Eu quero ser japonês

Eu nasci no condado de Armagh, no Ulster (o que normalmente chama-se erroneamente de Irlanda do Norte), no ano de Nosso Senhor de… bem, não interessa. Vim para o Brasil ainda bem pequeno e tenho direito a 3 nacionalidades e provavelmente uma quarta (história muito longa que eu não contarei. Morram de curiosidade!). Sou mais brasileiro que muitos de vocês, desculpem. Falo e escrevo corretamente, sei os hinos (Nacional, da Bandeira etc.) e servi nas Forças Armadas. Tive uma boa formação moral, o que é mais importante que todos os diplomas que eu conquistei. Ainda assim, tenho vergonha de morar aqui, de dizer que sou brasileiro e ver a expressão de reprovação, muitas vezes merecida. Eu queria morar no Japão, ser japonês. O Brasil começou errado e continua errado. Quando na carta de Pero Vaz de Caminha, ao relatar o descobrimento (aka tomada de posse), ele pede favores do Rei aos seus familiares. O corporativismo e nepotismo começaram aí.

A Ciência aprendeu muito com o terremoto e suas consequências. Foram lições amargas, mas foram, pois se nada for aprendido, as pessoas morreram em vão. Ainda assim, muito mais se aprendeu com os japoneses, e não foi em termos de tecnologia de ponta.

Vimos ações que sensibilizam o mais impassível dos homens, mostras de amor de humanidade em suas puras acepções, pois amor não é catar uma vadia na night, carregá-la pro motel e diz entre resfôlegos que a ama. Isto não é amor, seu idiota, e você sabe disso (se bem que ela também sabe, o que faz da situação algo pior ainda, mas estou me dispersando). Quando vemos ações como pessoas compartilhando oque conseguiram pegar – de forma ordeira, diga-se de passagem – com quem não teve tanta sorte, não temos nada a dizer. Quando um voluntário se esforçou ao máximo para trazer o animalzinho de estimação são e salvo ao seu dono, vemos que o mundo tem jeito. Mas só se todos fôssemos japoneses, o que não acontecerá.

Myiamodo Musashi foi o samurai perfeito e a melhor ilustração do Bushido, o Caminho do Guerreiro. Para Musashi, em sua fenomenal obra O Livro dos Cinco Anéis (leia, é uma ordem. Estes droids não são os que você está procurando) ensina que os homens devem moldar seu caminho. A partir do momento em que você vir o caminho em tudo o que fizer, você se tornará o caminho. O Caminho é aquele que o levará a uma morte com honra. Sua vida é efêmera, mas sua honra e dignidade são eternas.

Desde pequenos, japoneses aprendem a importância da serenidade, espírito de cooperação, perseverança etc. Como tudo na cultura japonesa é feito de um ponto filosófico, imagino que haja expressões características para isso, mas eu não sei. Talvez a Mari e o Nihil possam me ajudar, enquanto afundo em minha vergonha por saber tão pouco desse povo. Enquanto alguns jornalistas ficam surpresos por terem esquecido carteiras com dinheiro e documentos e os mesmos terem sido devolvidos sem sequer terem sido abertos, vemos o que o controle de uma sociedade pode moldar sua psicologia. Não apenas porque é um país pequeno, a questão não é essa, pois só Tóquio é a maior cidade em termos de população, cerca de 14 milhões de pessoas, enquanto o Rio tem “apenas” 6 milhões. A população do país estava estimada para julho de 2011 em 126.475.664 de pessoas, mediante informações do CIA’s Word Factbook, e que está desatualizado por motivos óbvios. Se vermos os índices do Nikkei 225, a bolsa de valores de Tóquio, ainda vemos que os investidores acreditam no país. Acreditam, pois lá não é como aqui, onde soltam algum pacote maluco ou aumentam a taxa de juros duas vezes no mesmo ano, e ainda estamos em março.

Eu queria realmente morar no Japão, que eu sei também não ser um jardim de flores, mas com certeza não é esta confusão exacerbada como é aqui. Duvido muito que elegeriam um palhaço ou um jogador de futebol como primeiro-ministro.Aqui, se bobear, viram até presidentes! Lá, ao que posso imaginar, ninguém está recusando ajuda internacional, nem impedindo a Cruz Vermelha de trabalhar (sim, Teresópolis, estou falando COM VOCÊ!). Não há saques e destruição, como aconteceu nos EUA no desastre vindo com o Katrina, ou no terremoto do Haiti ou algum filho de senhora de moral questionável cobrando o equivalente a 10 reais o pãozinho.

Enquanto isso, eco-chatos discutem os perigos de usinas nucleares, tendo em vista o que aconteceu na usina de Fukushima. O problema é que os debiloides “esquecem” que a usina tomou porrada de um badass motherfucker tsunami. Aqui, uma falha no sistema fez o país ficar às escuras nos principais estados. Sinceramente, acho que esse pessoal do Greenpeace precisa tomar um fio-terra pra ver se resolvem seus destempêros.

Eu não tenho dúvidas que o Japão vai se erguer e não será com Bíblias, como o pessoal do Piauí fez. Será com trabalho e senso altruístico, coisa que não existe na pocilga chamada Brasil, onde a única lei que vigora é a Lei de Gérson. Eu acredito, sim, no Japão, pois em nenhum lugar do mundo veríamos algo como… bem, como isso:

223 comentários em “Eu quero ser japonês

  1. “Eu queria realmente morar no Japão”

    Acho que existem opções melhores que morar no Japão.
    Para estrangeiros principalmente, já me disseram que um estrangeiro não consegue ser mais que um peão lá. Eu passaria umas férias, mas morar com certeza não.

      1. @André,
        Ah, mas eu não estava me referindo ao Brasil, estava me referindo a outros países. Eu não sei como é a vida em outros países.
        No momento ainda não tenho um currículo como o seu(se bem me recordo você é doutor, certo?) para me dar o luxo de sair e trabalhar em outro país(ainda sou apenas um graduando pow).

    1. Tenho dois primos (um casal) que moravam lá (cerca de dez anos) e há 1,5 ano atrás tiveram de voltar por conta do desemprego. Eles choraram muito, pois viviam muito bem lá e não apreciavam o lugar só por conta do conforto material, como pela sensação de segurança e ordem. Quando eles voltaram, me contaram que tiveram de se desfazer de alguns móveis, que ninguém queria; tiveram de ir à ‘prefeitura’ e pagar para poder jogar a tal mobília fora. Havia uma espécie de selo que tinham de afixar no objeto. Aqui? Jogariam num rio. ISSO é que é vida, certo?

    2. @Jr,
      Engraçado que já ouvi isso de muita gente, a esmagadora maioria não tinha um relato direto sobre o assunto, era na base do “ouvi dizer que…”.
      Pois bem, eu conheço MUITA gente que foi ao Japão tentar a sorte trabalhando por lá, tenho parentes diretos que foram para lá -inclusive uma irmã- e parentes que são residentes por nunca terem saído de lá; e posso afirmar, com segurança, que a maioria das pessoas que dizem isso estão falando besteira.
      Se alguém daqui for para lá achando que vai ser como no Brasil, pode esquecer, pois vai quebrar a cara. Se você chegar lá agindo com o “jeitinho” brasileiro, não espere ganhar nenhum concurso de popularidade.
      Se o “peão” chegar lá e agir civilizadamente, será tratado de acordo, e se sentirá bem.

  2. Lindo texto ;) Ainda me enchem o saco para voltar dizendo que está melhor (quem diz isso que volte primeiro e depois me conta). Falam muito que quando o japonês é muito pragmático ou “otaku”, mas nessas situações de catástrofe que vemos a maior diferença. Ninguém fica ocioso, quando um já resgatou ou encontrou quem procurava eles ajudam os que ainda procuram, compram a própria comida, correm atrás das suas necessidades.

    Aqui o negócio é se adaptar a cultura deles, ser cordial como eles são. 99% dos brasileiros apresentam dificuldades, falam daqui, dos japoneses, voltam ao Brasil jurando não voltar e acabam voltando… Bem, cansei de perder tempo discutindo com essa gente. Onde eu trabalho sou o único estrangeiro e me sinto bem, não me sinto isolado. Converso com japoneses numa boa, com brasileiros também, pois não escolho cara para conversar ou fazer amizades (inclusive o ideograma que abre o artigo aparece tanto em yujo, amizade, como tomodachi, amigo, acompanhado de outro que não sai aqui :/). A maioria dos brasileiros preferem ficar em grupinhos e se isolam, depois eles falam em xenofobia. Ora, eles se fazem de vítimas. Se há xenofobia isso tem em todo canto, mas é mostrando que estamos disposto a se enturmar que eles mudam a visão.

    Tenho vontade de comentar mais e mais. Mas como a mulher me chama tenho de sair. Volto mais tarde. ;)

  3. Na época do Katrina falou-se muito em bandos de saqueadores e estupradores. Passado o caos, dizem (não sei se é verdade) que as histórias de estupros generalizados eram exagero. Pelo menos a baderna teve seus limites.

    As cenas para pegar comida no Haiti realmente foram assustadoras, lá talvez a coisa tenha sido pior.

    No Rio não foi noticiado saques generalizados.

    Penso que a coisa não é tão ruim, existem gradações. Talvez até mesmo dentro de um mesmo país.

    Lembro-me, também, que depois do desastre do Katrina, vi uma reportagem pedindo aos americanos que doassem mais comida para gente e parasse de doar comida para cães. Já tinha o suficiente para os cachorros e o pessoal continuava doando. Depois falam que japonês é que é esquisito.

    1. Aqui não teve saques, teve comerciante ladrão cobrando 6 reais por uma garrafinha de água. Em SC, sim. Teve gente que saqueou lojas. O curioso é que não roubavam comida e sim bebidas, TV de plasma etc.

      1. E aqui no Estado a chuva deixou muitos desabrigados. Os pertences deixados para trás das pessoas que desabrigaram suas casas devido aos riscos, foram saqueados. Os moradores que ficaram (mesmo sob perigo de deslizamento), precisam dividir turnos para fazer o plantão/patrulhamento das casas dia e noite para evitar novos saques porque os bandidos só estão na espera da oportunidade.

        Aqui o cara pode estar caído no chão pedindo ajuda por estar ferido, que é mais provável que os pertences dele sejam levados primeiro pra depois sim, a ambulância leva-lo.

        André, o que você me diz da Inglaterra?

          1. @André, Uma péssima culinária? Só isso? Agora tenho certeza para onde imigrarei quando a situação aqui alcançar defecon 2, que será numa época não muito distante, onde Big-Brothers terão a vez de começarem a ser eleitos com milhares de votos.

  4. Pessoalmente acredito que, como indivíduos, os japoneses não são muito diferentes, mas como sociedade eles estão um tanto a frente do ocidente (e, provavelmente, da maioria das nações do oriente).

    Não vou dizer que não há roubos ou aproveitadores, em um conjunto de milhões de pessoas não há como evitar isso mas o número de ocorrências, até onde pude ver, está baixo, e geralmente não está acompanhado de violência.
    Fiz uma pesquisa no Youtube com “Japan loot” e ele me perguntou se eu queria dizer “Japan loto”. Até o Youtube está querendo esconder informações sobre a onda de saque; deve ser parte da imprensa golpista, hehe.
    Bem, encontrei um vídeo que se alega ser de um “saque” a um armazem de comida atingido pelo tsunami (1), seria legal se alguém (Nihil? Alô?) pudesse dar uma interpretação do que os funcionários estão conversando.
    O armazém parece ter sido inundado e as mercadorias tornadas impróprias para comércio, mas seria furto, ainda assim; furto ridiculamente ordenado e pacífico, mas furto.

    Um outro aspecto que mostra a absurda diferença entre terra brasilis e o Nihon é o funcionamento do crime organizado.
    Quem é fã de Terry Pratchett conhece a história de Ankh-Morpork, onde o Patrício, ao reconhecer que não era possível acabar com o crime, decretou que pelo menos ele fosse organizado: os assassinos cuidariam de organizar as mortes e os ladrões manteriam o roubo em níveis aceitáveis (e dariam recibo) eliminando o roubo “não autorizado”.
    Pois bem, a Yakuza é esse crime organizado.
    Não pela primeira vez, ocrime organizado de lá se envolve em trabalhos de assistência aos atingidos por um desastre.
    Não nos enganemos: a Yakuza é sustentada por atividades criminosas, porém, nesse momento duro, até eles reconhecem a necessidade de ajudar quem precisa, declarando uma “trégua” com a polícia. (2)
    Lembro que, na época do terremoto de Kobe, o governo foi duramente criticado pela “demora” em agir e, ironicamente, os primeiros a ajudar a população foram os criminosos.
    É interessante que a Yakuza -composta por criminosos- não admite roubo, e está trabalhando -daquela maneira especial, que só os mafiosos conhecem- para ajudar a manter a ordem.

