Algum safadinho anda jogando mais CFC na atmosfera. Todo mundo olhando pra China

Quando eu era garoto, começaram a falar do CFC, o cloro-flúor carbono. Aquele gás usado em geladeiras, ar-condicionado e até no colorjet que usam para pixar muro ou nos sprays de inseticidas etc. agora, o CFC nos sprays é praticamente inexistente, mas alguns lugares estão pouco se importando com isso. Um desses lugares é a China, o lugar em que os níveis de CFC aumentaram em quase 8.000 toneladas.

Mas o seu canudinho de refrigerante é que ia acabar com o mundo!

A drª Sunyoung Park é pesquisadora do Departamento de Oceanografia da Universidade Nacional de Kyungpook, na Coréia do Sul, e foi um inferno ter acesso ao seu trabalho, já que a página da instituição foi feita por um bando de cuzões que colocaram texto sob a forma de imagens, com indicações de links que não sei quais são pois não se pode clicar num hiperlink que foi transformado em imagem e nem foi posto o maldito endereço. Daí o corno aqui precisa ficar garimpando para entender e simplificar pra vocês.

Indo direto ao ponto, a pesquisa de Park demonstrou que emissões de CFC-11 aumentaram. O CFC-11 é um tipo de CFC (sim, tem mais de um) usado principalmente como um agente espumante para isolamento de edifícios, refrigeradores e outros produtos de consumo.

Para que a atmosfera estivesse repleta desse gás, que em vias normais não deveria ser lançado pra lá, alguém teria que estar obrando e andando para seu uso, a ponto de milhares de toneladas de CFC-11 saírem placidamente e dessem uma volta pela atmosfera. Tudo muito legal se não fosse um detalhe: o Pacto de Montreal de 2010 tinha estabelecido a eliminação global do uso desta substância. Quem seria o filho das unhas que estaria usando este miserárver?

Tudo muito legal e coisa e tal. Mas de onde vieram essas novas emissões? A [única pista foi algo tão preciso quanto “em algum lugar da Ásia”, que não é o que podemos chamar de continente pequeno. Para isso, há diversas estações de monitoramento ao redor do mundo, e uma delas fica na Coréia do Sul, administrada pelo Instituto Nacional de Estudos Ambientais no Japão.

As análises feitas pela drª Park (“Park” é tipo “Silva” na Coreia, pelo visto) apontam que as medições mostraram picos na poluição, quando o ar chega de áreas industrializadas. No caso do CFC-11, Parke e seu pessoal ficaram sobressaltados quando o pico no gráfico aumentou após 2012, indicando que as emissões devem ter crescido de algum lugar da região. Mais especificamente, China, que está pouco se lhe dando que as êmulas claudiquem, lhe aprazendo apenas acicatá-las.

De qualquer forma, relatórios anteriores sugeriram que os fabricantes chineses de espuma estavam usando o CFC-11 após a proibição global, e as autoridades chinesas identificaram e fecharam algumas instalações de produção ilegais. Fecha uma, abre outras três.

É mesmo a China? Bem, a pesquisa não é clara, pois provas mesmo não se tem nenhuma. É mesmo a China? Quase certamente sim, já que eles nunca foram conhecidos por dar uma pitomba para leis ambientais, fazendo do país uma imundície em termos de poluição ambiental.

A pesquisa foi publicada na Nature, que você só poderá ler se pagar ou der o seu jeito com os SciHubs da vida. Enquanto isso, fiquem pensando que o canudinho de vocês está fazendo alguma diferença.

Deixe um comentário, mas lembre-se que ele precisa ser aprovado para aparecer.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s