Sítio arqueológico mostra estilo de vida em México pré-hispânico

Não tem como não achar estranho restos mortais, seja crianças ou adultos, de pessoas que foram vítimas de sacrifícios ritualísticos. É mais estranho ainda quando sabemos que isso era corrente e, mais bizarro ainda, que as "vítimas" não eram tão vítimas assim, já que não demonstram que foram parar ali por violência e sim com um modo sereno, como se estivessem ali por vontade própria (e muitas vezes estavam). Um exemplo disso são os 17 restos mortais de pessoas que foram sacrificadas em honra aos deuses astecas, encontrados na Cidade do México.

O dr. Jorge Arturo Talavera González é pesquisador da Direção de Antropologia Física do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH). Ele estuda um sítio arqueológico que data do México pré-hispânico, ou seja, antes dos espanhóis chegarem lá e fazerem o favor (aos reis espanhóis, claro) de exterminar quase todo mundo). A data do sítio fica em torno do século XIV.

Como antropólogo físico,  González não estava interessado em discutir as vicissitudes de nossa população e como a violência assola as grandes cidades, discutindo a pobreza com outros "intelectuais" enquanto tomam um whiskyznho escocês. O bom dr. González está interessado no ser humano enquanto ser humano. Junto com seus colegas, ele estuda os restos mortais de 17 pessoas encontradas, sendo 11 só de crianças.

700 anos de História são descobertos aos poucos. Segundo o pesquisador, os restos mortais contam um pouco de suas vidas, de forma que possamos aprender um pouco sobre os antigos astecas da cidade que então era chamada de Tepanec, onde hoje fica a Cidade do México.

Analisando mais detidamente, pode-se notar ferimentos em forma de buracos nos crânios de cada um dos esqueletos, evidenciando que foram mortos em rituais de sacrifício, já que em volta dos corpos foram encontrados um altar, fragmentos de quartos, e vários objetos cerimoniais.

A calma mórbida da posição dos defuntos é assombrosa. Indicam que eles não ofereceram muita resistência, mas não se sabe ao certo. Sabe-se muito, muito pouco sobre Tepanec, apesar de sua história ser lida em linhas desenhadas por cada artefato arqueológico encontrado.

É tentador criticar o modo de vida e as religiões do passado. No futuro, também nos criticarão. Não que eu esteja tentando defender rituais de sacrifícios de qualquer espécie, mas devemos entender a data em que isso ocorreu, diferente de índios hoje ainda terem esta "cultura" (v. Os Perigos do Respeito Automático).

A equipe do INAH ainda está estudando o local, e ainda o estudará por um bocado de tempo. Mais informações sobre o modo de vida daquele povo aparecerá e se você quiser ver mais fotos dos artefatos encontrados, você poderá vê-los no artigo da National Geographic.

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