    Opa, hora de levar a patroa ao cabelereiro…

    (1) http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=018lyN_sztM
    (2) http://www.thedailybeast.com/blogs-and-stories/2011-03-18/japanese-yakuza-aid-earthquake-relief-efforts/#

    1. @Joseph K, Me pareceu um “saque” mesmo. Mas um saque BEEEM tranquilo por sinal. Engraçado o cinegrafista conversando de boa com o cara que me pareceu da gerência do que parece ser um super-mercado. Eles estão reclamando das pessoas entrando e saindo enquanto o cinegrafista comenta “Oh, ainda tem gente entrando para pegar algo…” Bem, o povo tem fome e o super-mercado está destruído. Mas veja que são pouquíssimas pessoas que comparando com as centenas de milhares que nem tem onde morar…

      1. @Nihil,
        Obrigado pelo feedback.
        Era isso mesmo que eu estava achando. De qualquer maneira, além de sentir a falta da turba desordenada, pelo que percebi os caras estavam pegando comida -especialmente macarrão instantâneo- e água.
        Engraçado que os funcionários nem se dão ao trabalho de tentar impedir as pessoas.

          1. @André,
            HAHAHAHA!
            Com certeza, só o absoluto desespero pode levar alguém a viver de lamén, embora o lámen instantâneo japonês seja MUITO superior MESMO ao miojo que conhecemos no Brasil.

          2. @Nihil,
            Se comparar com os servidos em restaurantes então…
            “Tampopo” na cabeça. :-)
            Às vezes eu fico na dúvida entre um udom e um rámen, mas ultimamente estou mais com o ramen, só não gosto de ter que fazer em casa pois dá uma mão de obra danada.

  5. Eu também queria ser japonês. Se eu estivesse estudado aqui teria acesso a materiais de qualidade, ótimos livros, aprendido a desde pequeno a importância do estudo. Seria bem mais inteligente e saudável.

    Ah, sim. Tenho um cubo mágico que há quatro meses ele fica cada vez mais bagunçado. Se eu fosse japonês…

          1. @Nihil,
            Saiu a página do Google :/ o queria me mostrar exatamente?
            A pesquisa do Google com a resposta para a pergunta “O que é isso?”…

  6. Tudo verdade,só falta ao Japão uma ampla área territorial similar à brasileira com vastos recursos naturais.Quanto a nós,resta lamentar o começo errado e a continuidade idem…

    1. @Altair5,
      só falta ao Japão (…)
      Há quem pense o contrário, que justamente por ter se desenvolvido em isolamento e com poucos recursos, o povo japonês acabou adquirindo as características de respeito ao próximo e valorizar a coletividade.
      Muito da cultura do japonês vem exatamente disso, de sobreviver com pouco e saber reconstruir, uma vez que o clima e a geologia não são moleza, por lá.
      O que nós penamos para fazer, com nossa bolsa lastreada por comodities, os japoneses fazem com com folga, graças ao fruto do estudo e da aplicação -o peso das comodities no Nikkey é ridículo.

      Vale lembrar que essa história de “país do futuro” e “nação de riquezas mil” pode não se concretizar, tornando o Brasil a eterna miragem; vide a Doença Holandesa.

      1. @Joseph K, Um ponto de vista interessante,mas é fato que não ter grandes recursos naturais também é limitante,o Japão nunca conseguiu ultrapassar os E.U.A e recentemente foi superado pela China…

        1. @Altair5,
          Um ponto de vista interessante,mas é fato que não ter grandes recursos naturais também é limitante,o Japão nunca conseguiu ultrapassar os E.U.A e recentemente foi superado pela China…
          Acho que você está comparando abacaxis e bananas.
          O Japão foi a primeira nação a passar por um desenvolvimento (industrial, econômico e tecnológico) acelerado, não haviam estudos de caso anteriores (não estou falando do Paraguai de antes da guerra, mas do século XX em diante), e eles cometeram muitos erros.
          Um desses erros foi o desncontrole da bolha imobiliária, que acabou por levá-los à década perdida de 80.
          O caso do Japão pode ser aproveitado por nações que compartilhem algumas características como um “mapa” do que fazer e dos possíveis erros; Coréia do Sul, Taiwan, Cingapura e, mais recentemente, China podem se valer desse aprendizado.
          Não, muitas das coisas que eles fizeram NÃO podem ser diretamente transpostas ao nosso caso.

          Pois bem, dito isso, vamos considerar a hipótese que a ausência de recursos naturais seja um limite ao crescimento.

          Em primeiro lugar, a China que, recentemente, superou a economia do Japão tem uma população 10 vezes maior que a do Japão, portanto uma riqueza por habitante -ainda- muito menor que a do vizinho. (Para efeito de comparação, os EUA tem uma população 2,5 vezes maior que o Japão)

          Em segundo lugar, a China também carece de recursos, em especial energia e comida; “ah, mas eles produzem muito de tudo”; é certo, mas -grande “mas” aqui- a população é muito grande, logo tem o mesmo efeito que carência de recursos.

          Em terceiro, a China aprendeu com os erros dos rivais vizinhos: o endividamento deles é ridiculamente pequeno, perto do Japão; aprendeu também com os acertos: não há como prosperar em um mundo globalizado dependendo apenas do mercado interno, por isso focam a geração de receitas na exportação. Outra lição bem aprendida pelos chineses -e que nós matamos a aula- é o que os japoneses fizeram com as indústrias estrangeiras: todos queriam entrar no mercado deles, mas tiveram que pagar o preço de os “nativos” absorverem a tecnologia e o know how que eles desenvolveram.

          Quarto: o fato de não terem uma jazida de Carajás não é impedimento algum, pois eles compram da Vale por uma merreca e produzem aço de alta qualidade que é revendido para nós -e o mundo- pelos olhos da cara. Eles não tem grandes jazidas de ferro, mas têm muitas siderúrgicas, assim como a Suíça não tem um pé de cacau, mas é famosa pelo chocolate.

          Quinto: os EUA são -ainda- a maior potência econômica, mas o desenvolvimento deles não pode ser explicado dentro do contexto de abundância/carência de recursos (em último caso nem os casos do Japão NEM da China); embora os EUA tenham muitos recursos naturais, eles nunca se focaram em ser uma economia exportadora de commodities, sempre dando ênfase no desenvolvimento industrial (não se pode sequer pensar em dizer o mesmo de terra brazilis). Os EUA não sofreram da Doença Holandesa que parecer nos assombrar.

          Sexto: para fazer essas comparações, não podemos esquecer da população.
          Se os três tivessem a mesma população (da China), o PIB seria (US$ tri):
          Japão——-56.571
          China——–5.745
          EUA———61.721
          Isso mostra que a China ainda tem MUITO espaço para crescer – e vai, pode apostar; eles ainda estão nos primeiros passos da “Cartilha Japão”.

          Como podemos ver, a China também é um modelo de crescimento com falta de recursos (pesquise quanto eles importam de aço, é engraçado), da mesma forma que o Japão.

          Em poucas, o que limitou severamente o crescimento do Japão foi a estagnação do consumo interno (embora o japonês consuma pracarai) e o conseqüente aumento da poupança interna e os erros estratégicos. Isso, junto ao envelhecimento da população acaba por limitar o quanto de riqueza uma população consegue gerar. Paradoxalmente, o desastre humanitário atual terá efeitos positivos na economia deles.

          1. @Joseph K, Lembrando que o Japão pré-guerra era um país, talvez, menos desenvolvido que o Brasil. Tanto que eles que iam aí. Depois da bolha a situação se inverteu.

          2. @Nihil,
            Lembrando que o Japão pré-guerra era um país, talvez, menos desenvolvido que o Brasil. Tanto que eles que iam aí. Depois da bolha a situação se inverteu.
            Não é bem assim.
            Depois de rompido o isolamento, na Era Meiji, o Japão se desenvolveu rapidamente a partir das últimas décadas do século XIX.
            Tal processo foi tão rápido que, no começo do século XX, já tinha condições de vencer uma guerra contra uma potência -decadente- ocidental, o Império Russo.
            Esse processo de industrialização levou a uma migração de pessoas do campo para as cidades, deixando menos gente para produzir os alimentos.
            Uma das “soluções” para o problema foi “exportar” pessoas para outros países, e um deles foi o Brasil.
            Nessa época a indústria naval deles -que sempre foi muito adiantada, até mesmo na segunda Guerra- era capaz de construir embarcações que só poderiam ser feitas décadas mais tarde, no Brasil. Porta-aviões e submarinos, então, nem se fala.
            Outra coisa que não havia por aqui, mas eles tinham, é a indústria aérea e a capacidade de construir veículos, inclusive blindados.

            Não, os colonos japoneses não vinham para cá por acharem o Brasil mais desenvolvido, mas iludidos; achavam que seria algo passageiro e logo voltariam ao país natal.

          3. @Joseph K, Veja bem ,os E.U.A aliam os recursosá
            capacidade técnica conseguindo dominar todo processo produtivo,ainda que eles tenham problemas com o petróleo)assim conseguem uma certa indepêndencia que o o Japão jamais alcançará e é bom lembrar que os americanos investiram pesadamente para que os nipônicos servissem de propaganda do capitalismo enquanto Cuba teria o mesmo papel para os comunistas,Quanto á China a susperpopulação significa a mão de obra mais barata do mundo,um recurso estratégico só possível pela quantidade de recursos naturais daquele país…

          4. @Altair5,
            Gostaria de continuar a discussão, mas acho que, de minha parte, já enveredei demais pelo desvio do assunto.
            Nós somos bombardeados pela mídia para dar muita importância aos recursos naturais em uma visão ultrapassada -como muitas outras coisas, por aqui- e que não tem tanta relevância dentro do contexto da Terceira Revolução Industrial.
            Esse tema é interessante e é realmente difícil encontrar uma explicação “simples” para os desenvolvimentos, mas fica para outro dia.

        2. @Altair5,
          Um esclarecimento: a hipótese de desenvolvimento a partir da escassez e a Doença Holandesa não são amplamente aceitas no mundo real: são apenas aproximações grotescas da realidade que falham na grande maioria dos casos.

          1. @Joseph K, Você me impressiona com conhecimento histórico :shock: Bem, eu pelos menos conseguiria dar essas respostas sem ficar o dia todo pesquisando no Google. Está se formando em história ou é historiador?

          2. @Nihil,
            Minha formação é na área de exatas, na graduação tive umas aulas de economia, mas foi coisa pequena.

            Quanto ao meu interesse em história e política, não é lá muito amplo, apenas uns poucos aspectos e períodos, fruto do fato de ter bastante tempo livre, hehe.

            Particularmente, a história do Japão e da imigração -no Brasil- me interessam bastante, assim como a comparação com o desenvolvimento da nossa -do Brasil.

  7. Lá vem a velha síndrome de inferioridade do povo brasileiro!! Tava demorando!! O cidadão do Brasil tem mania de sentir-se inferior a torta e direita em relação aos outros povos, em especial aos chamados desenvolvidos!!

    1. Concordo! Somos os melhores do mundo. Erradicamos o analfabetismo, temos uma saúde pública exemplar, podemos sair à rua despreocupados, pois as ruas são bem policiadas e um sistema jurídico eficiente. Temos ações severas contra crimes de colarinho branco, o povo é gentil e educado, não joga lixo na rua e jamais mijaria em qualquer lugar. Não há assaltos e ninguém se aproveitaria de tragédias para desviar verbas e/ou donativos. Nós, de Tuvalu, morremos de inveja de vocês, brasileiros. Um povo tão civilizado e hospitaleiro que jamais jogariam coquetéis molotov em consulados estrangeiros.

      1. @André,
        Não se trata de negar os problemas estruturais do nosso país. Vivemos em um país com sérias deficiencias na área da educação, saúde, segurança, habitação, além de um sistema governamental burocrático e corrupto. Tudo isso eu já sei de có e saltiado!! Agora, ficar se lamuriando da nossa situação e morrendo de inveja dos ricos nipônicos vai resolver alguma coisa? Tirando esses detalhes de poder socio-econômico, mundo desenvolvido e subdesenvolvido, que diferença existe entre nós e os japoneses? Pertencemos a mesma espécie, não pertencemos?!! E sem essa de raça, porque a ciência já comprovou que não existe raça!! Eles tem a mesma capacidade de inteligencia que nós!! Nem mais, nem menos!! E se somos também inteligentes, com certeza somos capazes de resolver nossos problemas e fazer uma era de ouro no Brasil!! Acredite!! Eu não me considero incapaz, porque vivo em um país subdesenvolvido!! Agora, se você se sente assim, já não posso fazer nada!!

