Cigarro eletrônico: tão saudável quanto o convencional

Quando eu postei pela primeira ver um artigo sobre os malefícios do cigarro eletrônico, seus dependentes químicos vieram me xingar, vociferar, cravaram um pé no chão e puxaram o outro se rasgando. É como um viciado em cocaína tendo contato em como drogas são nocivas, mesmo porque, nicotina tem um poder mais viciante. Bem, toxicômano é toxicômano.

Alegaram mil besteiras, e uma delas é que os cigarros eletrônicos são mais inofensivos que os convencionais, somado a muitas bobajadas. Infelizmente, Ciência não se apega a esses besteiróis de fanáticos, por isso, pesquisas recentes mostram quais os compostos que estão ali presentes.

O dr. Hugo Destaillats é químico (com ele a oração e a paz). Ele trabalha no Laboratório Nacional Lawrence Berkeley e estuda o grau de nocividade dos cigarros eletrônicos. Ele apontou exatamente aquilo que eu falei antes: a despeito dos idiotas, digo, dos pobres viciados em e-cigarretes alegarem, glicerina e propilenoglicol realmente fazem mal, mas não enquanto substâncias. Infelizmente, a Química não está preocupada se você procura subterfúgios para se drogar. Ela é o que é, e ela aponta o que todo mundo que estudou um pouquinho sabe: muitas substâncias sofrem decomposição térmica, isto é, sob ação do calor, as substâncias se transformam em outras substâncias. No caso, o propilenoglicol produz formaldeído (formol, para os íntimos) e a glicerina produz acroleína, uma coisa fumacenta e fedida, exatamente como eu disse no outro artigo.

A alegação que o cigarro eletrônico faz menos mal que o convencional tem até certo fundamento, porque normalmente comparam o fumante inveterado e de longa data com o hipsterzinho que quer causar. Tomando as mesmas medidas, eles não estão muito afastados um do outro em termos de insalubridade, e quando levamos em conta temperatura e pressão dos compostos inalados, bem como constituição física e idade, vemos que a besteira “nhé, e-cigarrette não faz tão mal quanto cigarro convencional” não passa de besteira sem sentido.

Destaillats resolveu examinar isso. Ele e seus colaboradores criaram sistemas diferentes para “fumar” o cigarrinho eletrônico do coração. Empregaram três tipos de misturas líquidas em dois vaporizadores diferentes operados em diferentes configurações de energia da bateria. Os dois e-cigarros eram bem diferentes, um bastante barato com uma bobina de aquecimento, o outro mais caro com duas bobinas de aquecimento em paralelo. Os pesquisadores usaram cromatografia gasosa e líquida para determinar o que estava no vapor inalado.

Os testes mostraram que a constância faz com que mais e mais substâncias nocivas sejam inaladas. Ao todo, os pesquisadores detectaram níveis significativos de 31 compostos nocivos, incluindo dois que nunca tinha sido previamente encontrado em vapor de e-cigarrettes: óxido de propileno e glicidol, ambos sendo agentes cancerígenos.

A pesquisa foi publicada no periódico Environmental Science & Technology e, é claro, tudo invenção da indústria tabagista. Cigarros eletrônicos são feitos por sherpas no alto do Amazonas em sociedade com tribos malgaxes do Saara Setentrional.

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