Mania idiota de ver gordofobia em todo lado piora os casos de obesidade

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No mundinho mágico millenial, você não pode apontar nada errado, que eles acham que tudo é preconceito. Esta gentinha mimizenta, tola, superficial e fútil acha que eles estão sozinhos e que o mundo é malvado e está contra eles. Que o mundo é malvado, é fato; mas ninguém está contra eles. O mundo é contra todo mundo. Agora, a bola da vez é se acharem pobres perseguidos, principalmente os que alegam sofrerem preconceitos por gordofobia, porque o médico passou uma dieta e falou para pararem de se encher de fast food, de preferência fazendo uns exercícios junto. Olha que audácia! O problema é uma coisinha chamada “Realidade” que está pouco se lixando se você vive ótima com seus 180 quilos, se entupindo de salgadinhos e Big Mac. Uma pesquisa mostra que essa normalização de corpos “plus size” (plus size é um gordo hipster. Pobre é rolha de poço, mesmo!) pode estar levando a um número crescente de pessoas subestimando seu peso, o que futuramente irão (não tem nenhum “se” aqui) irá reverter em sérios problemas de saúde

A drª. Raya Muttarak não é médica. Ela tem doutorado em sociologia pela Universidade de Oxford, e é professora adjunta de Geografia e Desenvolvimento Internacional na Faculdade de Desenvolvimento Internacional da Universidade de East Anglia, no Reino Unido. Seus projetos de pesquisa recentes incluem: 1) o papel da educação em ações climáticas e desenvolvimento sustentável; 2) impactos diferenciais da variabilidade climática na saúde, migração e bem-estar infantil; e 3) percepções das mudanças climáticas e comportamentos ambientalmente sustentáveis.

Você tem certeza que é a pesquisadora certa, André?

Eu tenho. A culpa não é minha!

A drª Muttarak examinou as características demográficas e socioeconômicas associadas à subestimação do estado de peso para revelar as desigualdades sociais nos padrões de equívoco de peso. Em outras palavras, como ela quer saber dos males que as pessoas em estado baleiachupetistico acabam ficando por acharem que estão ótimas com IMC batendo fundo na escala, mas que não admitem que você fale para emagrecer, ou chapam logo na sua cara que você é um gordofóbico fidamãe, enquanto lhe esmaga contra a janela do 474 que você pegou para ir pra casa depois do serviço.

Estudando 23.460 pessoas e seus históricos, Muttarak observou que quanto mais baixa for a escolaridade das pessoas (independente do gênero), mais fácil para elas subestimarem seu peso freewilliano e acharem que está tudo bem. Aí o médico avisa que vai bater o pino, o barril destampado tem ataque de pelanca e xinga muito nas redes sociais.

Mas calma, que não é só isso. Minorias étnicas associam o vitimismo de sua etnia com a pança de quebrar castanha. Aí mela a droga toda e o festival de chorume chega a ser apoteótico (devidamente acompanhado por uma rabada com agrião e um frango assado). Mas esses grupos se diferenciam por uma coisa: assim como eles são capazes de altos chorumes, também são mais propensos a perder peso mais facilmente, naquela ocorrência que eu cientificamente chamo de “quando a água bate na bunda”.

Sob o viés sócio-econômico, tem outras peculiaridades. A baixa escolaridade acaba influindo na renda pessoal, portanto, pessoas de menor poder aquisitivo também foram apontadas como mais suscetíveis a não ver nada demais estar acima do peso, que eles juram que estão com saúde de ferro. Alguns até mesmo associam peso elevado com saúde. Pessoas de maior poder aquisitivo tendem a se alimentar melhor ou ir numa nutricionista, endócrino e ir na academia. Pessoas de renda menor normalmente tem um emprego lixo, trabalhando maior quantidades de horas e tendo maior chance de ter vida sedentária.

A pesquisa foi publicada no periódico Obesity. Ela mostra o quanto o problema da obesidade vem aumento com o decorrer dos anos porque alguns lacradores preguiçosos, com catchup escorrendo pela camisa, acham que não podem ser tidos como doentes. São como viciados que primeiro precisam aceitar que possuem uma doença para decidirem se tratar, e enquanto tratarem pessoas acometidas por uma doença que tem se mostrado fatal e cuja ocorrência aumenta dia após dia com um paninho e mensagens “ain, você tem que se aceitar assim” (normalmente dito por pessoas saradas que vão todo dia na academia), esses índices não pararão de crescer.

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Sobre André Carvalho

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