Ar poluído da China esta ajudando bactérias a se tornarem mais resistentes

Ar poluído é uma bela bosta. Não é agradável cheirar aquelas coisinhas lindas como enxofre, monóxido de carbono, carbono finamente dividido, chuva ácida e, dizem, tem até monóxido de diidrogênio! Achou ruim? Bem, sempre pode (e vai) ficar pior. Uma pesquisa mostrou que o ar da China não só tem Química no ar poluído como tem Biologia também: Aquela porcaria está cheia de bactérias, traços de DNA, genes e se bobear tem as cinzas do pequeno Ping que não cumpriu a sua cota na Foxconn!

O dr. Joakim Larsson é pesquisador do Departamento de Doenças Infecciosas do Instituto de Biomedicina, na Universidade de Gotemburgo, Alemanha, além de ser professor da Academia Sahlgrenska e diretor do Centro de Pesquisa em Resistência a Antibióticos da mesma universidade. Infectou, é com Quinzinho. Mas não. Ele não estuda seu cunhado.

A pesquisa do dr Quinzinho estuda como traços de DNA em suspensão na atmosfera pode fazer com que bactérias se tornem mais resistentes aos antibióticos,m mesmo os mais fodásticos que temos. E nenhum antibiótico é fodástico por muito tempo. Agradeça a Darwin e à tia Etelvina que qualquer resfriado já se enche de antibiótico achando que fará alguma diferença.

Larsson e seus colegas já tinham alertado sobre os gazilhões de litros de água de produção de antibióticos que uma empresa farmacêutica na Índia jogava no ambiente sem tratamento. Olha que lindo: Um milk shake de antibióticos jogados na Natureza, fazendo com que Nosso Senhor Darwin começasse a selecionar as bactérias que tinham condições de resistir a essas substâncias.

No presente estudo, Larsson e seu pessoal buscaram genes que tornam as bactérias resistentes aos antibióticos em um total de 864 amostras de DNA coletadas de seres humanos, animais e diferentes ambientes em todo o mundo. Eu estava lá, foi lindo. Um monte de bactérias ficariam felizes de saber a quantidade de trechos de genes dando sopa por aí, capazes de deixa-las bem mais resistentes aos antibióticos.

Isso, claro, não implica que encontrar traços de DNA volitando por aí em bactérias prontas para atacar. Não, nenhuma bactéria viva foi encontrada para dar entrevista, o que não minimiza em muito a sensação de “estamos ferrados”.

Você pode ler a pesquisa no periódico Microbiome, aproveitando que está digrátis, com texto integral. Boa leitura e cuidado com o que você anda inalando aí.

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