Corpo Humano: Este lugar perigoso

Eu conheço, você conhece, todo mundo conhece pessoas que têm próteses implantadas em seu corpo. Desde pinos, parafusos e até juntas protéticas, a fim de corrigir problemas médios, graves e "putzgrila, que bosta" (para mim, ao ponto que você precisa implantar algo, é coisa séria, nem que seja a dentadura da minha sogra).

O corpo humano não é um lugar inerte, onde as coisas ficam imutáveis. Arrisco dizer que nenhum lugar no universo é assim; e ao contrário do que você possa pensar, o corpo humano é, sim, um lugar bem corrosivo, e podemos ver isso através de uma serie de fotos de algumas articulações artificiais.

Esta prótese é uma articulação do quadril com duas características essenciais: uma cabeça esférica ligada a uma haste longa que se encaixa no eixo do fêmur, e uma "casca" semi-esférica revestida, retirada da pelve de uma senhora de 71 anos.

É, acho que não tem muito o que falar desse implante de joelho, né?

Depois de quatro anos, o osso mal tinha crescido na concha de metal deste implante colocado num homem de 55 anos. O crescimento do osso acarretou em deformação da peça.

Este implante estava numa senhora de 87 anos. A deterioração é mais aparente no forro desta articulação, onde a paciente começou a reclamar de dores após uma queda. A queda deslocou a prótese, localizada no fêmur.

Estar revestido de plástico não é garantia de proteção contra corrosão. Reações imunológicas podem deixar o implante instável.

17 anos. Este foi o tempo que este soquete demorou para se desintegrar.

Depois de 20 anos, esta prótese para quadril, feita de polietileno, dá visíveis sinais de desgaste. Ainda assim, plásticos como o polietileno oferecem um bom revestimento.

Este implante de joelho tem 26 anos. O formato em U oferece stress mecânico, o que contribuiu para o processo corrosivo.

Não existem materiais imunes à corrosão. Adamantium ainda é um sonho distante. Mas aqui vemos como nosso corpo é perigoso para estruturas usadas para ajudá-lo. Obviamente, vocês argumentarão que as peças são velhas e hoje temos novos materiais, o que é verdade. Mas examinando essas peças, temos um panorama do que acontece dentro de nós mesmo, o que ajudará a simular o ambiente no qual as novas próteses serão instaladas.


Fonte: Massachusetts General Hospital

3 comentários em “Corpo Humano: Este lugar perigoso

  1. Eu tenho um perônio calçando minha coluna desde 1995. Na época me disseram que era uma técnica nova, melhor que hastes metálicas. Tirando uma dor crônica que sinto, não me encomodou ainda. Mas acho que a dor é culpa do meu cérebro, esse imbecil.

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