Cientistas revivem imenso vírus, com 30 mil anos de idade

O vírus é um dos meus seres vivos favoritos, pelo simples motivo que ainda não se decidiram se é ser vivo ou apenas uma PFDP (proteína fidaputa). São seres (?) tão sem ética que não guardam nenhum respeito para com seus colegas de classe, já que existem vírus que contraem viroses. Costumamos achar que vírus são muito pequenos, menores que células, mas a realidade é mais estranha do que podemos sequer imaginar; onde temos até mesmo vírus gigantes, com milênios de idade, prontos para serem estudados, estando adormecidos até agora num cofre gelado, no interior de Jötunheimr.

O dr. Jean-Michel Claverie é professor de Medicina Genômica e Bioinformática da Faculdade de Medicina da Universidade de Mediterranée, além de ser diretor do Instituto Mediterrâneo de Microbiologia e diretor do Laboratório de Informações Genéticas e Estruturais.  No fim de semana ele deve fazer malabarismo no sinal, vende biscoitos vestido de bandeirante e usa uma armadura gigante, tentando vencer Tony Stark.

Junto com seus colaboradores, Claverie pesquisa um viruzão do mal escondido num permafrost. Permafrost é um solo composto por terra, gelo e rochas permanentemente congelados, recoberto por uma camada com até 300 metros de espessura feita de gelo e neve. Neste ambiente frio, gelado e congelado na Sibéria, o viruzão se manteve longe dos olhos por 30 milênios, para ser despertado.

Antes, um vírus semelhante foi chamado de Pandoravirus, mas este recebeu o nome de Pithovirus, o segundo maior vírus, plenamente despertado das profundezas, a fim de ser examinado pelos cientistas, que garantem ser muito improvável que este vírus cause alguma ameaça para a saúde humana. De minha parte, eu estou me enchendo de aspirina, antibiótico e me tomando 16g de vitamina C.

Claro, o fato de que esse vírus possa ter sobrevivido tantos séculos no permafrost siberiano leva os autores a sugerir que o Ártico derretendo pode representar um risco de doença emergente. Algo tipo

Apesar de seu tamanho físico bem servido, o Pithovirus carrega um genoma relativamente pequeno com apenas 600 mil bases de DNA. Como ele pode ser tão grande com um "comprimento" genômico tão pequeno. A resposta mais simples é a mais honesta: ninguém sabe.

Sabe-se, entretanto, que apenas um terço são semelhantes a qualquer coisa que já vimos antes. O restante é dividida igualmente entre semelhanças com genes de bactérias, hospedeiras eucarióticas o vírus, e outros vírus. Tudo o que significa que Pithovirus é um tipo distinto de vírus a partir de qualquer coisa que os pesquisadores já tenham visto antes. Em resumo: um bicho estranho à beça (sim, eu sei!). A pesquisa foi publicada na PNAS.

A Natureza é estranha e ainda guarda segredos. Seres vivos de milhares de anos podem ser descobertos, ainda vivinhos da Silva. Este em particular não pode nos fazer nada… por enquanto. A sinistra mão da Seleção Natural pode fazer com que esta coisa se torne algo letal… ou não. A Natureza não está lá para nos ser gentil. E enquanto isso, em algum recôndito subabissal, nossa Nêmesis pode estar apenas aguardando, quieta, imperturbável, e pronta para nos transformar em suas vítimas.

Vigiai!

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