        1. Não se trata de negar os problemas estruturais do nosso país. Vivemos em um país com sérias deficiencias na área da educação, saúde, segurança, habitação, além de um sistema governamental burocrático e corrupto.

          E quem elegeu os representantes? Eles entraram lá por um portal dimensional?

          Tudo isso eu já sei de có e saltiado!! Agora, ficar se lamuriando da nossa situação e morrendo de inveja dos ricos nipônicos vai resolver alguma coisa?

          Vai se resolvermos parar de agir… bem, de agir feito brasileiros que somos (nós, não. VOCÊ! Eu moro em Tuvalu), internacionalmente conhecidos como o povo mais mal-educado do mundo.

          Tirando esses detalhes de poder socio-econômico, mundo desenvolvido e subdesenvolvido, que diferença existe entre nós e os japoneses?

          Tá no texto. Diferenças? Principalmente culturais. No Japão, DU-VI-DE-O-DÓ que um aluno mandaria um professor se foder e atiraria uma carteira em cima.

          Pertencemos a mesma espécie, não pertencemos?!!

          Cães e lobos também.

          E sem essa de raça, porque a ciência já comprovou que não existe raça!!

          Humana? Não, mesmo. O que significa que o problema é cultural e não genético. Obrigado por me ajudar a LIQUIDAR qualquer argumento que vc teria.

          Eles tem a mesma capacidade de inteligencia que nós!!

          Irrelevante. Isso não faz com que nosso sistema educacional, presidiário, de segurança pública etc sejam melhores. Ou são?

          Nem mais, nem menos!! E se somos também inteligentes, com certeza somos capazes de resolver nossos problemas e fazer uma era de ouro no Brasil!! Acredite!!

          Cobrando 10 reais por um pãozinho e ninguém fez nada. Sei. Protegendo igrejas e políticos. Sei. Extorquindo a população de todas as formas possíveis e imagináveis. Sei. Eu adoraria conhecer este país onde vc mora. Acho que até falaram sobre ele num livro. Acho que era de Thomas Morus.

          Eu não me considero incapaz, porque vivo em um país subdesenvolvido!! Agora, se você se sente assim, já não posso fazer nada!!

          Eu não tenho nada a ver com isso, pois moro em Tuvalu, mas eu acho (ACHO, nãotenho certeza) que em países como o Japão, Noruega, Finlândia etc o Tiririca e o Romário jamais seriam eleitos. Só perdemos pra Itália. Lá, eles elegeram a Cicciolina e aqui a Cameron Brasil não foi eleita.

          Qual será sua próxima fala? Que os documentários do Globo Repórter sobre o Tucunaré são melhores que os da BBC?

          1. @André,
            “E sem essa de raça, porque a ciência já comprovou que não existe raça!!

            Humana? Não, mesmo. O que significa que o problema é cultural e não genético.”

            O problema não é genético e muito menos cultural. O problema é de contexto histórico mesmo. O Japão recebeu altos investimentos no pós-guerra para desenvolver a sua econômia por parte dos EUA e se tornar autonomo economicamente, ao passo que o Brasil e o restante da América Latina ficaram em um estado de subserviência político-econômica, graças a interesses estrangeiros escusos, somados ao entreguismos das elites nacionais parasitas.

          2. Pronto, começou a panfletagem. Começo falando de aspectos sócio-culturais e enveredamos pro PSTU. Não perderei mais meu tempo. Vivemos num país maravilhoso,com um povo honestíssimo. Ponto. Mas cuidado qdo chegar na rodoviária do Rio e for pegar um taxi, ok?

          3. @Racionalsempre,
            Tá, e quanto dinheiro os EUA deram ao Japão para construir a esquadra que atacou Pearl Harbour?
            Quanto dinheiro os EUA deram ao Japão para que eles vencessem a Guerra Russo-Japonesa, em 1905?
            Quanto dinheiro os EUA deram ao Japão para construir, antes de 1940, fábricas de carros, tanques, aviões, estaleiros capazes de construir submarinos e porta-aviões?
            Para seu governo, o Japão era uma nação industrializada antes da Guerra; se os japoneses não tivessem feito a cretinice de entrar numa guerra -mais- estúpida -que a média- e optado por resolver a situação com o comércio, poderiam estar melhor que hoje.

          4. @Racionalsempre,
            estado de subserviência político-econômica, graças a interesses estrangeiros escusos, somados ao entreguismos das elites nacionais parasitas.
            Aff, mais um religioso.
            É uma coisa engraçada, esse ressentimento com o que seja “elite”.
            O que é “elite”? “Elite” é o que há de melhor, o que tem melhor qualidade, o que todos desejam ter, e ser.

            Esse discursinho gasto e pernicioso não serve para nada, quando se quer trabalhar pela melhoria de uma nação; é do mesmo calibre e mau gosto que a velha tática de lançar “pobres” contra “ricos” -um preconceito como qualquer outro-, tão querida à nossa esquerda enfadonha, especialmente ilustrada pelo nosso ex-presidente molusco.

            Com certeza esse pensamento nos tornará, no -sempre- futuro uma nação grandiosa, o Celeiro do Mundo, a fonte de todas as commodities, ah, o mundo não perde por esperar; enquanto isso, que os países ditos desenvolvidos aproveitem seu lugar ao Sol, pois terra brazilis os deixará na sombra, como nossos grandes ideais esquerdistas.

          5. @Jr,
            “…nada como essa moleza de Poli, ITA e afins.”
            Isso foi só uma força de expressão ou está falando sério mesmo?

            Mortalmente sério, como se pode ver nessas matérias:
            The Test To End All Tests: The Gaokao
            O maior vestibular do mundo
            Sob pressão
            China isola autores de provas de vestibular;
            10 milhões de estudantes participam

            Tente se imaginar tentando entrar na melhor universidade de Xangai, concorrendo com quase um milhão de pessoas que se prepararam a VIDA TODA para esse exame; agora tente dormir, com um pesadelo desse.

          1. @Nihil,
            QI é um número meio vago, que tal usarmos algo mais pé no chão, como o ranking do PISA?

            Meu caro, o Japão é o país dos nerds.
            Sei lá… até um tempo atrás, com certeza, mas a Coréia do Sul é meio preocupante, e o vestibular para as melhores universidades na China são um verdadeiro pesadelo, nada como essa moleza de Poli, ITA e afins.

          2. @Joseph K,
            Sempre achei chinês mais foda, aprender aquele maldito idioma já dá um trabalho desgraçado.

            “…nada como essa moleza de Poli, ITA e afins.”
            Isso foi só uma força de expressão ou está falando sério mesmo?

          1. Isso não é nada (tá, é sim!). Pior é aquele pessoal que usa soroban. Enquanto isso, meus alunos não sabem nem dividir por cinco. Um até me perguntou “o que é aquele tracinho”, quando viu uma…

            Fração.

          2. @André,
            Man, soroban rulez :-)
            O primeiro que tive eu achava que era um “carrinho” de brinquedo. :oops:
            Depois que aprendi a usar tive até um que era um chaveiro, preso ao estojo; quebrava um galho.

            Já que o assunto é Nihon e soroban, vale lembrar a história do pós-guerra.

            Os americanos que “tomavam” posse do terreiro queriam abolir o soroban das escolas japoneses, por considerarem arcaico e inferior às calculadoras elétricas; como os “nativos” insistiam pelo uso do bom e velho ábaco, os americanos acharam por bem organizar um evento que demonstrasse, mais uma vez, a superioridade da tecnologia ocidental, e puseram o “campeão” da marinha (?) para competir contra um japonês armado com o soroban, para encurtar a história, o japa venceu e o soroban é usado até hoje, nas escolas japonesas.

            Mais uma diferença para comparar com terra brasilis.

          3. @André,
            “Um até me perguntou o que é aquele tracinho…”
            Ensino fundamental?primeira série?não é muuuuuuito vergonhoso ( algumas crianças não tem muita facilidade, não seja tão rígido com criança :razz: ).

    2. @Racionalsempre,
      Tsc, tsc, tsc.
      De novo a lorota que não se pode criticar os podres de terra brazilis, e admirar o que existe de bem feito, mundo afora. “Oh, infiéis que não sabem apreciar a verdadeira maravilha da bunda da mulata, que idolatram os povos que não tem o calor humano brasileiro -seja lá que porcaria for isso- e que não sabem esperar pelo país do futuro”.
      Melhor seria se tais ufanistas alienados acordassem e passassem a reclamar, para todos, as mudanças na cabeça do brasileiro, afinal nossa terra tem formigas.
      Isso me lembra, por razões óbivias, o conto do homem que sabia rezar, onde esses Policarpos de plantão são como o padre.

      ‘Um dia o Diabo foi dar um rolê pelo mundo, para ver como os homens rezavam.
      Isso não foi demorado, pois os homens de fé eram poucos, e as orações mais pareciam coisa para boi dormir.
      O Diabo ficou muito contente e já estava indo de volta ao inferno, quando viu um camponês que gritava e gesticulava muito.
      Como a curiosidade é o diabo do Diabo, escondeu-se atrás de uma moita e ficou espionando o homem.
      O homem esta discutindo, gritando e xingando deus. Censurava-o e tratava-o com rispidez.
      O diabo já estava para se retirar, satisfeito, quando apareceu um padre que disse ao camponês:
      -Que modos são esses de falar com seu deus? Não sabe que discutir e xingar deus é pecado?
      O camponês olhou de soslaio e respondeu:
      -Ora, seu padre, se discuto com deus é porque creio nele, se o censuro é porque quero o bem dele, e se grito é porque quero que ele me escute.
      -Você está delirando – respondeu o padre, que se afastou.
      Mas o Diabo não gostou do que viu, e foi embora de mau humor: tinha encontrado um homem que sabia rezar.’

    1. @Racionalsempre,
      Se era preciso demonstrar uma grande diferença entre o povo de terra brazilis e os japas, aqui está: gente de mente limitada que pensa que tudo se resume a “esquerda X direita”.

      Não ocorre a esses fanáticos petralhas, tucanalha ou demo que alguém pode não querer ter nada a ver com eles.
      Nada a ver com essa esquerda protetora de direitos humanos de bandido e que faz vista grossa às mais absurdas violações das ditaduras; não gosto do centro-esquerda -é, isso mesmo, os tucanos não são de direita- tucano e suas manobras e, para não ser injusto, também não gosta do que sobrou dessa direita patética e esquizofrênica.
      Não vejo nenhuma agremiação política defender -nem em idéias, muito menos em atos- o que acho certo, mas nem por isso deixo de ter minha opinião.

      Uma parte dessa opinião é que no Japão as pessoas trabalham para chegar a um futuro, enquanto por aqui se conversa muito sobre o futuro e não se faz nada por ele.

  8. Nelson Rodrigues costumava dizer que o brasileiro tem o chamado complexo de vira-lata. É o que ele diz nas seguinte expressão:
    “por ‘complexo de vira-lata’ entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo”
    Em outra frase, ele ainda diz:
    “o brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima.”

    1. Nessa época, o São Cristóvão era um senhor time de futebol. Até aí…

      Vamos aos fatos: Ranking do Brasil em ensino de matemática.

      Ranking do Brasil no IDH

      Ranking da qualidade de vida do Brasil

      Posição do Brasil entre as 100 melhores universidades do mundo (ops)

      Quanto custa tirar passaporte no Brasil?

      Ranking do Brasil em homicídios de jovens

      Mas era disso que estávamos falando? Não. Estávamos falando de como o brasileiro é mau-educado, grosseiro, desonesto e aproveitador em relação ao japonês;. Se sua notocorda não foi capaz de entender isso, coloque um IR na frente de seu nick.

      Aliás, falando em IR, qual é a posição do Brasil em termos de carga tributária?

      1. @André,
        Concordo!! Você está certo em todos esses pontos!! Essa situação toda do nosso país me deixa com o sangue fervendo tanto quanto você!! Gostaria muito que as coisas fossem diferentes!! Entretanto, nem por isso devemos abaixar nossas cabeças!! Se quer tanto imitar os japoneses, lembre-se que o diferencial deles é que eles não abaixam a cabeça em hipótese nenhuma!! Não se sentem intimidados ou impotentes diante de qualquer situação adversa!! Infeliz do povo que não tem fé em si mesmo!!

        1. Concordo!! Você está certo em todos esses pontos!! Essa situação toda do nosso país me deixa com o sangue fervendo tanto quanto você!

          Mentira. Somos o melhor país do mundo e não podemos ter complexo de narciso ao contrário. Não foi isso que vc disse?

          Gostaria muito que as coisas fossem diferentes!

          Mentira, não gostaria não. Nosso país não deve nada aos países desenvolvidos. Não foi isso que vc disse?

          Entretanto, nem por isso devemos abaixar nossas cabeças!! Se quer tanto imitar os japoneses, lembre-se que o diferencial deles é que eles não abaixam a cabeça em hipótese nenhuma!

          POr isso que eu não voto em Tiririca nem em nenhum político. Sou capaz de apostar que vc fez coro com Lindberg Farias qdo ele ficava naquela babaquice de Fora Colllor (ele ainda deve guardar boas lembranças minhas, quando eu o chamei de safado e que ia pegá-lo de porrada, numa reunião do DCE). Tempo passou e o que Lindberg fez? Abraçou Collor efusivamente. Esta é nossa política.

          Não se sentem intimidados ou impotentes diante de qualquer situação adversa!! Infeliz do povo que não tem fé em si mesmo!!

          Não mude de assunto. Eu tenho fé em mim (fé? ha-ha!). Eu não tenho fé é nesta raça iletrada que troca voto por 2 mariolas e um bolsa-whatever.

          1. Adendo: Quando falo “não voto em políticos”, me refiro a este antro de ladrões que não fazem nada do que deveriam fazer. O pior é que a população sabe, fala mal, mas continuam elegendo os mesmos de sempre.

            Mas somos o melhor país do mundo. YE-HAAAA

        1. @André, Caramba! :shock: Vou conversar mais com a minha mãe sobre essa época… Aliás, a minha avó me falou que época dela se ensinava latim e francês e redações eram escritas com canetas tinteiras. E hoje vejo adultos que mal sabem a tabuada…

          1. Se elas são do Rio, pergunte sobre o Instituto Lafayete e o Pedro II (que ainda é bom, mas uma sombra do que foi no passado)

          2. @André, São paulistas, teremos um bom papo :) Talvez o afrouxamento na rigidez (se é que tem alguma hoje) mostre porque o Brasil é assim hoje :(

          3. O Instituto Lafayete não existe mais. Ambos (juntamente com o Instituto de Educação) eram os melhores colégios do Rio de Janeiro.

            E são (era, no caso do Lafayete) colégios públicos. Não havia esta profusão de colégios particulares que temos hoje, tb não havia os famigerados cursinhos pré-vestibulares.

          4. @Nihil,
            Pois no segundo grau se ensinava CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL, que era exigido pela FUVEST até 1991.
            Hoje os alunos não conseguiriam sequer derivar e^x (dx). :roll:

          5. @Joseph K, Um amigo do meu irmão era formado em publicidade e não acertou contas da tabuada do sete… Vou dar um desconto. A do sete é a mais odiada :P

          6. Entre a quarta e a quinta série o auno tinha de fazer uma prova chamada prova de “admissão” dificílima e só se ele passasse ele poderia dar continuidade, senão voltava para trás. Meu tio (quem criou a minha mãe)ficou muito orgulhoso pq ela passou nessa prova.

            Infelizmente o orgulho foi tanto, que ele achou que ela já sabia o suficiente, para uma mulher, e a tirou da escola….

  9. “Tá, e quanto dinheiro os EUA deram ao Japão para construir a esquadra que atacou Pearl Harbour?
    Quanto dinheiro os EUA deram ao Japão para que eles vencessem a Guerra Russo-Japonesa, em 1905?
    Quanto dinheiro os EUA deram ao Japão para construir, antes de 1940, fábricas de carros, tanques, aviões, estaleiros capazes de construir submarinos e porta-aviões?
    Para seu governo, o Japão era uma nação industrializada antes da Guerra; se os japoneses não tivessem feito a cretinice de entrar numa guerra -mais- estúpida -que a média- e optado por resolver a situação com o comércio, poderiam estar melhor que hoje.”

    Infelizmente o Japão não seguiu esse caminho!! Seguiu o caminho do imperialismo, saqueando muitas nações como a Coréia, a China, etc. Para se ter um exemplo das atrocidades japonesas basta apenas lembrar do Famoso Estupro de Nanquim, durante a invasão japonesa a esta cidade chinesa. E tudo isto foi feito em nome do progresso do Império do Sol Nascente. Isto deixaria qualquer japonês orgulhoso, né!!? Se eu fosse japonês eu ia é sentir vergonha, isso sim!! Crimes horrendos foram cometidos a outra nações asiáticas em nome desse dito progresso nipônico pré-segunda guerra!! Não há motivo algum para invejá-los por esse tipo de atitude colonialista!! Muito pelo contrário!! Eu condeno completamente!!

    1. Anos de Chumbo? Guerra do Paraguai? Revolta dos Mascates? Guerra de Canudos? Até parece que nossa história tem mãos limpinhas.

      Mas o que isso tem a ver com o artigo? Nada, desvio de assunto, como sempre.

      1. @André,
        Eu não estou desviando do assunto!! Só estou apenas respondendo aos questionamentos do nosso “amigo” Joseph K como você pode observar nos comentários mais acima!!

        1. Não importa. Vc começou o desvio de assunto em seu primeiro comentário. Ainda assim, nossa história tem muitos podres que não são ensinados nos colégios. Se bem que colégio no Brasil não é pra ensinar e sim fazer aluno passar no vestibular enquanto pai fica longe dos filhos.

          1. @Racionalsempre,

            Não tem nada haver com “Brazil, ame-o ou deixe-o”!! Eu entrei nesse forum porque quero ouvir alguma idéia para solucionar nossos problemas!! Reclamar da situação e ficar babando de quem está em uma situação melhor (no caso, o Japão) isso todo mundo faz!! Eu quero SOLUÇÕES!!! Agora se você e o André acham que isso aqui é uma terra amaldiçoada e que não tem concerto, o que eu posso fazer?!! Quem sabe lá no Japão vocês se sintam mais felizes, não é mesmo?!! Afinal esse não é o título desse discussão?: “Eu quero ser japonês” Pois então!!? Casem com uma nissei, obtenha o green card nipônico e mudem para lá!! Por que não?!! O importante é ser feliz, não é?!!

          1. @Joseph K,
            “Brazil, ame-o ou deixe-o”. Como é deliciosamente irônico ver um esquerdista da gema falando como os militares

            Hehehehe!! Quase escrevi isso!! :mrgreen:
            Tirou as palavras da minha boca!
            :arrow: Esquerdopatia anquilosante é doença, meu caro!!

        2. @Racionalsempre,
          Por falar em passado podre, você deve ter muito orgulho do seu Brasil, afinal exterminou os índios nativos, transformando os sobreviventes em mendigos; enriqueceu por séculos explorando os negros escravos, tratando-os como mercadoria e praticou o genocídio na Guerra Contra o Império do Brasil. Ganhamos dos japas: eles maltrataram os de outros povos, nós maltratamos os outros e os nossos.

          Sabe qual é o problema dos sonhadores de esquerda? São ditadores enrustidos que abusam da pobre democracia com o intuito de poder dominar os outros. Em vez de ficar procurando desculpas para o sucesso dos outros, deveriam passar mais tempo tentando aprender com seu fracasso; menos choro e mais honestidade.
          “Ah, as potências imperiais fizeram maldades, buáááá, logo todos são malvadinhos que não merecem o que tem hoje, buááá”. Muito produtivo.
          Quanto mais cedo a “esquerda” entender que ninguém deixou o Brasil para trás, melhor: o próprio Brasil fez esse favor.

          Um exemplo?
          Quando os militares começaram com a política e substituição de importações, fizeram -com o que acredito ter sido a boa vontade de- para tentar desenvolver a indústria nacional; deu no que deu, protecionismo e atraso, que só foi acabar com o Collor.
          Ironicamente, hoje existe o mesmo discurso idiota, como se não se tivesse aprendido nada. Essa é a nossa esquerda.
          Quer brigar com os EUA por causa de uma meia dúzia de produtos, quando existem MILHARES de produtos sem barreira, enquanto isso temos o privilégio de ser a única “grande” economia com déficit comercial com eles. Maravilha.

          Mas tudo bem, quando podemos ficar citando Nelson Rodrigues (que acho um tosco, por sinal) e achamos desculpa para o sucesso dos outros: isso se chama inveja, “uvas verdes”.

          A sociedade japonesa é MUITO superior à nossa, e não adianta choramingar. É fato. Veja o comportamento deles com essa devastação e compare com Santa Catarina. Ache uma desculpa para isso. Melhor ainda, pare de achar desculpas e seja mais educado, menos doutrinado, e talvez um dia serás como eles.

          1. @Joseph K, Depois dessa anotaria num caderno revisaria, refletiria, desligaria o computador e iria dormir. E claro, no dia seguinte agradeceria pelas aulas dadas.

            Depois dessas dicas talvez volte mais preparado, mas seria improvável ter algum argumento contra depois dessa surra.

            Bem, da minha parte tenho que dizer que aprendi muito assistindo a discussão (se é que podemos chamar isso de discussão, já que apenas um lado soube argumentar…)

          2. @Joseph K,

            “A sociedade japonesa é MUITO superior à nossa, e não adianta choramingar. É fato.”

            Tá!! E daí!! Isso vai somar alguma coisa para a gente?!! Eu já conheço esse tipo de coisa!! É a velha tentativa de importar as fórmulas de sucesso do estrangeiro para tentar reproduzir aqui dentro!! Mas acredite!! Toda a vez que o Brasil tentou fazer isso, foi um desastre!!

          3. @Racionalsempre,
            Qual parte de “não adianta choramingar”, você não entendeu?

            Tá!! E daí!! Isso vai somar alguma coisa para a gente?!!
            Autocrítica e aprendizado, coisa que a molecada de esquerda daqui nem sabe o que é.

            Eu já conheço esse tipo de coisa!! É a velha tentativa de importar as fórmulas de sucesso do estrangeiro para tentar reproduzir aqui dentro!!
            Dããã. ONDE, cara-pálida, eu disse que é para aplicar essas “fórmulas” por aqui?
            Leia o que escrevi lá em cima:

            “Não, muitas das coisas que eles fizeram NÃO podem ser diretamente transpostas ao nosso caso.”

            Mas acredite!! Toda a vez que o Brasil tentou fazer isso, foi um desastre!!
            Ah, é? E QUANDO, no Brasil, se tentou executar um projeto de nação, como o que foi feito no Japão?

    2. @Racionalsempre,

      Em primeiro lugar, você está sendo, intelectualmente, um covarde desonesto.
      Só porque destruí seu argumentozinho besta, sobre a riqueza do Japão, insiste agora em se desviar ainda mais do assunto, tsc, tsc.

      Poverito.
      Tente entender uma coisinha chamada “Zeitgeist”.
      No começo do século XX algumas coisas eram aceitas como verdade e ninguém disputava a autenticidade.

      Por exemplo, ninguém questionava o direito das grandes nações de terem colônias: os europeus tinham, os EUA tinham, o Japão tinha, e os sul americanos, africanos e demais povos asiáticos estavam fadados a serem explorados. Se você quiser ficar com cretinices do tipo “seu tataravô fez merda e você deve se envergonhar”, acorde para a vida e aceite que todos os que estão vivos, hoje, têm algo assim na sua ancestralidade. Vá ao Paraguai, e pergunte o que acham de você, por causa da Guerra Contra o Império do Brasil.

      Como todo bom aluno de esquerda, você deve ter orgulho de Prestes, afinal ele era um ótimo xenófobo racista, que tinha orgulho em defender o Brasil da “ameaça da imigração nipônica”, usando adjetivos impublicáveis, nos dias de hoje.

      1. @Joseph K,

        A Respeito do Paraguai, é preciso lembrar que foi ele que começou ao querer invadir nosso território. Não só invadiu como pretendia abocanhar todo o sul do Brasil, o Uruguai inteiro e o norte da Argentina para obter passagem para o mar. Ao invés de negociar um transito livre pela bacia do Prata para as suas mercadorias, os idiotas dos paraguaios preferiram a guerra. Se ferraram feio. Outra foi que quem lucrou mais nessa história toda não foi o Brasil, mas a Argentina que abocanhou metade do território Paraguaio. Nós não perdemos, mas também não ganhamos nada com essa guerra chata, a não ser endividamento com a Inglaterra.

