Pesquisadores desenvolvem luva-magneto-diagnosticator Tabajara

Em termos de respiração, extremófilos são gente como a gente
A má compreensão sobre a Ciência

Eu acho fascinante a tecnologia de diagnósticos, principalmente os por imagem. Sim, eu adoro um “emarái” das séries médicas (ok, na maioria das vezes não precisa ou, pior ainda, o plano não cobre). Você entra no aparelho de ressonância magnética e campos magnéticos (duh!) bem fortes, junto com ondas de rádio e gradientes de campo, geram imagens do que você tiver aí por dentro deste corpo xexelento, mas que você só tem ele. Uma das limitações é que você tem que ficar lá, paradinho. Ele não pode ser usado para saber o que anda acontecendo nas articulações dos seus membros. Mas não seria legal se pudesse?

Bem, pesquisadores desenvolveram uma luva que serve de detector que permite que possam ser obtidas imagens de uma mão em movimento, que são jogados num scanner de ressonância magnética. Dessa forma, a luva consegue obter imagens de alta resolução das articulações em movimento.

A drª. Bei Zhang é pesquisadora do Centro de Imagem Biomédica e Radiologia, da faculdade de Medicina da Universidade de Nova York. Ela é daquelas que acha que a beleza mesmo é a interior e, por isso, adora ficar fuçando o que os outros têm dentro, mas sem meter o facão. Zhang é mais sutil. Ela gosta de técnicas de imageamento, de forma que possa ver músculos, ossos, tendões e ligamentos. Ter imagens de dentro do seu corpo ajuda e muito o médico que efetivamente vai meter o bisturi, já que assim ele poderá meter o bisturi no lugar certo, sem precisar ficar se aventurando dentro de você, numa viagem nada fantástica.

Zhang e seus colaboradores desenvolveram um detector de ressonância magnética que pode ser usado para gerar imagens da mão e serve como uma luva. Normalmente, os detectores de ressonância magnética são estruturas de “baixa impedância”. O efeito secundário é que eles permitem que a corrente elétrica passe facilmente através delas; já os novos detectores são estruturas de “alta impedância”, o que significa que bloqueiam a corrente, e os pesquisadores medem a potência dos campos magnéticos gerados, enquanto tentam estabelecer uma corrente nos detectores. Dessa forma, os detectores não precisam ser fixados no lugar, pois não interferem mais uns com os outros. As imagens resultantes de músculos em movimento, ligamentos e tendões nas mãos tocando piano, ou agarrando um objeto, são impressionantes.

O dispositivo, claro, será melhorado. As imagens serão cada vez melhores e teremos futuramente um exclusivo para as pernas e pés. Fantástico, não? Então, aproveita que a invenção foi publicada no periódico Nature Biomedical Engineering (isso se você tiver alguns dólares para comprar o artigo).

Em termos de respiração, extremófilos são gente como a gente
A má compreensão sobre a Ciência

Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

Quer opinar? Ótimo! Mas leia primeiro a nossa Polí­tica de Comentários, para não reclamar depois. Todos os comentários necessitam aprovação para aparecerem. Não gostou? Só lamento!