Em termos de respiração, extremófilos são gente como a gente

Comprovada evidência de memória episódica em animais
Pesquisadores desenvolvem luva-magneto-diagnosticator Tabajara

Há algumas diferenças entre humanos e certos micróbios, principalmente se a gente der um rolé por redes sociais. De vez em quando eu acho inclusive que micróbios são melhores, mas não entrarei neste assunto. A semelhança entre nós e alguns extremófilos tem muitas similaridades de ordem química, pois estes seres pouco evoluídos (os extremófilos) precisam de sistemas básicos de conservação de energia e respiração, muitos dos quais são os mesmos em seres humanos também.

Você achou estranho? Não sei porque seria, já que se é eficiente, qualquer mudança seria fatal e a Seleção Natural não é boazinha.

O dr. Michael Adams é pesquisador do Van Andel Research Institute, da Universidade da Geórgia. Ele gosta de estudar coisa velha. Quase tão velha quanto yo momma. Mas o que ele curte mesmo são aqueles micróbios antigos que prosperam em alguns dos ambientes mais extremos do mundo e, por isso, são chamados de “extremófilos”. Em sua pesquisa, Adams detalha a estrutura da MBH, um complexo molecular proteico envolvido na respiração microbiana. As imagens de altíssima resolução destes serezinhos safados mostram como a sua estrutura é notavelmente semelhante à sua contraparte em humanos, o Complexo I.

O Complexo I também é chamado de NADH desidrogenase, uma enzima que é responsável pela desidrogenação das moléculas de NADH. Ela é primeira enzima da cadeia de transporte eletrônico mitocondrial, catalisando a oxidação do NADH e a redução da coenzima Q… calma, eu vou explicar.

Você sabe que as mitocôndrias são as tatataravós das bactérias que passaram a viver em endossimbiose com os animais, e são responsáveis por fornecer energia às células, certo? Sim, claro que você sabe, pois estou isso no colégio. Entretanto, para que isso ocorra, há reações químicas e bioquímicas lá dentro, transformando algumas substâncias em outras substâncias com gradiente energético interno menor. A energia extra, então, é expelida e aproveitada em outras reações químicas.

Para que isso ocorra, é preciso que algumas substâncias sejam oxidadas, que é perda de elétrons, do ponto de vista químico, não necessariamente com a ajuda de oxigênio. Mas em se tocando no assunto de sistemas biológicos, o principal agente oxidante é, de fato, o oxigênio. Ele é tão bom em ser oxidante, que acaba causando nosso envelhecimento. Ruim com ele, pior sem ele.

A pesquisa de Adams mostra como muitos organismos primitivos já tinham um sistema bioquímico como o que nós temos hoje. O que aconteceu foi que, com o passar dos anos, os seres vivos foram se especializando e os processos de obtenção de energia foram se refinando. Os que não tinham essa característica, não viviam muito. Ou viviam, mas os outros que eram melhor especializados tinham maiores vantagens evolutivas. Adivinhem quem sobrou, no final das contas.

A MBH e o Complexo I são partes importantes desse processo de respiração e obtenção de energia, mas ainda falta um bocado para entender a relação entre estes dois.; e embora estes dois sistemas bioquímicos independentes e até bem diferentes um dos outros, se reorganizaram e quem acabou com dois sistemas interagindo pelo preço de um ficou com mais vantagem que os toscos que só tinham um sistema capenga

A pesquisa foi publicada no periódico Cell.

Comprovada evidência de memória episódica em animais
Pesquisadores desenvolvem luva-magneto-diagnosticator Tabajara

Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

Quer opinar? Ótimo! Mas leia primeiro a nossa Polí­tica de Comentários, para não reclamar depois. Todos os comentários necessitam aprovação para aparecerem. Não gostou? Só lamento!