Medinho de agulhas? Toma várias, então (microscópicas, claro!)

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Eu detesto agulhas, que nem essa aqui do lado. Todo mundo detesta. Agulhas são algo que eu tenho que lidar e prefiro receber injeção (como numa vacina) do que uma doença infecto-contagiosa. Ainda assim, não gosto de agulhas. Seria legal que houvesse um sistema para entregar remédios e vacinas sem usar agulhas. As pistolas até são eficazes ou aqueles dispositivos de aplicar insulina, mas poderíamos ter algo melhor, certo? Algo como aplicar por meio de um tecido composto por nanoagulhas, capazes de entregar o precioso medicamente sem machucar as nossas queridas células.

O dr. Chi Hwan Lee, é professor-assistente de Engenharia Biomédica e de Engenharia Mecânica da Universidade de Purdue. Lee (que não é o Bruce) e seu gupo de pesquisa estudam o desenvolvimento de tecnologias para nanofabricação escalável que permite a produção de vários tipos de bioeletrônica vestível.

Não começa, André!

Imagine uma pele artificial feita com um sistema em escala muito, muito, muito menor que microscópica. Imagine que este “tecido” pudesse ser usado para entregar os medicamentos ou servir de segunda pele com sensoes biomédicos instalados de forma a ajudar a monitorar o paciente e a dar aos médicos dados que seriam muito difíceis de serem obtidos de outra forma. Não seria o máximo? Pois é isso o que Lee (que não é o Marvin) e seu pessoal investigam.

O dr. Lee (que não é o van Cleef) e seus colaboradores desenvolveram um método que permite a transferência física de nanoagulhinhas de silício ordenadas verticalmente. Este “adesivo”, assim como os adesivos de nicotinna, estão idealizados para entregar substâncias dentro do seu corpo, mas com maior eficiência que os adesivos de nicotina que acabei de citar. Este “patch” de nanoescala é flexível e transparente, podendo ser usado como nanossensores. Sabe esse agulhona do mal lá de cima? Pois é, daqui a um tempo ela será substituída por este aqui:

Como? Deu arrepio? Pois não tema. O doutor Lee (que não é o Majors) não iria fazer isso com você. Seria uma pele como esta aqui:

Como é transparente, diminui a resistência do paciente em usá-lo por não afetar (muito) a estética, além do fato do tecido subjacente poder ser monitorado razoavelmente bem durante a cicatrização.

Os nanoadesivos de Lee (que não é o Christopher) não podem ser colocados apenas na pele, mas entre os músculos e dentro dos tecidos para implantação a longo prazo, entregando direto a músculos, como o coração, o que necessitar ser entregue. Se você não acha isso digno de ficção ientífica, bem, problema seu! Eu acho muito maneiro poder estar no século XXI e ter adesivos com nanoagulhas capazes de monitorar a atividade elétrica celular ou o tratamento de algum tecido canceroso.

Do you want to know more? Então aproveita que a pesquisa foi publicada no periódico Science Advances, e está inteiramente abertinha pra você aproveitar.

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Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας