Íons cobre são associados a metabolismo de gordura

Você ouve falar sobre cobre e já pensa logo em fios elétricos, tubos e conexões. Na verdade, seus poderes vão muito além disso. Cobre é essencial aos seres vivos. Ele ajuda na formação das hemácias, ajuda na absorção do ferro para a hemoglobina, desempenha papel fundamental na formação do sistema imunológico e agora ele foi creditado como tendo mais uma função. Segundo pesquisa, o cobre desempenha um papel fundamental no metabolismo de gordura.

Mas como é isso? Bem, você saberá se continuar lendo o texto.

O dr. Christopher Chang é químico (com ele a oração e a paz). Ele decidiu levar sua perfeição a todos os cantos do mundo. Sendo assim, Chachá (eu posso, é meu colega de profissão. Para vocês, chamem-nos de “Doctors”), Ele é professor de Química na Universidade de Berkeley, pesquisador na Divisão de Ciências Químicas, tendo laboratório próprio, e também pesquisador na Howard Hughes Medical Institute.

Não basta ser Medicina. Tenha sempre um químico perto de você para dar sorte e salvar a sua vida.

Chang e seus colaboradores descobriram que íons Cu+2 agem como reguladores durante o processo de lipólise, isto é, quebra de gordura. Quanto maior a concentração de cobre, mais a gordura é quebrada. Assim, indo pelo caminho contrário, os casos de obesidade podem estar relacionados à deficiência de cobre.

PUXA! Quer dizer que se eu me encher de cobre, eu ficarei magrinho?

NÃO, SUA MULA!

Ingestão de cobre em demasia leva a envenenamento. Seu querido fígado terá que dar conta desse excesso. Este excesso pode se dar por águas contaminadas (oi, Samarco! Como tem passado?), e mesmo o fígado deverá levar algum tempo para mandar o cobre pra vala. Há o caso, também, em que por causa de uma zica hereditária, ocorrida no cromossomo 13, seu organismo não consegue metabolizar direito o cobre, já que o fígado fica comprometido, juntamente com o cérebro, conhecida como Doença de Wilson.

Os níveis normais de cobre no organismo variam de 70 a 140 μg/dL, e pode muito bem ser suprido com ostras (ok, esqueçam. O preço não é convidativo),folhas verdes, cogumelos, sementes e feijão.

Muito blábláblá. Como foi feita a pesquisa? Eu amo ciência!

Chang – com ele as dádivas de Nosso Senhor Lavoisier – conclamou seus estagiários e colocou aqueles preguiçosos para trabalhar. Usaram ratinhos com mutações genéticas capazes de controlar o tempo, digo, lançar raios de energia, não, péra! As mutações os fizeram incapazes de metabolizar íons cobre, acarretando acúmulo no fígado. O resultado foi que o cobre desses ratinhos não foram para a estrutura óssea nem muito menos em garras. O resultado foi uma enormidade de depósitos de gordura em comparação com ratos normais.

Os pesquisadores descobriram ainda que o tecido adiposo branco afetados com a doença de Wilson possuíam níveis mais baixos de cobre, quando comparado com os ratinhos normais, além de, é claro, níveis boçais de depósitos de gordura.

Como assim tecido adiposo branco?

Existem dois tipos de tecidos adiposos. O branco e o marrom. O marrom é praticamente manutenção de calor. Sabe esta temperatura congelante de 20ºC que está fazendo no Rio de Janeiro hoje? Pois é. Antes de virarmos picolés, os tecidos adiposos marrons cuidam para que não percamos grande quantidade de calor.

Já o tecido adiposo branco apresenta diferentes funções, ligadas a diversos sistemas fisiológicos.  A priori, as células adiposas brancas têm como função armazenar triglicerídeos em seus citoplasmas, quando existe excedente energético disponível no sistema, de modo a conservá-lo para momentos em que haja carência deste. Pense no seu carro. Para dar a partida, ele precisa da bateria. Depois, o motor faz funcionar um dínamo que se encarregará do circuito elétrico, além de recarregar a bateria. Se eu tivesse mais baterias, poderia acumular mais energia, que poderia ser usada para fazer um motor elétrico funcionar. Alguns carros híbridos funcionam assim. Além disso, os tecidos adiposos brancos servem para conferir resistência mecânica e térmica para vísceras e para o organismo como um todo; além de outras funções

A pesquisa foi publicada no periódico Nature Chemical Biology, a qual não tem acesso aberto. DSCLP. Pelo menos, já é alguma coisa saber que a pesquisa continua, a ponto de estarem relacionando, também, concentrações de íons cobre com o sistema de comunicação dos neurônios entre si, servindo de interruptor liga/desliga nos sinais neurais.

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