Pesquisa revela baixa exposição do excelente trabalho de mulheres cientistas

Ser mulher não é fácil. Só o fato de aturar homens já deveria dá-las passagem direto para o Céu, de onde elas caíram (cantada de pedreiro #155884521). No ramo científico, elas produzem trabalhos de tão grande qualidade quanto homens (dependendo, até mais). Entretanto, uma pesquisa indica que a ciência de alta qualidade realizada por cientistas mulheres fêmeas do sexo feminino está sub-representado, em comparação com o de suas contrapartes masculinas.

Eu não sou feminista. Feminismo, para mim, e outra espécie de religião pós-moderna que estão cultivando por aí como o ateísmo militante, o veganismo e adoradores da Grande Batata Branca (vai ter gente me xingando por aí, menos os batatistas, pois estes são gente boa). Isso não implica que eu não reconheça que fazem muita sacanagem com mulheres, e não, não é aquela sacanagem, ainda mais quando sacaneiam as mulheres por elas não estarem dispostas a fazer aquela sacanagem com qualquer um. Assim, muitas vezes, seu trabalho não é reconhecido em simpósios.

A drª Julia Schroeder trabalha no departamento de ornitologia do Instituto Max Planck. A drª Hannah Dugdale trabalha com evolução de comportamento social e seleção sexual na Universidade de Sheffield. Elas publicaram um trabalho analisando a os gêneros de oradores convidados para as reuniões mais prestigiadas de biólogos evolucionistas na Europa. A vasta maioria era formada por homens.

Em sua pesquisa, a Mulher Elétrica e a Garota-Dínamo Schroeder e Dugdale descobriram que as mulheres estavam sub-representados no congresso de 2011, porque os homens aceitavam o convite com mais frequência do que as mulheres. Elas argumentam que é importante que entenda-se por que isso está acontecendo e o que se pode fazer para solucioná-lo, já que ciência de boa qualidade não é algo inerente a homens ou a mulheres. Assim como ciência vagabunda, pseudociência e tosqueiras em geral também não são diferenciadas por sexo. Em resumo, homens e mulheres têm competências iguais para fazer algo muito, muito bom, ou um monte de merda.

A Ciência não deve ficar presa em mente vitorianas, privilegiando homens apenas. Acabaremos voltando ao caso de Lise Meitner, que ao ser apresentada ao famoso químico Otto Hahn, este ficou embaraçado, pois tinha pensado que Meitner era homem. Pior do que isso, ela colaborou com o próprio Otto Hahn no estudo da fissão nuclear, dando a interpretação teórica do que estava acontecendo, só que ela não ganhou o prêmio Nobel. Hahn levou o prêmio sozinho, nenhuma menção ao seu trabalho foi feita.

A bem da verdade, a própria Mari Curie jamais teria ganho seu primeiro Nobel (e eu fico pensando que se tal coisa tivesse acontecido, o "segundo" não seria nem mesmo o primeiro, pois ela também não o receberia) se não fosse a intervenção severa do matemático Magnus Gösta Mittag-Leffler. Por causa dele, Pierre Curie fico a par da situação e rodou a francesa, exigindo que sua esposa figurasse na premiação. Outro caso é o de Jocelyn Bell, que em 1967 teve papel importantíssimo na descoberta dos pulsares. Bell era a autora principal do artigo, mas não foi ela quem ganhou o Nobel e sim seu orientador, Antony Hewish, outro bom safado, pois meteu a medalha no bolso, agradeceu e foi pra casa. Bell ficou chupando o dedo. Quem meteu a boca no trombone foi Fred Hoyle, ainda mais porque ele mesmo fora garfado.

Eu gostaria que a Ciência fosse um ambiente despido de preconceito de qualquer espécie, e até é, se levarmos em conta que a Ciência não é um lugar, não é um departamento, não é uma pessoa. É apenas o conhecimento que adquirimos. Ainda dependemos de cientistas, que são pessoas, com todas as suas qualidades e defeitos característicos aos seres humanos. Cientistas são falhos, mas não devemos achar que essas falhas sejam normais, ou então aceitaremos que qualquer preconceito é natural e impediremos mulheres de fazer qualquer outra coisa além de lavar, passar, cozinhar , cuidar da casa e dos filhos. Este pensamento medieval não tem lugar nos laboratórios e em salas de conferência. Mas é algo difícil de apontar como resolver.

A pesquisa publicada no periódico Journal of Evolutionary Biology e deve servir de alerta para que não tenhamos estes péssimos hábitos, ou então passaremos a não aceitar trabalhos de cientistas judeus descabelados, padres carecas, mulheres de mau temperamento, suíços foragidos, siberianos mau-humorados e franceses que perdem a cabeça por qualquer coisa.


Fonte: Universidade Sheffield

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