        1. @Racionalsempre,
          Eita lavagem cerebral.
          Entenda, você ouviu UMA versão da história, a do vencedor que escreveu os livros daqui.
          O que dizer da versão dos paraguaios ou dos argentinos? Antes que você, seguidor fiel da versão marxista da guerra, pense em dizer que é frustração dos derrotados, saiba que não há entendimento sobre as causas nem sobre a extensão das mortes paraguaias, se pode ser considerado, ou não, um genocídio.

          Mesmo sabendo que você tem preguiça e já se mostrou incapaz de interpretar textos bem mais curtos, deixo aqui um pouco de material para quem se interessar pelo assunto.
          Vamos ver: “El conflicto bélico del Paraguay no fue una guerra más. Fue una gran matanza cercana a la condición del genocidio en el caso del pueblo paraguayo.”(1)
          Por falar em “imperalismo”, o Império do Brasil teria intenções de anexar parte do Paraguai? É o alguns pensam: “Argentina sabía de las intenciones del Brasil de anexarse la tierra del mariscal que sucumbió en Cerro-Corá. Mediante arduas gestiones diplomáticas, se logró la firma del tratado Irigoyen-Machain por el que se determinaron límites territoriales definitivos y se consiguió la retirada de los brasileños del Paraguay el 22 de junio de 1876.”.(idem)
          Em poucas, o que os paraguaios acham é que ” La guerra del Paraguay, el genocidio casi completo de un pueblo sudamericano, es una de las más dolorosas turbulencias de la historia.”.(ibidem)

          Em português você pode ler o texto “Guerra contra o Paraguai, massacre contra o povo guarani”(2) que é um ensaio para refutar a noção de Paraguai atacante, é um tanto impreciso, mas interessante.

          Mesmo que a guerra tenha envolvimento dos interesses ingleses, o fato é que isso tornaria o Brasil um pau mandado.

          Outra guerrinha, não tão famosa, foi a que o Brasil travou para anexar (aka roubar) território da Bolívia e do Peru, território que ficou conhecido como “Acre”. O “melhor” dessa contenda é que não há como responsabilizar a Inglaterra, foi uma anexação bem sem vergonha.
          Não admira os bolivianos até hoje ficarem chateados com essa história de Acre.

          Para finalizar, um site ARGENTINO com um artigo sugestivo “El genocidio del pueblo paraguayo, su dimensión histórica y los criminales de lesa humanidad” (3).

          (1) http://www.temakel.com/ghdegparaguay.htm
          (2) http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2011/01/483393.shtml
          (3) http://www.laopinionpopular.com.ar/noticia/7869-el-genocidio-del-pueblo-paraguayo-su-dimension-historica-y-los-criminales-de-lesa-humanidad.html

          1. Se Caxias fosse vivo hoje, seria julgado em Haia por crimes de guerra. Ele passou todos os prisioneiros a fio de espada e os deixou apodrecer nos rios para estagnar a água.

      2. @Joseph K,
        “Por exemplo, ninguém questionava o direito das grandes nações de terem colônias: os europeus tinham, os EUA tinham, o Japão tinha, e os sul americanos, africanos e demais povos asiáticos estavam fadados a serem explorados.”

        Poxa!! Não sabia que eles tinha essa legitimidade?!! Só me diz uma coisa: isso foi autorizado por parte de quem?!! Ou os sul americanos, africanos e demais asiáticos pediram para serem colonizados?!! Eles devem tá com uma “saudade” do tempo que eram colônias!? Né!!…Essa sua mentalidade é colonial mesmo emm!!

        1. Lembrando que não foi o europeu que escravizou os africanos. Foram os próprios africanos que saíam na porrada entre si em guerras tribais e vendiam a tribo perdedora.

          Mas o que isso tem a ver com o artigo?

          Dou só esta oportunidade de responder ou será banido.

          1. @André,
            Foram os próprios africanos que saíam na porrada entre si em guerras tribais e vendiam a tribo perdedora.
            Fora que, quando os ingleses queriam parar com esse comércio, foram os líderes negros que protestaram contra o fim dessa mamata.

        2. @Racionalsempre,
          Putz, escrever para evadido do ensino é dose.
          Uma coisa que admiro na esquerda é a capacidade de faltar a todas as aulas, ler -porcamente- Marx e achar que aprendeu alguma coisa.

          Poxa!! Não sabia que eles tinha essa legitimidade?!!
          Zeitgeist. Vai no Google, não é difícil. Uma dica: não é sobre o filme.
          O zeitgeist de uma época não é criado por decreto, nem suas mudanças, vai estudar.

          Eles devem tá com uma “saudade” do tempo que eram colônias!?Né!!…
          O Brasil, representado por pessoas como você, com certeza, pois só ajudam a manter a mesma relação que veio desde Caminha.

          Essa sua mentalidade é colonial mesmo emm!!
          Tadinho do chorão, não tem argumento e fica delirando.
          Não, meu caro apedeuta, você é que tem mentalidade de colônia, eu sou um espírito livre; alguém que entende como se sai -na prática- da miséria e chega a algum lugar, ao contrário de pessoas como você, que apenas contribuem para que esse lugar seja uma colônia.

    3. @Racionalsempre, O seu nick não está sendo justificado. Vai julgar todo o povo japonês por algo que aconteceu há décadas? Pois saiba que o Japão saiu como o grande perdedor da Segunda Grande Guerra e fora que enfrentou dois grandes terremotos para completar o prejuízo:
      http://earthquake.usgs.gov/earthquakes/world/events/1944_12_07.php
      http://earthquake.usgs.gov/earthquakes/world/events/1946_12_20.php

      E outra. Não lembro do Japão ter jogado bomba-atômica na cabeça de ninguém.

      1. @Nihil,
        Ele não está julgando, está procurando desculpas no sucesso dos outros para explicar o próprio fracasso.
        Agora é só puxar o solo de violinos para o draminha.

      2. @Nihil,

        Bem que eu queria mesmo era que o Brasil fosse o grande perdedor da 2ª Guerra. Como já dizia o Chico Anisio: “Existe uma solução para o país chegar no 1º mundo: que faça guerra com os EUA e em seguida perca”. Japão e Alemanha que o digam. :razz:

  10. Ô André, fico até hazukashii pela menção, obrigada. Vi em breves scomentários uma discussão sobre os saques às lojas que foram fechadas e contém seus interiores intactos do desastre, para quem quiser, tem esta informação também: http://community.livejournal.com/aramatheydidnt/1986298.html

    Outra coisa que muito me deixa assim, apaixonada pelo Japão, é ver que ATÉ YAKUZA está doando em prol das vítimas (http://community.livejournal.com/aramatheydidnt/1990081.html#cutid1). Os morros do RJ doaram para as vítimas das chuvas no mês de Janeiro? Acho que nem um artista chegou a fazer algo, ficarei quieta.

    O espírito do Bushido é que o me encanta naquela nação. Resginar-se pode ter detalhes de “humilhação”, mas se você cair sete vezes, irá levantar oito. Continue, busque, não pare. Seu caminho cruza com muitos outros e também depende do seu sucesso o bem dos demais. Um provérbio que já ouvi muito do ji-chan de meu danna: uma no wa notte miyo hito ni wa sotte miyo (se quiser conhecer um cavalo, monte nele; se quiser conhecer uma pessoa, conviva com ela). Após esses desastres naturais, os japoneses demonstraram um espírito de resiliência tão forte que o mundo parou para admirá-los. E eles continuam firmes, porque sabem que o desespero e o caos não são a solução (assim como tevês de plasma e LCD e eletrônicos em geral), outro fato que contribui para a aparente calma é o passado trágico das bombas. Pois sim, há sobreviventes de Nagasaki e Hiroshima que dizem achar todo o borbulho da mídia atual nas usinas nucleares algo desnecessário, pois a situação das bombas em nada se compara ao presente e mesmo que a situação possa se agravar, eles confiam no dia de amanhã.

    Vou divagar agora em termos historicos, mas os japoneses em geral (a população agrícola) de antes das bombas, eram uma civilização bastante crente de serem filhos do sol (pesquisem Amaterasu), e quando houve o ataque, que eles perceberam que não eram filhos de deus algum, encararam o desafio de se reerguerem e formarem uma nação sólida. Até então, era ensinado nas escolas que o povo japonês descendia direto da deusa Amaterasu e só depois das bombas é que passou-se a ensinar evolução nas escolas. Mas isso é de modo geral, para toda a nação. É óbvio que não apenas a família Imperial como os nobres japoneses já tinham acesso a esses ensinamentos,ficava a critério dos próprios acreditarem ou não.

    Só quero ilustrar o ponto de que os japoneses perceberam que crença alguma iria ajudá-los depois das bombas. Muitas celebridades (japonesas) e pessoas do próprio Japão dizem “rezem pelas vítimas” e algo do tipo, mas eles não apenas dizem. Eles doam, participam da Cruz Vermelha e agarriam fundos para o desastre. Eles rezam, mas não jogam amuletos xintoístas (a religião predominante no Japão é o xintoísmo ainda, não? Corrijam se estiver errado) de um helicóptero e outras atitudes *facepalm*, eles agem.

    Tem também aquelas celebridades que fazem shows (ARASHI e AKB-SKE-SND-NMB48) para descontrair o momento e trazer um pouco de alegria para os sobreviventes e vítimas (e para o Nihil também – eu vi o comentário sobre SND48 ‘-‘)

    Ah~ E só para confirmar que nem tudo são flores, vejam: http://community.livejournal.com/aramatheydidnt/1977799.html

    E André, se você adorou o baseball de Star Wars, vai adorar um programa chamado “Gaki No Tsukai”. Procure pelos especiais de fim de ano, são os melhores ;D

    1. @Mari.,
      Vi em breves scomentários uma discussão sobre os saques às lojas que foram fechadas e contém seus interiores intactos do desastre, para quem quiser, tem esta informação também:
      Quanto mais a situação deteriorar, mais pessoas não consegurão se conter, é triste mas natural; o que se pode esperar é que o estado geral não regrida.

      Outra coisa que muito me deixa assim, apaixonada pelo Japão, é ver que ATÉ YAKUZA está doando em prol das vítimas
      É que eles tem a mania de fazer tudo ao contrário: enquanto lá até os bandidos se tornam gente por uns momentos, por aqui gente comum tem seus lampejos de desonestidade (6 paus por água e pão? :evil: ).
      Por falar nos yak, você já viu algum dos -vários- filmes do Takeshi Kitano?

      O espírito do Bushido é que o me encanta naquela nação.
      Da maneira como vejo, o importante é que eles souberam direcionar esse código prático para a guerra em direção a vida moderna, principalmente nos negócios.

      É óbvio que não apenas a família Imperial como os nobres japoneses já tinham acesso a esses ensinamentos,ficava a critério dos próprios acreditarem ou não.
      Hirohito tinha conhecimento em biologia marítma, e parece ter tido sérios conflitos com a noção de descendência dos deuses; seu filho Akihito seguiu o interesso do pai pela biologia e possui artigos publicados na Gene, Nature e Science; de quebra ele obedece os sinais de trânsito.

      Eles rezam, mas não jogam amuletos xintoístas (a religião predominante no Japão é o xintoísmo ainda, não? Corrijam se estiver errado) de um helicóptero e outras atitudes *facepalm*, eles agem.
      Em boa parte essa é uma diferença de perspectiva entre o cristianismo e o budismo/xintoísmo.
      O pensamento cristão seria procurar a “causa” do desastre: porque deus permitiu ou causou o terremoto; enquanto a abordagem budista é o que fazer para remediar a situação e lidar com o sofrimento.

    2. Pequena tradução:

      Hazukashii: vergonha; envergonhada (o); sem jeito
      Ji-chan: aí não sei se quis tio ou avô… Mas como no avô o “i” é estendido chutarei no tio. :P (me corrija, Mari)
      Danna: marido.

      1. @Nihil, Eu errei, deveria ter escrito jii-chan. Quando quero aprender qualquer costume e culinário, recorro aos ojii-chans e oba-chans. Eles que vieram do arquipélago, e mesmo morando aqui desde pequenos, sempre nos dizem que a vida aqui é muito mais sofrida que “a vida na ilha”.

    3. @Mari., “uma no wa notte miyo hito ni wa sotte miyo (se quiser conhecer um cavalo, monte nele; se quiser conhecer uma pessoa, conviva com ela).”

