Um revolucionário atlas do cérebro em 3D

O cérebro é o órgão mais estudado e menos compreendido até agora. Sua complexidade, apesar dos avanços em termos de neurociência, supera qualquer coisa que possamos imaginar num organismo vivo. Mas a cada dia estamos entendendo um pouco a mais aquela linda massa esponjosa que 90% das pessoas insistem em não usar direito.

Agora, um projeto propõe um atlas 3D de nosso amigo céLebro de forma que possamos entender melhor esta maravilhosa gambiarra evolutiva, disponível publicamente para os pesquisadores de todo o mundo, sem nenhum custo. É o Big Brother BigBrain.

O BigBrain é o primeiro modelo em 3D microestrutural de todo o cérebro humano.ele é um projeto, criado no Hospital e Instituto Neurológico de Montreal, da Universidade McGill, em colaboração com pesquisadores da Forschungszentrum Jülich, na Alemanha, pois somente o povo alemão consegue fazer o nome de uma instituição de ensino soar como um xingamento à senhora sua mãe.

Basicamente, o que fizeram foi pegar um cérebro dado de presente por uma senhora de 65 anos (depois que ela morreu, gente!) e posto para ser fatiado em 7404 fatias tão finas que me deu vontade de fritar, mas ainda não cheguei no nível do Hannibal Lecter no preparo de iguarias desse porte. Cada fatia foi devidamente corada, para destacar as estruturas cerebrais e, por fim, digitalizada. O que se obteve foi uma espécie de Google Maps do cérebro. Se fosse de acordo com a tecnologia da Apple Maps, veríamos as estruturas do intestino, o que não seria muito diferente para muitas pessoas.

A pesquisa foi publicada no periódico Science e, sim. Temos videozinho:

O atlas produzido pelo projeto BigBrain oferece uma resolução quase ao nível celular. O conjunto de dados BigBrain é 125.000 vezes maior do que um típico imageamento por ressonância magnética. Chega a ser uma estupidez em termos de detalhes!

O BigBrain é uma ferramenta maravilhosa, mas é apenas mais uma, pois aposto que conseguirão fatias muito mais finas, mapeamentos mais precisos. Claro, em nenhum momento ´um desmerecimento, pelo contrário. É apenas uma esperança de termos avanços na pesquisa sobre o cérebro e todos os avanços devem ser festejados.


Fonte: McGill

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