Você sabe que esquentando muito a água (ok, fervendo), vai passar o cerol em tudo que estiver vivo ali. Só que muitas vezes a preguiça não deixa você esperar até a fervura, e você sabe que existe uma temperatura a partir da qual a vida complexa deveria começar a reconsiderar seriamente suas escolhas. Proteínas perdem a forma, membranas ficam instáveis, processos celulares começam a falhar e aquilo que até então era um organismo passa a caminhar perigosamente na direção de sopa orgânica. Para os eucariotos, seres cujas células possuem núcleo e outras estruturas internas, acreditava-se durante décadas que a fronteira estava por volta dos 60 °C. Era uma espécie de placa biológica de “não ultrapasse”.
Então apareceu uma ameba na Califórnia que aparentemente não sabe ler placas. Continuar lendo “A bactéria que curte um calorzinho”

Há algumas diferenças entre humanos e certos micróbios, principalmente se a gente der um rolé por redes sociais. De vez em quando eu acho inclusive que micróbios são melhores, mas não entrarei neste assunto. A semelhança entre nós e alguns extremófilos tem muitas similaridades de ordem química, pois estes seres pouco evoluídos (os extremófilos) precisam de sistemas básicos de conservação de energia e respiração, muitos dos quais são os mesmos em seres humanos também.
Astrobiologia é um ramo… interessante. Ele estuda algo que não se sabe se existe: vida em outros planetas, em outros sistemas, em algum lugar da galáxia. Sim, eu sei que parece coisa de maluco, mas há de se começar a pesquisa de alguma forma, e isso é feito achando lugares esquisitões aqui na Terra que sejam semelhantes a outros lugares em outros planetas. É aquele pensamento: “se encontrarmos algo vivo aqui, em Marte será fichinha”. Alguns desses lugares pesquisados são lagos vulcânicos, que são quentes, fedidos e tóxicos (não necessariamente nesta ordem).
O deserto Atacama situa-se na borda ocidental da América do Sul, cobrindo grande parte do norte do Chile e partes da Argentina. É o mais próximo possível de “chegar a Marte” permanecendo aqui na Terra. No alto do topo do vulcão de Socompa, na extremidade oriental do deserto do Atacama, a atmosfera é fina, a radiação ultravioleta é intensa, e o clima é seco. No entanto, o improvável foi encontrado: Vida.