      O primeiro provérbio que aprendi (e o único que lembro… Mais tarde recorro a minha mulher :P ) também tem a versão em Português, foi: saru mo ki no ue kara ochiru. Ou seja: Macaco também de cima da árvore (mas usamos mais “galho”).

      “Após esses desastres naturais, os japoneses demonstraram um espírito de resiliência tão forte que o mundo parou para admirá-los.”

      Eu mesmo passei a gostar ainda mais daqui depois do desastre. Sempre que vejo uma caixa de coleta (muitas entupidas de notas de 10 mil ienes, que eqüivale em torno de R$ 200 acho – me corrijam se estiver errado-) sempre deixe algum dinheiro, nem que seja singelas moedas de 100. Sei que essa ajuda chegará de alguma forma. Mesmo com meu trabalho ter caído pela metade, confio na sua recuperação. Sou capaz de apostar que eles voltarão ainda mais fortes, mais preparados e terão aprendido com o que aconteceu. E acredito que já estavam, o alerta impediu centenas de milhares de mortes como o que aconteceu em Sumatra em 2004. Outras províncias tomarão o caso como exemplo e igualmente se preparão ainda mais. Essa é uma diferença gritante que vemos aqui e não no Brasil. Parece que muitos não aprenderam com os desastres provocados por… Chuvas de verão.

      Tudo isso será ensinado para as futuras gerações. O preparo é ensinado desde o jardim-de-infância e continua nas escolas. Estas projetadas para agüentar os mais fortes, tanto que elas servem de abrigos quando ocorre um terremoto massivo. Bem, mas até já desviei do assunto. :|

      O que quis dizer é que já li em muitos noticiários desde o Portal Terra até a BBC que já falaram que Brasil não está preparado para desastre naturais (lê-se enchentes e deslizamentos de terra). Isso ocorre todos os anos. Faz onze anos que estou longe e leio as mesmas notícias todo fim e começo de ano. O que me impressiona é que, ao contrário dos terremotos daqui (esse foi exceção), os desastres no Brasil parecem matar cada vez mais. Quando aprenderão?

  11. Tenho que agradecer ao religoso político por dar a chance de continuar o assunto do tópico de um outro ponto de vista: o político.

    Que o povo japonês é mais honesto que o brasileiro, só duvida quem é desligado do mundo. Há uma infinidade de lugares por lá onde o cliente paga e faz o troco; está acostumado a conferir o troco do caixa? saiba que isso é falta de educação, o mesmo que chamar o caixa de desonesto; perdeu a carteira com dinheiro? Não se preocupe, as chances são que seja devolvido com TODO o dinheiro dentro (1), mas não se esqueça de telefonar agradecendo quem encontrou e, de preferência, não se esqueça de dar uma recompensa (10 a 20% do valor retornado é suficiente).
    OK. Agora faça um exercício mental: qual o tempo de vida política que teria um Maluf, Lula ou ACM naquele país?
    “Ah, político desonesto tem em todo lugar”, dirão os Policarpos; é verdade, e o japonês tem a visão que o governo deles -coitados, nem tem idéia- é muito corrupto.
    Mas… e o que acontece quando alguém é flagrado?
    Um caso recente é o do Ministro das Relações exteriores do Japão, Seiji Maehara: por receber uma doação ilegal de MENOS DE MIL REAIS o cara foi pressionado para fora do cargo. Alguém aí lembrou de dólar na cueca e mensalão? (2)
    Mesmo sendo os políticos feitos da mesma matéria que os daqui, a democracia e o respeito aos valores funcionan POR LÁ.

    Um outro ponto interessante é que eles aprenderam -e estão aprendendo- com os (muitos) erros cometidos, podemos dizer o mesmo de nossa grande nação em berço explêndido?
    Por séculos, a economia do Brasil se resumiu a 1-exportar commodities e 2-importar manufaturados.
    Foi assim com o açúcar e Portugal e com o café e a Europa.
    Em que esse modelo contribuiu para a distribuição de riqueza? Praticamente nada.
    Qual a estratégia que nossos últimos governos tem adotado para criar uma nação rica com um povo rico?
    Exportar commodities. Não entrou grana o suficente? No problem, exportaremos mais ainda. Continuaremos fazendo o mesmo, será que poderemos esperar um resultado diferente?

    “Ah, mas não vamos importar manufaturados, vamos substituir as importações”, nos dirão os apalermados.
    Ceerrto, cara-pálida. Vamos por partes:
    1- não podemos substituir a importação de bens com alta tecnologia por não termos, sequer, uma fábrica de semicondutores (olha, fala sério, não estou falando de chipizinhos que vão em cartões de crédito, mas de waffles de verdade)(3) e
    2- não adianta substituir a importação de bens de baixo valor agregado, senão pelo simples fato de competir com a China.
    Então o que fazer?Em primeiro lugar aceitar o fato que não é possível proteger todos os setores da economia contra a competição do mundo, isso é óbvio, e apenas doutrinadores desonestos pregam o contrário.
    Em segundo lugar, entender que a globalização -e a “seleção natural empresarial”- veio para ficar.
    Por último, adotar o fator comum de sucesso dos outros países: educação e cidadania.

    (1) http://www.nytimes.com/2004/01/08/world/never-lost-but-found-daily-japanese-honesty.html
    (2) http://www.band.com.br/jornalismo/mundo/conteudo.asp?ID=100000407321
    (3) http://zumo.com.br/2010/12/05/semicondutores-toshiba-vai-projetar-chips-no-brasil-em-2011/

    1. @Joseph K, Eu comentei aqui que no Japão não vale a pena ser político. Caso contrário não teríamos incontáveis primeiros-ministros num período de 12 anos. Acho que tivemos uns seis ou sete nos últimos cinco… Sei lá, até me perdi. Sou capaz de apostar que o Naoto Kan não fica até o fim do ano.

    2. @Joseph K, “2- não adianta substituir a importação de bens de baixo valor agregado, senão pelo simples fato de competir com a China.”

      Lembrando que a China compra minérios do Brasil a preço de banana e povo acha que está ganhando…

      1. @Nihil, até o dia que nossos minérios acabarem e o dinheiro também. Enquanto isso estará lá, a gigante vermelha, com a maior troll face que poderemos registrar. Quero estar viva para rir da piada :D

    3. @Joseph K,
      “Que o povo japonês é mais honesto que o brasileiro, só duvida quem é desligado do mundo. Há uma infinidade de lugares por lá onde o cliente paga e faz o troco; está acostumado a conferir o troco do caixa? saiba que isso é falta de educação, o mesmo que chamar o caixa de desonesto; perdeu a carteira com dinheiro? Não se preocupe, as chances são que seja devolvido com TODO o dinheiro dentro (1), mas não se esqueça de telefonar agradecendo quem encontrou e, de preferência, não se esqueça de dar uma recompensa (10 a 20% do valor retornado é suficiente).
      OK. Agora faça um exercício mental: qual o tempo de vida política que teria um Maluf, Lula ou ACM naquele país?
      “Ah, político desonesto tem em todo lugar”, dirão os Policarpos; é verdade, e o japonês tem a visão que o governo deles -coitados, nem tem idéia- é muito corrupto.
      Mas… e o que acontece quando alguém é flagrado?
      Um caso recente é o do Ministro das Relações exteriores do Japão, Seiji Maehara: por receber uma doação ilegal de MENOS DE MIL REAIS o cara foi pressionado para fora do cargo. Alguém aí lembrou de dólar na cueca e mensalão? (2)
      Mesmo sendo os políticos feitos da mesma matéria que os daqui, a democracia e o respeito aos valores funcionan POR LÁ.”

      Até que enfim você falou alguma coisa prestável!! Não é questão de uma cultura ser melhor que a outra, mas sim de um sistema judiciário eficiente que não permite que a impunidade reine!!

      1. @Racionalsempre,
        Putz. Mas tú é ruim mesmo em interpretação de textos.
        Se você entendeu isso do que escrevi, você mata de vergonha seus professores.
        Nem vou considerar esse disparate.

    4. @Joseph K, Já pensou em ter uma loja de conveniência 24hs aonde não existe “a mulher do caixa”? Você mesmo passa suas compras, ainda pode pagar contas, e também é você quem coloca o dinheiro e a máquina lhe devolve o troco (caso haja). Não seria um país de primeiro mundo uma população que soubesse viver com esse tipo de facilidade sem criar caos? Ah é, no Japão tem uma kombini em cada esquina.

      Agora sobre a gorjeta, Joseph, fico um tanto que espantada até. É tão raro japonês aceitar recompensa ou presente por uma atitude que para ele é o normal da vida. Ao menos, sei que os idosos aqui se sentem terrivelmente constrangidos e até envergonhados quando eu e meu marido queremos retribuir alguma ajuda que eles possam ter feito ou dado anteriormente. Sério, nosso modo de agradecimento é através de cds de karaoke ou dvds de sumô xD única coisa aceitável como agradecimento (e há também os omiyages, mas estou fugindo de novo)

      1. @Mari.,
        Já pensou em ter uma loja de conveniência 24hs aonde não existe “a mulher do caixa”?
        Uma vez, estava tomando umas geladas com um amigo, e o dono do bar ficou de saco cheio de esperar a gente desistir de pedir mais uma, foi embora dormir e deixou a gente fechar o bar, hehe.
        Falando sério, esse tipo de coisa que você cita é um ótimo exemplo de diferença cultural, mas alguns lesos insistem em achar que isso é por causa de polícia e medo de cadeia (talvez porque essas pessoas só se comportem quando vigiadas e ameaçadas, vai saber).

        Agora sobre a gorjeta, Joseph, fico um tanto que espantada até.
        Você está certa, eu me expressei mal.
        O que quis dizer é que a pessoa receptora da gentileza de ter devolvido o dinheiro tem o dever de demonstrar gratidão, e um telefonema (afinal os dados de quem achou o bem são anotados pelas autoridades e informados) ou uma quantia em dinheiro são de bom gosto; apesar da dificuldade em fazer alguém aceitar.

  12. com todo respeito mas esse tipo de compaixão servil me parece extremamente baixo podemos ser piedosos mas viver em função disso… :twisted:
    vivemos num país sedento num momento de embriaguez. quem ocupa o trono tem culpa, quem oculta o crime tambem, quem duvida da vida tem culpa, quem evita a duvida tambem.

  13. Eu não sei se vocês repararam, mas o tema do artigo versa sobre a diferença sócio-cultural entre brasileiros e japoneses. Não estou preocupado com geo-política. Então, mantenham-se no artigo. Para desvios e discussões paralelas, temos uma comunidade no Orkut, pq não fazem o favor de ir lá?

    Desvios não serão mais aceitos. Se há contestação no tema central do artigo, favor colocarem aqui, com argumentação inerente.

  14. Estranho. Concordo plenamente com o texto, mas mesmo assim me deu uma raiva muiiiito sinistra de você André e do Japão.

  15. André, desculpe se isso fugirá do assunto, mas lembrei de um bônus que você poderia gostar de fosse japonês. Teria direito ao casamento aberto (o talvez contra é que o direito é de ambos, então sua mulher também o teria).

  16. Apesar de concordar com a maior parte das características da cultura japonesa citadas no artigo, a comparação entre japas e brasileiros é totalmente esdrúxula. São povos totalmente diferentes, com histórias totalmente diferentes. Mais sentido faria comparar o Japão com a China ou a Coréia, e olha lá. Mas vamos fazer uma outra comparação agora.

    Citaram aí a Guerra do Paraguai e algumas guerras civis do Brasil. Nada que se aproxime a uma fração da escala de destruição e sofrimento humano imposto pelo Japão à Ásia, principalmente a China, em sua época imperialista (Período Showa), só comparada (ou nem isso) pela Alemanha Nazista. O Holocausto empalidece perto dos crimes de guerra japoneses, pelos quais quase nenhum responsável foi punido (ao contrário dos nazis) e o atual Governo Japonês JAMAIS se retratou adequadamente (ao contrário do que a Alemanha fez).

    Além do Estupro (ou Massacre) de Nanquim, já citado nos posts acima, temos entre os crimes de guerra do Japão Imperial, cometidos em forma e escala jamais comparada por qualquer outro país agressor na História da humanidade, mesmo a Alemanha Nazista ou a URSS de Stalin:

    – Unidade 731 (experimentos médicos em seres humanos, virtualmente sem sobreviventes): http://pt.wikipedia.org/wiki/Unidade_731

    Site dedicado à Unidade 731: http://www.unit-731.com/

    – Canibalismo sistemático praticado contra prisioneiros inimigos, sobretudo nas batalhas do Pacífico.

