Picada? Nah, o negócio é “esparadrapo médico”

Eu já tinha escrito sobre uma pesquisa que visava substituir as atuais injeções de insulina por uma versão sob a forma de comprimidos. Se formos analisar, injeções soam como algo da Idade Média, época que as pessoas acabavam em "açougues" por causa de uma simples diálise. São inúmeras pesquisas tentando substituir a boa e velha agulha

O dr. Mark Kendall tinha tudo para entrar no ramo de meia-calças, mas preferiu outro caminho. Ele trabalha no Instituto Australiano de Bioengenharia e nanotecnologia da Universidade de Queensland. Não se sabe ao certo quando ele teve a ideia, mas corre à boca pequena que foi quando ele precisou tomar uma talagada de benzetacil em seus glúteos (em português coloquial: bunda). Como qualquer pessoa normal odeia agulhas, e Trifil Kendall não é exceção, muitos cientistas buscam uma forma de substituí-las, mas parece que anda difícil (para a alegria de enfermeiras sádicas que usam tapa-olhos).

A pesquisa de Kendall visa substituir as picadelas por "nanopatch", ou, em português, um esparadrapo medicamentoso. Trata-se um pequeno quadrado menor que um selo e capaz de oferecer uma dose da vacina. Mas além de resolver o medão da espetadela, o nanopatch resolve muitos outros problemas, como o armazenamento, já que não tem a necessidade de refrigeração, e nem é preciso seringas e das famigeradas agulhonas do mal.

Queremos videozinho! Queremos videozinho! Somos muito preguiçosos ara ler. Queremos videozinho!

Taí:

Kendall está testando o nanopatch em Papua Nova Guiné, um país em desenvolvimento do mesmo tamanho da França e com um sistema de saúde parecido com o do Brasil. O país tem a maior taxa de HPV, e ainda assim existem apenas 800 geladeiras disponíveis para manter as vacinas frio. O nanopatch poderia ajudar a distribuir a vacina lá; quem sabe, até mesmo dá uma ajudinha ao pessoal da UFPE.

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