O sucesso de Singapura na luta contra o COVID-19 tem um nome: higiene. Brasil? Deixa pra lá

Todo mundo puxa o saco da Nova Zelândia como um exemplo de combate ao coronavírus, ou corona vírus, ou COVID-19 ou coronga, mesmo. Não que estejam errados, mas há uns detalhes que devem ser verificados, como o fato da Nova Zelândia ser uma ilha Oceano Pacífico, a cerca de 42 km da Austrália. Mas eu prefiro checar outro país: Singapura, que poucos mencionaram até agora (aka, quase ninguém), sendo que ela, apesar de ser uma ilha, está coladinha com Malásia (pelo Estreito de Johr) e Indonésia (separados pelo Estreito de Singapura).

Seus números de casos de coronga são ridículos, mas a que se deve isso? Continuar lendo “O sucesso de Singapura na luta contra o COVID-19 tem um nome: higiene. Brasil? Deixa pra lá”

A superfície quebrada da Terra e quem foi seu causador

Você aprendeu no colégio sobre placas tectônicas, e como elas moldaram os continentes ao longo dos milhões de anos. Seus chiques e afastamentos mudaram e mudam a geografia do planeta, ainda que não seja facilmente observável, já que elas se movem na ordem de alguns poucos centímetros ao ano. Há muito tempo, a casca externa da Terra se partiu em pedaços, que agora chamamos de placas tectônicas; isso todo mundo sabe. A grande pergunta é: como?

Bem, é o que um novo estudo abordando as origens das placas tectônicas procura responder.

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Os mapas que mapeiam nossas andanças

Por onde caminha a humanidade? A rigor, não há um único lugar no planeta Terra que não tenha um vestígio da passagem de seres humanos, nem que seja um avião passando. Mas, de um modo geral, seres humanos ainda não pisaram em muitos lugares, ou até pisa, mas não com uma presença, digamos, “marcante”.

Diferentes pesquisas estudando o impacto humano no mundo acarretou a feitura de quatro modelos desenvolvidos de forma independente. Esses modelos determinam onde a humanidade deixa suas impressões digitais, cada uma usando diferentes indicadores de atividade. Com isso, ficamos sabendo de lugares que tem muito humano enxerido dando uns rolês, enquanto em outros lugares é na base do “até tem uns, mas nem é lá essas coisas”.

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Como fazer globos terrestres

Eu adoro globos terrestres. Eles são ótimos modelos didáticos, já existindo já séculos. Uma bonita peça de decoração e educacional, tendo ajudado a muitos como entender a geografia de nosso planeta, informações cartográficas etc. Mas você sabe como um globo é feito?

Aqui vemos o depoimento de um artista fazendo um globo de modo artesanal, usando poucas ferramentas atuais, usando a mesma técnica que nossos avós usavam.

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Pesquisadores usam melhor amigo das mulheres para saber como são as coisas no centro da Terra

Algumas pesquisas são fascinantes. De minha parte, parte dessa fascinação nem é tanto pelo alvo da pesquisa, mas sim pelo ferramental usado. Foi isso que me chamou a atenção na pesquisa que irei relatar neste artigo. Um bando de cientistas japoneses, provavelmente vestidos de Pikachu e de Mário (vai, pergunta!), resolveu simular o interior da Terra, mais especificamente seu núcleo de ferro fundido, que só não está mal-pago porque tem ouro lá embaixo, o que não adianta nada se não tem shopping também.

Teve de tudo na pesquisa: prensa de diamante, raios-X… só faltou ter Hefesto e seu martelão do mal para dar umas marteladas nos corpos de prova.

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A investigação forense de uma estatueta doente

Seria possível saber mais sobre a saúde de pessoas que viveram muito antigamente usando apenas… arte? Sim, é possível. Arte é uma expressão um pouco de nós mesmos sobre nós mesmos. Às vezes exagerada, às vezes fiel. A Antropologia de verdade (não gente que vai em banheiro público saciar seus desejos sexuais) procura entender grupos humanos e como eles viviam. Dá até para saber se eles sofriam de alguma doença congênita.

Sim, arte pode nos dizer muito sobre doenças. Não é nenhuma novidade. Usa-se expressões artísticas para conhecer as condições de doenças mentais dos artistas e até mesmo para saber de problemas reumatológicos de pessoas que foram retratadas em esculturas. Mas uma em particular nos mostra um caso médico mais pronunciado. Uma estátua que retrata um anão.

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Índios detêm 1/4 dos territórios do planeta (e é tudo bem protegidinhos, diz cientista crédulo)

De uma maneira geral, as pessoas têm uma péssima ideia quando se envolve números muito grandes. Não importa sobre o que esteja se falando. Números são muito ardilosos, e quando se entra discursos de ordem política, econômica e/ou interesseira (o último e a soma de tudo), temos um caminho lindo para ludibriar pessoas. Um exemplo disso são as terras indígenas. Você pensa que, pela forma que as reportagens falam, os pobres índios estão em algum terreno com área semelhante a um bairro de cidade pequena. Bem, não é isso. Uma recente pesquisa mostra que povos indígenas têm direitos (totais!) de propriedade, de pelo menos um quarto da superfície terrestre do mundo. Não me parece pouco, parece?

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Conhecendo o verdadeiro tamanho dos países

Vocês aprenderam a ler mapas… quer dizer, eu espero que sim. Por favor, nãosejam como os imbecis que ficam escandalizados quando a gente diz que pessoas nascidas no Oriente Médio são tão asiáticas quanto russos e chineses. O problema na leitura e representação de mapas é que estamos forçando um sistema que é tridimensional numa figura bidimensional, como é o caso da Projeção de Mercator. Esta projeção cartográfica cilíndrica foi elaborada pelo geógrafo, cartógrafo e matemático Gerhard Mercator, no século XVI, e apesar de serr a mais utilizada no mundo, tem os seus problemas.

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O Antropoceno e mais real do que se imaginava

Já tínhamos falado sobre o Antropoceno AQUI e AQUI. Nossa ação sobre o ambiente mudou radicalmente a História da Terra. Somos responsáveis por alterar o ambiente ao nosso bel prazer, e isso está causando sérios riscos a outras espécies vivas, tendo gente que acredita que estamos causando mais uma grande extinção, mas aí eu acho exagero, pois muito dificilmente nós mandaremos 95% dos seres vivos pra vala, como aconteceu no Permiano.

Até agora, a comunidade científica estava debatendo se os seres humanos têm mudado o sistema da Terra suficientemente para produzir uma assinatura estratigráfica em sedimentos e gelo. Bem, parece que a resposta chegou. E não é algo muito animador.

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