A superfície quebrada da Terra e quem foi seu causador

Você aprendeu no colégio sobre placas tectônicas, e como elas moldaram os continentes ao longo dos milhões de anos. Seus chiques e afastamentos mudaram e mudam a geografia do planeta, ainda que não seja facilmente observável, já que elas se movem na ordem de alguns poucos centímetros ao ano. Há muito tempo, a casca externa da Terra se partiu em pedaços, que agora chamamos de placas tectônicas; isso todo mundo sabe. A grande pergunta é: como?

Bem, é o que um novo estudo abordando as origens das placas tectônicas procura responder.

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Cometa fidamãe quase passa o cerol em todo mundo na Terra há 12 mil anos

Imagine-se você, num dia qualquer, sem maiores preocupações além de não morrer de fome, doenças ou algum predador da mega-fauna vir te pegar. Bem, a sua sorte é que os dinossauros foram pro saco muitos milhões de anos antes, então, você está lá na sua patética vidinha com expectativa de vida de uns 18 anos, e aos 14 já estava pedindo pra morrer. Você estava pensando onde iria arrumar a próxima raiz com sabor horrível para poder comer, antes que Gronk, aquele fidamãe, roubasse sua comida. De repente, um barulho ensurdecedor! Bolas de fogo cruzam os céus e caem bem longe de você, a terra treme e algum tempo depois vem outro som mais ensurdecedor ainda. Imensas labaredas irrompem, tudo ao seu redor está em chamas… gigantescas chamas. O lance é sair correndo o mais rápido possível, pois hoje Darwin não está de bom humor e vai selecionar geral.

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Os segredos do manto terrestre bem homogêneo

A geoquímica terrestre é fascinante. As imensas temperaturas do interior do manto, fazendo com que a pressão faça com que haja convecção, é algo que impressiona. Só para se ter uma ideia, o núcleo da Terra é mais quente eu a superfície do Sol, com o manto chegando a quase 3000ºC. Já se sabe um bocado sobre o manto, mas mesmo esse “um bocado” ainda precisa muito para se aprender, e uma nova pesquisa promete trazer mais informações sobre a composição química do manto e como se dá os efeitos de convecção lá.

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NASA estuda os efeitos dos aerossois

Aerossóis são partículas muito pequenas suspensas na atmosfera. Os aerossóis são tão importantes para o planeta como pode ser um problema sério. Para tanto, é necessário estudá-los a fundo.

NASA tem um programa de estudo de aerossóis que faz uso de equipamentos da Estação Espacial Internacional, satélites e até mesmos dispositivos de coleta e análise aqui na Terra. Para você é apenas um inseticida matando mosquito. Para cientistas, pode ser um agravante da poluição e do Aquecimento Global.

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Identificadas antigas proteínas complexas existentes antes de aparecer vida na Terra

Imaginem a vida na Terra há muitos e muitos anos. Mas muitos e muitos anos MEEEEEEEEESMO. Imaginou? Bem, é fichinha perto dos 3 bilhões de anos de vida por aqui. Mas o que tínhamos antes? Bem, a rigor só substâncias químicas. E muitas dessas substâncias eram substâncias complexas, como proteínas, por exemplo. Elas já existiam antes de haver vida, e é isso o que pesquisadores andam examinando.

Fósseis de antigas proteínas complexas estão sendo desenterradas e colocadas à luz e escrutínio da Ciência. São apenas 3,5 bilhões de anos de uma imensa enciclopédia.

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Os malucos da Terra Chata e a desinformação generalizada

Um rapper idiota (desculpe o pleonasmo, Cardoso) deu uma de esperto e “divulgou” aq existência da Terra Chata. Um bando de gente que não pára para pensar replicou isso de forma indignada, sem perceber que o que o sujeito queria conseguiu: estar na mídia. Um monte de idiotas resolveu replicar isso, enquanto que divulgadores de ciência se esforçam para levar um pouco de conhecimento, tendo suas postagens soterradas por uma avalanche de sandices.

Isso prova que divulgar ciência é complicado, pois as pessoas não querem compartilhar conhecimento, e sim maluquice.

Eu tenho certeza que as pessoas não gostarão muito de saber a minha opinião, mas desde quando eu me preocupei com isso? Bem, vamos para mais um vídeo.

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Quanto oxigênio havia há 1,4 bilhão de anos?

O oxigênio bem mostra como a Química está pouco se importando com o resto. Primordial para uma guinada evolutiva, o oxigênio, este sacaninha, foi o responsável pela primeira grande extinção, quando organismos fotossintetizantes começaram a produzi-lo em larga escala. Só que a Seleção Natural dá, a Seleção Natural tira. O oxigênio é um gás extremamente oxidante (d’Oh!) e, por causa disso, ataca tecidos, degrada proteínas e manda seres vivos pra vala, na paz do Nosso Senhor Design Inteligente. Tempo passou e a Seleção Natural selecionou naturalmente aqueles que tinham condições de viver em uma atmosfera rica de oxigênio.

Normalmente, pensa-se que a ascensão dos animais na Terra se deveu às grandes quantidades de oxigênio, mas uma pesquisa recente mostra que muitos antes dos animais surgirem, já havia oxigênio suficiente para sustentar vida animal. Se eles só surgiram milhões de anos depois, é outra história.

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Uma olhadela no traseiro da Lua

As pessoas ainda se apegam a muitos conceitos de antigos gregos. O lado escuro da Lua, por exemplo. Como se a Lua só fosse iluminada apenas de um lado. A verdade é que sua velocidade de rotação é equivalente ao período orbital em relação à Terra. Ela tem os dois lados iluminados, mas nós sempre vemos o outro lado.

Há alguns dias, o NOAA veiculou imagens do satélite Deep Space Climate Observatory (DSCOVR). De suas imagens resultou numa linda animação, com a Lua passando pelo Planeta Azul.

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Terra: esse imenso globo natalino

Já caiu a noite do dia 25 de dezembro. Fiquei com vontade de dar um pequeno presentinho de Natal, antes que ele acabe, se bem que eu nunca acho que acaba. Presentear e ser presenteado é algo muito legal, então eu posso fazê-lo a qualquer momento; então, escolhi o vídeo abaixo, um timelapse  mostrando as luzes, naturais e artificiais, de nosso planeta.

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Um passeio pelo vulcão Barðarbunga

Os martelos de Hefestos ressoam. O ribombar de suas forjas enchem de medo a paisagem circundante. O fumo sobe do topo da montanha, cujas nuvens de cinzas e gás se iluminam pelas entranhas da Terra. Um grito de vitória vem das profundezas. Mais uma armadura está pronta, com a qualidade de que só o deus das armas seria capaz de fazer. Hefestos, filho de Zeus e Hera, caído em desgraça por ser feio, tornou-se o deus dos ferreiros, artesãos, escultores, metais e da própria metalurgia. O deus da  tecnologia, capaz de mil proezas com suas poderosas ferramentas. E no âmago da Terra, Hefestos trabalha em um calor inclemente, com um poder tão grande e antigo quanto o próprio mundo. Hefestos, deus dos Vulcões.

Com os poderes das profundezas da Terra, vulcões esmigalham nossa arrogância em achar que o mundo foi feito para nós, ridículas amebas de 2 pernas, muito boas para serem cozidas por uma nuvem piroclástica. Nossa tecnologia é incapaz de detê-los, mas não tão inferior que não possamos ver o que acontece dentro deles. Foi o que uma empresa que comercializa drones resolveu experimentar.

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