A dislexia é um dos maiores problemas a serem enfrentados em sala de aula. Ainda mais porque ela é mais comum do que parece e os pseudocientistas do curso de Psicologia achavam que ela era decorrente de problemas comportamentais, como coisa que eles falem algo diferente disso. Bem capaz de dizer que dengue é apenas um problema comportamental e com terapia passa.
Como a dislexia afeta exatamente a leitura e compreensão das palavras, ela afeta o aprendizado conjuntamente e nem sempre os professores identificam o problema logo de cara. Entretanto, cientistas estão desvendando os mecanismos pelos quais se dá a dislexia, o que acarretará em descobertas para – senão curar – minimizar seus efeitos.
A dislexia é um problema neurológico, de causa genética. Acredita-se que o gene DCDC2 é um dos genes com maior probabilidade de causar a dislexia. Ficar conversando com a criança NÃO RESOLVERÁ algo que a expressão de um gene criou. Sorry. Por causa da dislexia, a criança possui desordens na compreensão da ordem das letras, palavras etc. Dessa forma, a criança (e adultos, é claro) são acometidas de dificuldades na leitura, escrita e soletração. A dislexia é (ou deveria ser) identificada nas salas de aula durante a alfabetização, isso se a raça ignara chamada "pedagogos" imaginassem que isso é orgânico e falar feito retardada não mudará a situação da criança.
Lembro que eu tive uma aluna que tinha problema assim. Eu chamei os professores de português (era nos meus áureos tempos de professor da rede estadual). Eu perguntei sobre a referida aluna (chamemos de Zerimbonélia, e não ria. Já tive aluno com nomes piores). Segundo os INCOMPETENTES, a Zerimbonélia era uma excelente aluna (era), se saía muito bem nas provas (não saía) e que prestava atenção em tudo.
— Sei. Realmente ela é uma excelente aluna e bem responsável. Vocês observaram que ela escreve os dígrafos ao contrário? Ela não escreve NH e sim HN. Não escreve CH e sim HC. Isso não é analfabetismo (o que seria culpa de quem a aprovou), é dislexia. Como VOCÊS não notaram? Que diabo de professores de português vocês são? Argh… Por que eu faço perguntas óbvias, droga??
(como podem ver, eu não era muito popular entre os professores)
Moral da história? Nada. Ela passou de ano e provavelmente terá entrado numa universidade por causa de cotas e saído na semana seguinte por não entender nada que os demais professores escrevem, provavelmente arrumando trabalho de empregada doméstica, já que ela era incapaz de entender números e nem pra caixa de supermercado conseguiria emprego. Triste, mas é a verdade. Eu não fiz o mundo, apenas vivo nele.
Por causa de professores incompetentes, pedagogos que não fazem nada, orientadores que não orientam e a aplicação de uma tolice chamada de "Teste de QI", muitas crianças acabam com um aprendizado sofrível, e isso não acontece só nas escolas públicas. Aliás, por que ainda usam esta tosqueira de teste de QI é algo alienígena ao meu entendimento. Esta besteira é amplamente usada por idiotas defensores de Piaget, cujo trabalho é risível em termos de pesquisa científica aos olhos de qualquer um que entenda o que é Método Científico.
Tentando descobrir mais a fundo o que acontece no cérebro de dislexos, uma equipe de pesquisadores da Universidade Stanford utilizaram imageamento por RMN para mostrar que os padrões de ativação cerebral em crianças com baixas (ou mesmo nulas) habilidades de leitura e um baixo QI são semelhantes às crianças que também possuem baixas capacidades de leitura, mas tidas como tendo QI normal.
A drª Fumiko Hoeft é professora no Centro de Pesquisa em Ciências do Cérebro assinou um artigo a ser publicado na Psychological Science onde relata sua pesquisa. O estudo envolveu 131 crianças, entre 7 e 16 anos, nos Estados Unidos. As crianças foram classificadas em três grupos: os leitores pobres com QI normal, os leitores pobres, com baixo QI e leitores típico com QI normal. As crianças, em seguida, foram testadas no sistema de imageamento do cérebro por ressonância magnética funcional, ou fMRI, uma vez que completou uma tarefa que envolvia julgar se duas palavras apresentadas rimavam ou não.
Em ambas as amostras, os leitores típico tinha leitura relacionada significativamente maior pontuação e mais precisas de desempenho na tarefa de rima-julgamento do que os dois outros grupos. E não houve diferenças significativas entre os dois grupos com leitura deficiente. Em outras palavras, Hoeft demonstrou que a dislexia e QI não não possuem correlação alguma, e que o manual para transtornos mentais deve ser reescrito.
Esta pesquisa atualiza uma pesquisa publicada em 2009, onde cientistas de YALE traçavam um panorama que buscava uma correlação entre a dislexia e o QI. É uma maravilha ver a Ciência se atualizar assim, não é mesmo? A equipe apontam que esses e outros achados indicam que, qualquer criança com dificuldade de leitura, independentemente do seu nível geral de habilidades cognitivas (QI), devem ser incentivados a procurar intervenção na leitura.
O trabalho não se propôs a achar uma cura ou mesmo um tratamento para a dislexia. Ele visa entender o que acontece no cérebro durante o ato de ler por parte de crianças que apresentam quadro de deficiência de leitura. Alguns podem associar isso a TDAH, mas só alguém bem idiota fará isso (maioria dos psicopedarretardados). O estudo ainda prosseguirá e muitas outras descobertas deverão ser feitas. Com isso, a melhoria no tratamento e no reconhecimento do problema o mais cedo possível minimizará eventuais transtornos no proxcesso ensino-aprendizado dessas crianças.
Fonte: Press Release da Association for Psychological Science

É realmente fascinante como a ciência não mede esforços para corrigir-se em busca do correto, pelo menos podemos depositar a confiança em algo afinal.
Em relação aos psicopedarretardados, não vejo surpresa em ver bobagens deles e de qualquer pessoa, olhar a quantidade de comentários aqui mesmo do Ceticismo. net já demonstra que o povão não se interessa por coisas realimente importantes, pelo menos para mim.
CurtirCurtir
Não sei porque, mas esperava isso. Existe uma diferença muito grande entre dilexia e burrice mesmo. Teste de QI é uma bobagem mesmo (apesar de ter medido o meu: deu 114, não me animei porque isso indica que não dou gênio, mas também não sou nenhuma toupeira).
CurtirCurtir
Agora eu entendo porque meu colégio era tão ditador em termos de que notas significam inteligência e competência por parte do aluno.
E fico feliz com a descoberta da pesquisa. Esse progresso na ciência será ótimo para evitar que outras crianças cresçam sofrendo com professores incapacitados de reconhecer a doença ou sem estrutura para trabalhar com ela.
Isso tudo porque dislexia deixa de ser sinônimo para falta de interesse do aluno ou medição de QI.
CurtirCurtir