    – Guerra biológica em escala quase continental na Ásia (parte das atividades da Unidade 731 e outras unidades).

    – Armas químicas utilizadas centenas de vezes.

    – “Mulheres de conforto” (Prostituição forçada e escravidão sexual organizada de centenas de milhares de prisioneiras): http://pt.wikipedia.org/wiki/Mulheres_de_conforto

    – Marcha da Morte de Bataan: http://pt.wikipedia.org/wiki/Marcha_da_Morte

    – Trabalhos forçados. Mortalidade de 80% entre os prisioneiros.

    – Pilhagem sistemática de países vizinhos por décadas durante o Período Showa.

    – Milhões de mortos por fome evitável na Ásia Meridional.

    Entre outros massacres executados. Mais informações podem ser encontradas aqui:

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Crimes_de_guerra_do_Jap%C3%A3o_Imperial

    Talvez essas características positivas ressaltadas tão sobejamente no artigo, se sobressaem por causa do momento histórico atual do Japão. Os EUA, vitoriosos na guerra, ajudaram a construir esse momento. E todas as características negativas, ou boa parte delas, foram eliminadas, a começar pela cultura de “culto à personalidade” (Imperador) do Japão, o militarismo exacerbado, etc.

    Enfim, só minha opinião. Inté…

          1. @André, Já me olharam torto quando disse que uma criança japonesa do primário é mais inteligente que uns 90% dos brasileiros adultos. Mas depois dessa acho que elevarei a minha estimativa. Que tal uns 95%?

          2. @André,
            Embora minha paciência esteja diminuindo, com a idade, acho que ainda vou tentar mais algumas vezes, afinal nem o Gil “Stalone”, über troll, me fez perder a paciência.

    1. @Japassou,

      “…a comparação entre japas e brasileiros é totalmente esdrúxula. São povos totalmente diferentes, com histórias totalmente diferentes….”

      Pq o indivíduo não pode comparar o lugar em que vive com outro lugar? Minha prima morou no Japão e toda vez que conversávamos e ela me contava os costumes daquele povo inevitavelmente eu fazia essa comparação, que entendo ser natural. Pq então uma reação natural deveria ser vedada por questões sócio-culturais? Só pq tais diferenças são também causadas por outros fatores que não tão-somente a vontade do povo seria eu-ou qualquer um-proibido de aspirar algo melhor?

      Teria eu de me conformar em comparar meu país com um vizinho como Bolívia, p.ex? Não seria o ato de espelhar-se nas coisas boas de um outro povo mais um fator que poderia – se houvesse vontade para tal- melhorar nosso povo?

      “…Citaram aí a Guerra do Paraguai e algumas guerras civis do Brasil. Nada que se aproxime a uma fração da escala de destruição e sofrimento humano imposto pelo Japão à Ásia, principalmente a China, em sua época imperialista (Período Showa), só comparada (ou nem isso) pela Alemanha Nazista. O Holocausto empalidece perto dos crimes de guerra japoneses, pelos quais quase nenhum responsável foi punido (ao contrário dos nazis) e o atual Governo Japonês JAMAIS se retratou adequadamente (ao contrário do que a Alemanha fez)….”

       
      Clausewitz dizia que a guerra era uma continuação da política, o que se reveleu um erro, já que ele desconsiderou que desde que o homem existe ele faz guerra, e não só por questões políticas,  existe a guerra como cultura, como bem definiu John Keegan.

      Durante muito tempo o homem não só não se envergonhava da guerra, como dela se orgulhava. O pacifismo -segundo a visão de Keegan – só começou a ser encarado como algo de valor na era cristã e, na minha opinião pessoal, ele nunca foi absorvido da mesma forma entre povos ocidentais e orientais. Talvez, para um japonês, existam vários motivos para eles não se envergonharem de seu passado ou se desculparem dele (o que, aliás, é uma atitude inócua, pois um ‘eu sinto muito’ adianta de quê?), assim como não vejo nenhum brasileiro choramingando pelos cantos pela citada guerra do Paraguai.

      Quanto às comparações das baixas em guerra que vc fez, entendo-as totalmente sem sentido, já que cada guerra é um momento único da história e as comparações entre as baixas tem a ver com várias outras questões, como a tecnologia dos armamentos, quantidade de pessoas envolvidas no embate e etc; a atribuição do número de mortes ao carater belicoso do povo (ou a alguma característica ligada à personalidade desse povo) é uma visão simplista. 

      De mais a mais, os Direitos Humanos, apesar de construídos ao longo da história, demoraram a se consolidar e os abusos cometidos nas guerras só foram rechaçados, s.m.j, na Terceira Convenção de Genebra (1929) e também na Quarta (1949) antes disso, os eles eram tolerados (como se fossem meros ‘efeitos colaterais’) e, de certa forma, até incentivados.

      E, só para não fugir do assunto, ficar desenterrando esqueletos do armário apenas para minimizar as qualidades de um povo, que foram ressaltadas no artigo, é bobagem. Imagine se-adotando esse método-também desenterrássemos esqueletos dos armários brasileiros; acho que nosso povo levaria a pior novamentede.

      Por fim:   ATUALMENTE lá é um lugar bom para se viver e muitos valores daquele povo são louváveis e servem de inspiração e/ou são motivos de inveja. Em muitos pontos, eles deixam (ainda) a desejar, como, p.ex, a condição das mulheres, mas ninguém aqui falou que eles não tiveram, têm ou terão defeitos.

      Talvez esse meu ponto-de-vista contenha falhas, eu admito, mas é minha visão sobre o assunto. Outra coisa me faria querer ser japonesa: ter os cabelos lisinhos e não ser refém da chapinha. :D

       

      1. @Fátima, Esqueceu de citar os cosméticos daqui. Muitas mulheres falam que são os melhores do mundo.

        Agora se eu disser que as japonesas pagam uma fortuna para deixar o cabelo cacheado você acreditaria?

          1. @André, Nem Bill Gates deixa uma mulher satisfeita. Principalmente se no país onde ela mora for quase tudo caro… :roll: Ai, meu salário…

          2. @André, Tem muita comida boa aqui. Okonomiyaki é a minha favorita. :D Mas os restaurantes estão se ocidentalizando cada vez mais. Aos poucos a culinária italiana está ganhando mais espaço. Assim como os hambúrgueres americanos.

          3. @Nihil,
            Não é específico do Japão, mas -até onde sei- de todas as culturas: a identidade com a comida. Tem os zés que dizem que “você é o que come”, bem, não sei se isso é verdade, mas todos os povos tem uma ligação com sua comida (não, não sei como isso funciona para os tommies ;-)), de modo que, fora de sua região, uma maneira muito fácil de arranjar briga é meter o pau na comida local. Não estou falando das escolhas gastronômicas de cada um, mas da intenção de ofender.
            Os hábitos culinários são uma das primeiras coisas que definem a identidade de um povo desde cedo, o “nós” e o “eles”; a comida é, normalmente, motivo de orgulho e identidade, sendo comumente usada para disfarçar o preconceito, tal como “chinês é comedor de cachorro”.

          4. @Nihil
            Elas são lindas mas ainda prefiro brasileira, é um pouco difícil encontrar japonesa com um corpão como as brasileiras. :mrgreen:

      2. @Fátima,
        Como sempre, tiro meu chapéu para suas palavras. :grin:
        E agradeço pela aula sobre a guerra, pena que prevejo que o destinatário delas não as entenderá.

          1. @Nihil,
            PS: nunca aprendi a gostar de umeboshi… Argh!
            Eu gosto de umeboshi e, também, de shiokara, mas natoo é um treco que não desce.
            Vendo esse tipo de comida, e imaginando como é que essas coisas passaram a fazer parte da cultura gastronômica japonesa, dá para ter uns insight de como a frugalidade se infiltrou na cultura deles.
            Ovas de peixe? Sem problemas, pobres da rússia também comiam as ovas do esturjão, antes de uns riquinhos estragarem a festa. Uma frutinha azeda de fazer saltar os olhos da cara? Sossegado, é só dar uma misturada com o arroz, e já era.
            Agora, o desespero de fome que deve ter tido o primeiro cara que experimentou natoo é difícil de imaginar. O treco parece vômito de gato, e cheira ainda pior; quando minha avó fazia natoo, tocava o terror na molecada, hahaha.

          2. Graças a Hades nunca tive problema com essas comidas, pois nunca dei de cara com elas. Não sei pq as pessoas têm tara por restaurante japonês. Não sei, MESMO!

            Bom, exceto se forem tommies. :mrgreen:

    2. @Japassou,
      Citaram aí a Guerra do Paraguai e algumas guerras civis do Brasil.
      Filhote, a guerra para roubar o Acre NÃO é guerra civil.

      Nada que se aproxime a uma fração da escala de destruição e sofrimento humano imposto pelo Japão à Ásia, principalmente a China,
      Quer dizer que se eu matar SÓ uma pessoa eu não sou criminoso, ao contrário de quem mata 10. Ah tá.
      Fora que, só de índios, o Brasil exterminou mais de 4,5 milhões, que é MUITO mais que os japoneses mataram naquela época. Sentai e chorai.

      em sua época imperialista (Período Showa),
      Que foram duas décadas em uma história de milênios. Uau!
      O Brasil passou mais de 80% de sua história massacrando os índios e escravizando os negros, fora o massacre e roubo ocasional contra seus vizinhos.
      Bola fora, champ.

      só comparada (ou nem isso) pela Alemanha Nazista.
      Nananinão.
      Se é para ver quem tem a cara mais feia, Stalin e a Igreja Católica ganham disparado.

      O Holocausto empalidece perto dos crimes de guerra japoneses,
      Não sei não, tenho minhas dúvidas.
      De qualquer modo, o que você acha de matar 90% dos homens de uma nação. Sim, cara-pálida, os brasileiros fizeram isso no Paraguai.

      pelos quais quase nenhum responsável foi punido (ao contrário dos nazis)
      Não foram punidos porque americanos e russos acharam maravilhosa a pesquisa com armas biológicas que os japas fizeram, além do que muitos cientistas da Alemanha nazi também foram “aproveitados” pelos vencedores, e nunca foram punidos.
      No nosso caso, Caxias, o genocida, é tratado como “herói”.

      e o atual Governo Japonês JAMAIS se retratou adequadamente (ao contrário do que a Alemanha fez).
      Não me lembro de um governo brasileiro pedir perdão aos índios, por matar 9o% da gente deles.

    3. @Japassou,
      Entre outros massacres executados. Mais informações podem ser encontradas aqui:
      Vamos por partes:
      1 – guerra biológica e maus tratos a prisioneiros: o Brasil massacrou prisioneiros e deixou seus corpos apodrecerem em rios para comtaminar a água e transmitir doenças aos Paraguaios.
      2 – canibalismo: em muitas épocas de guerra e penúria as pessoas recorreram a esse expediente para se manterem vivas, muitas vezes as pessoas comiam os do seu próprio “lado”, tal como, naquela mesma época, em Stalingrado; os acidentados do vôo 571, nos Andes; a RUF de Serra Leoa, nos anos 90 e, para não deixar terra brazilis de lado, os bons selvagens que aqui habitavam.
      3- exploração dos povos derrotados – ah, fala sério, os brasileiros são lembrados no Paraguai pelos saques e estupros, na guerrinha de nosso herói Caxias.
      4 – pilhagem de vizinhos – roubamos o Acre de nossos vizinhos, e há quem diga que tínhamos intenções de anexar territórios na Guerra do Paraguai, só não roubamos os ouros das cidades dos índios, como os espanhóis porque não havia isso para roubar, mas roubamos seus corpos e espíritos.
      5- trabalhos forçados: fala sério. Quantos MILHÕES de negros vieram “trabalhar” no Brasil?

      Talvez essas características positivas ressaltadas tão sobejamente no artigo, se sobressaem por causa do momento histórico atual do Japão.
      Aprenda: TODOS os povos tem seus esqueletos no armário. NINGUÉM que está vivo hoje tem apenas antepassados santos.

      Os EUA, vitoriosos na guerra, ajudaram a construir esse momento.
      Uau, e isso foi altruísmo, certo?
      Talvez fosse melhor o mundo se os americanos tivessem aceitado a ideia dos alemães de continuarem a Segunda Guerra e meter o pau nos russos.

