Revestimento transforma vidro comum num vidro Chuck Norris

Olhe pro seu celular. Se ele for um dos modernos smartphones, muito certamente ele terá uma tela, cujo vidro é o famoso Gorilla Glass, produzido pela Corning Inc. Se seu celular é o Nokia 3310, então ele é feito de adamantium com traços de vibranium, e até mesmo deuses do trovão pensam duas vezes em dar uma martelada nele.

Outro mercado que faz uso de vidros especiais (mas muito amados) é o de microscópios e telescópios. Lentes precisam ser precisas (que construção frasal pavorosa!) e não pode ser o mesmo vidro da sua garrafa de cachaça. Agora, cientistas de Harvard testam um novo tipo de tratamento que transforma um vidrinho chinfrim num vidro kickboxer, já que usar radiação gama não dá muito certo nas pessoas.

A drª Joanna Aizenberg é professora de Química e Biologia Química no Departamento de Química e Biologia Química. É diretora Instituto Kavli para Ciência Bionano da Universidade de Harvard, além de sair baixando a porrada em bandido, usando um collant e um laço dourado na cintura.

M’lady pesquisa um novo revestimento transparente, que torna o vidro comum em algo mais duro, fácil de limpar e extremamente escorregadio escorregadio. Este revestimento, foi criado para ser empregado em lentes duráveis, resistentes a arranhões e autolimpantes. Elas são destinadas para bons óculos e painéis solares melhores ainda, com ênfase, e novos dispositivos de diagnóstico médico.

A técnica consiste em aplicar o revestimento pesquisado no vidro em questão, formando um filme transparente altamente liso, onde nada gruda nele e muito durável. Imagino que só faltou deixar o pedaço de vidro revestido com uma criança para ver quantos minutos ele se mantém inteiro.

A equipe desistiu de pesquisar uma nova tecnologia para a feitura de um vidro especial pois o uso de um revestimento seria mais eficiente e mais barato (provavelmente, o motivo norteador foi a segunda opção). Assim, os pesquisadores preferiram uma fina camada de líquido lubrificante que permite que líquidos fluam facilmente sobre a superfície. A analogia usada é a finíssima camada de água líquida em uma pista de gelo, que o deixa mais escorregadio e patinadores possam fazer suas evoluções.

Tem videozinho? Tem, sim, senhor!

O revestimento recebeu o nome de Slippery Liquid-Infused Porous Surfaces (Líquido Escorregadio Infundido em Superfícies Porosas), mais conhecido como SLIPS (sim, cientistas adoram piadinhas com acrônimos), e a equipe agora está aprimorando seu método para melhorar o revestimento de peças curvas de vidro e de plásticos transparentes, como o Plexiglas.

Você já leu nosso artigão sobre VIDROS?


Fonte: Harvard

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