda que não seja facilmente observável, já que elas se movem na ordem de alguns poucos centímetros ao ano. Há muito tempo, a casca externa da Terra se partiu em pedaços, que agora chamamos de placas tectônicas; isso todo mundo sabe. A grande pergunta é: como?

Bem, é o que um novo estudo abordando as origens das placas tectônicas procura responder.

O dr. Alexander Webb é professor-adjunto do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Hong Kong. Seus estudos focam nos processos tectônicos e suas interações com outros sistemas planetários, de forma a testar e desenvolver modelos para a construção do Himalaia, o principal laboratório natural da Terra de colisão continente-continente. Segundo sua pesquisa, a litosfera aqueceu, o que fez com que ela se expandisse e rachasse. Pronto, só isso. Taí as placas tectônicas, podemos abrir uma cerveja e sextar. Mas não, não fica nisso. Droga, nada de sextar por enquanto!

O problema é que esta teoria contradiz muitas teorias anteriores. Hora de tentar demonstrar que isso faz mais sentido que as ideias anteriores, como os que estimaram que a expansão térmica teria menos probabilidade de quebrar a superfície da Terra do que a contração térmica, o processo oposto pelo qual a concha externa da Terra encolhe à medida que esfria. Como grande parte do calor interno da Terra provém da radioatividade, o decaimento radioativo faria com que o interior do planeta esfriasse com o tempo. Simples, não? Mas embora Ockham diga que as proposições mais simples são as mais certas, isso não é 100% de certeza.

Segundo a proposição de Webb, a resposta às origens tectônicas da Terra está na consideração dos principais mecanismos de perda de calor que poderiam ter ocorrido durante os primeiros períodos da Terra. Se a advecção vulcânica, transportando material quente da profundidade para a superfície, foi o principal modo de perda de calor precoce, isso muda tudo.

O chamado “Calor por advecção” refere-se à mudança de temperatura de pontos terrestres devida a movimentação lateral de massas em decorrência de processos geológicos variados, como denudação crustal, estiramento crustal, duplicação tectônica, deslocamento de placas tectônicas e outros, provocando alterações de formas e/ou espaçamento das geotermas.

A explicação de Webb faz referência ao método de perda de calor envolvendo advecção vulcânica ou transferência de calor ou matéria via movimento de fluido, isto é, o material vulcânico quente entra em erupção e volta a cair na terra; e à medida que o calor escapa para o Espaço, o material esfria e pressiona a crosta jovem da Terra, criando um efeito de resfriamento. A litosfera refrigerada teria sido cada vez mais aquecida por condução de material quente e sendo empurrado para baixo. Estes choques térmicos e movimentação de terrenos fez com que a crosta terrestre se quebrasse, dando origem ás diferentes placas tectônicas.

Obviamente, não dá para examinar isso in situ, dada a lentidão do processo. Sendo assim, a equipe de Webb usou modelos esféricos 3D para simular como a crosta terrestre pode ter se quebrado em resposta à expansão térmica em meio a variações de aquecimento e resfriamento nos primeiros anos da Terra. Os pesquisadores descobriram que, embora houvesse resfriamento global nos primeiros anos da Terra, a camada externa estava esquentando ao mesmo tempo, que é a causa mais provável por trás da crosta do nosso planeta se desfazendo.

A pesquisa foi publicada no periódico Nature Communications. Aproveite que está com acesso aberto. Ah, sim. Já pode sextar!

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