      E todas as características negativas, ou boa parte delas, foram eliminadas,
      Errado cara-pálida. Você fala como se o ocidente tivesse “salvado” o Japão dele mesmo, o que é uma tolice sem tamanho.
      Não eram apenas os japoneses que tinham o sentimento imperialista, as grandes nações européias se sentiam no mesmo direito: Inglaterra, França, Alemanha, Itália e, anteriormente, Portugal e Espanha.
      Mesmo depois da Segunda Guerra, França e Inglaterra ainda quiseram se manter donas das colônias no Oriente e África; pena, para eles, que os nativos já tinham visto os japoneses chutarem a bunda deles, antes. Dessas colônias, acho que a mais famosa seja a Indochina, dá uma estudada.

      a começar pela cultura de “culto à personalidade” (Imperador) do Japão, o militarismo exacerbado, etc.
      Tornar o imperador “humano” era parte do processo de rendição e, se você acha que ele é menos respeitado por isso, precisa se informar melhor: a esmagadora maioria respeita e admira essa figura até hoje, sendo que a milenar monarquia do Japão é uma das mais em alta no mundo.

      Enfim, só minha opinião. Inté…
      No problems, e é de minha opinião que, além de estar equivocado, ainda por cima não entendeu a mensagem do artigo.

    4. @Japassou,
      O ponto principal do artigo, que você falhou em compreender, não é se eles foram bonzinhos ou malvados, ao longo da história, mas que HOJE eles são uma nação com um povo MUITO superior e mais CIVILIZADO que os pares ocidentais, em especial dessa terra brazilis.
      Querer ficar botando defeito no passado dos outros não faz nada para melhorar nosso presente.
      Querer dizer que eles só são o que são hoje por causa do EUA é fingir que não houve história antes disso, além de desconhecer os desdobramentos políticos da Guerra.
      Querer dizer que não podemos ser comparados com eles por serem “povos totalmente diferentes, com histórias totalmente diferentes.” é, ao mesmo tempo, uma desculpa esfarrapada e uma explicação para o nosso fracasso como nação.
      Querer dizer que faz “Mais sentido faria comparar o Japão com a China ou a Coréia” é de uma ignorância crassa: chega a ser preconceituosa em insinuar que se deve comparar os orientais por serem tudo a mesma coisa.
      Não, meu caro, insistir em desculpinhas como essa, e as do outro leitor, não vai fazer nada para melhorar esse lugarzinho que habitamos, e nem vai atingir os japoneses e seus descendentes, que se sabem diferentes -e melhores- de tudo isso que sua opinião representa.

      1. Não querendo te fazer de Sísifo, mas será que ele vai ler? Bem, eu pelo menos li. Esse cara acha que o Brasil surgiu do nada como um Jardim do Éden. Não entende que todos os países passaram por períodos sangrentos. Até o Vaticano (cof, cof). Por que o Japão seria diferente?

        Bem, estou ansioso para ver a resposta do infeliz. :D

        1. @Nihil,
          Isso não me incomoda, a pessoa tem direito a ignorar fatos ou ter sido enganada, o que me incomoda, mesmo, é esse maldito coitadismo que muita gente já tem no sangue, essa mania de ficar arranjando desculpa para o sucesso alheio e não ter que enfrentar a própria falha.
          “Oh, como é injusto, os mauzinhos sempre se ajudam e ficam mais ricos” ou “só é rico porque explorou o pobre” ou então “só ‘enricou’ porque roubou”, e por aí vai.
          Como se o fato de ter tido um avô criminoso e um pai que ficou pobre e endividado tirasse todo o mérito de quem subiu na vida. :evil:

    1. @Nihil, NÃO NIHIL! NÃO! Apague isso! Como o André aprovou esse comentário? COMO? Irmãs Kano não!! Mil vezes a Erica Sawajiri como exemplo do que as Kano! Ai Nihil, olhas as referências que você passa ‘-‘

          1. Hahahaha, Parece que falhou, Mari. Agora resta somente carregar o fardo. :twisted: C’est la vie! :P

  17. A Verdade é que a mentalidade dos japoneses está a anos-luz do que temos no Brasil, você vê a limpeza que é as ruas, até mesmo na confusão, até na bagunça eles mantêm ordem, ninguém furando a fila, agora pega o Brasil..
    Eu vi que o Governo Japonês tava pedindo para que os japoneses tirassem 2 semanas de férias.. Mas que nada, os japoneses só querem trabalhar! Enquanto no Brasil só querem emendar feriado o tempo todo.
    Também tem o outro lado da moeda, o país possui altíssima taxa de suicídio, são muito rigorosos em relação a disciplina e cumprimento de horários

  18. @steve_br
    Também tem o outro lado da moeda, o país possui altíssima taxa de suicídio, são muito rigorosos em relação a disciplina e cumprimento de horários
    Alta taxa de suicídio é problema? Morre quem quer, por isso é “sui”; bem melhor que morrer na mão de ladrão viciado em crack, atropelado por um bêbado, por falta de atendimento médico ou porque algum sem vergonha roubou o dinheiro para equipar e manter o hospital. Mas você tem razão em um ponto: deve ser horrível viver em um país onde um grande problema é o suicídio, isso é sinistro. :roll:
    Quanto a ser rigoroso com disciplina e horários… isso é problema?
    Só se for para a massa de brasileiros sem educação e sem consideração, que vejo todos os dias. Saber se comportar (ter disciplina) e ter consideração com os outros (pontualidade) é ser civilizado.

  19. Cade o botão “responder”? Será o meu celular?

    Bem, já me falaram sobre a alta de suicídio. Também penso como o Joseph. Prefiro infinitamente morar num país onde os outros se matam a morar num outro onde podemos ser mortos pelos outros. E quando alguém comete crime hediondo olha só.

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/03/110325_japao_condenado_akihabara_rw.shtml

    No Brasil o infeliz pegaria trinta anos, viraria crente e cumpriria um terço da pena por “bom comportamento” e sairia numa boa pronto para cometer mais besteiras.

  20. @Nihil
    Esse papo de “lá tem muito suicídio” é bem recorrente, para muitas pessoas que querem mostrar que “aqui é melhor”, mas é interessante, por nos fazer pensar no assunto.

    É só procurar um pouco na web, que se encontra gente reclamando do absurdo que é a população carcerária no Brasil, que temos que construir mais presídios, ou deixar os presos “menos perigosos” menos tempo na cadeia e outras coisas assim.

    Em outros lugares as pessoas não vêem os criminosos como “vítimas” da sociedade, e dão um tratamento diferente para eles; a cultura da honestidade acaba levando a uma menor tolerância com quem depreda a sociedade. Um exemplo?

    Vamos ver o que algumas diferenças culturais podem ajudar a fazer:
    ========================Brasil====Japão
    Assassinatos============23,8======1,1 $$
    Roubos==================6611*=====1,3 $$
    Solução de assassinatos=<50%======95%
    Assassinatos============49.145**==1.320$
    População carcerária====473.600===75.250***
    Suicídios===============7,3=======35,7 $$
    Mortes no trânsito======35.155====6.639(2)
    =========================================

    Se o cara quer morrer, seja por dor-de-cotovelo, fracasso profissional ou o que for, o problema é deles.

    Mas aqui no Brasil temos muito menos controle sobre a morte que pode nos ocorrer na mão dos outros.

    * não encontrei um dado oficial sobre o número de roubos/100 mil hab para o Brasil, esse número veio da informação que houve 11,9 milhões de roubos e furtos em um ano no Brasil, vale ainda lembrar que METADE dos casos não são notificados, então o número deve passar de 10 Mil/ 10 mil hab, simplesmente ridículo. (1)
    ** dados de 2006
    *** dados de 2009. Lembrando que a maioria dos casos não é solucionada, e metade nem é notificada e nossas leis são mais brandas; se fosse como por lá, teríamos MUITO mais presos.
    $ estimativa minha, a partir da taxa/100 mil hab.
    $$ por 100 mil/habitantes

    (1) http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/ibge+maioria+das+vitimas+de+roubo+e+furto+nao+procura+a+policia/n1237867995108.html
    http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,quase-12-milhoes-foram-roubados-ou-furtados-em-um-ano-revela-ibge,653958,0.htm
    (2) http://web1.estadao.com.br/pdf/arquivos/16_06_2009report.pdf

  21. Joseph K, impressionante. Os assassinatos no Brasil em um ano mataram mais gente do que todos os terremotos que ocorreram no Japão nos últimos 20 anos.

    Para você ver… Se somar com os acidentes de trânsitos, poderemos somar todos mortos por acidente de trânsito, assassinatos e por desastres naturais no Japão que não ganha dos mortos por acidente de trânsito e assassinatos no Brasil.

    Mais uma, estão falando mal dos japoneses no caso da Usina de Fukushima. Os japoneses estão arriscando a vida, tomando todas as providências necessárias. Desde a primeira hora do acidente até esse exato momento eles não pararam nem um minuto para resolver o problema o mais rápido possível. Nos falaram que a Record teria enviado uma aqui até só para “meter o pau” (me conformem, por favor) e dizer que aqui não “estão fazendo nada”. Estão fazendo até demais. Um tal de Robert sei lá das quantas (odeio quando colocam katakana e não usam o nome em letras romanas) que ajudou na investigação no caso Chernobyl, foi chamado por um canal japonês para analisar o caso. Ele disse que a taxa tolerada de radiação nos alimentos aqui é muito rigorosa comparado a outros países e não vetá-los porquê, e disse que viu o caso do acidente nuclear com outros olhos pois é diferente do que a mídia transmite. Inclusive a daqui!

    Ou seja. O rigor na taxa de radiação nos alimentos ajudou ainda mais a mídia espalhar ainda mais pânico. E como o monitoramento é constante (os números mudam toda hora) a mídia adora mostrar que há incerteza no nível radiotivo (agora falo da mídia daqui mesmo). Bem, pelo menos eles trabalham. O problema de Fukushima não demorará para ser resolvido. Espero…

    1. @Nihil,
      Antes de deixar o assunto morrer em paz, já que você tem interesse na matéria, não dá para deixar de ler o “The Cambridge History of Japan”, especialmente o volume 6, que trata do século XX.
      É um “pouco” caro, e é difícil ter coragem para comprar todos os volumes, mas dá para encontrar facilmente a coleção no seu servidor de torrents preferido.
      Se você tiver banda sobrando, pode tentar baixar a coleção inteira da série com EUA, Europa, Rússia, Ìndia e outros.

      http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?palavra=The+Cambridge+History+of+Japan+&tipo_pesq=titulo&sid=18722452113326712869417281&k5=2F604061&uid=&limpa=0&parceiro=TIIAPE&x=0&y=0

    1. @Mari., Muito bom saber disso ;) Bem, agora eu sei que se eu perder o meu I-Phone no terremoto terei um novo :D

      Impressionante também é o povo usando o Twitter e o Facebook para coisa útil, assim como os árabes estão até derrubando ditadores com essas ferramentas. Enquanto isso o pessoal no Brasil usa para campanhas como “Cala a boca, Galvão!”…

      PS: fiquei sabendo que a minha cidade não ia ter racionamento de energia graças ao Yahoo! Resposta. Ao contrário da versão brasileira onde 99% do conteúdo é pura besteira a versão japonesa é bem instrutiva.

          1. Muito bem. Junta umas cabeças aí e faz um tuitaço para elevar o valor do salário mínimo. Ou então, para tirar o Kadafi do poder ou achar o dedo perdido do Lula.

          2. @André, Acho que exagerei :P Mas esses sites não foram usados para organizar grupos que mesmo não sendo a maioria acabaram participando do protesto?

          3. É aquela história. O camarada vem andando, e vê um gato preto. Daí a 10 segundos ele tropeça. Conclusão? O gato preto deu azar e ele tropeçou. As relações de causa-efeito mostram o que as pessoas querem que mostre.

          4. @André, As respostas dos meus comentários não estão sendo enviadas para o e-mail como acontecia antes. Achei que fosse problema do aplicativo, mas não é não.

          5. @André, Há muito mais coisas envolvidas nas quedas dos ditadores do que o “simples” anseio popular.

      1. @Nihil, Nenhuma cidade no Japão fará. Como a floração das cerejeiras é uma festa, o governo estará colocando bancadas para doação próximas aos parques de sakuras para lembrar à população que em respeito às vítimas do acidente, não haverá comemorações.

    1. @Mari., agora imagine quatro meses depois. Um mês é o suficiente para ver uma bela diferença. Não é em qualquer lugar que se reconstroi um pedaço de 140 metros de estrada completamente destruído em seis dias (sim, aquilo é verdade e não é surpreendente).

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