Uma história de amor entre desconhecidos

Os piores momentos revelam os melhores amigos, ainda que nunca se conheçam pessoalmente. Algumas dessas histórias começam com uma ajuda, acabam enfrentando uma ingratidão, observam a fome, contribuem com amizade,  evoluem até um gesto de amor, para depois ser retribuído com o calor do coração e uma coroa.

Tudo começa quando os primeiros peregrinos fugiram da Europa.

Continuar lendo “Uma história de amor entre desconhecidos”

Cristãos ajudam a reconstruir templo de Candomblé destruído por outros cristãos

Eu sou extremamente crítico sobre as merdas que religiosos fazem em nome de sua religião. Mas, de vez em quando, eles acertam. Poderia ser mais pra linha “de vez em sempre”, mas o mundo não é como eu gostaria que fosse, ou eu já teria sido coroado Imperador do Universo. E se religiosos acertam, o mínimo de honestidade que devemos ter é mostrar que não é porque você tem uma religião que tenha que ser um cuzão, como os integrantes de um terreiro candomblecista tiveram o prazer de vivenciar.

Continuar lendo “Cristãos ajudam a reconstruir templo de Candomblé destruído por outros cristãos”

Quando ratinhos salvam o companheiro em perigo

Muitos alegam que o que nos separa dos outros animais é o nosso altruísmo. É uma colocação idiota. Ainda mais quando a gente fala de ratos, aqueles animais lindinhos, mas que só serão salvos pelo pessoal vegan se forem os branquinhos de laboratório. Aquela ratazana de esgoto ganha é vassourada.

Será que aquelas coisinhas roedoras podem apresentar algum comportamento altruísta? Ao que se sabe, só seres humanos são "bondosos", certo? Não, não é bem assim que funciona.

Continuar lendo “Quando ratinhos salvam o companheiro em perigo”

Pessoas são boas de nascença? Não é bem assim

Será que as pessoas já nascem com boa índole e altruísmo, ou qualquer influência externa pode nos fazer bonzinhos ou verdadeiros monstros? Existem várias explicações para o altruísmo. Alguns dizem que é inato, já nasce com a pessoa (enquanto outros nascem verdadeiros maníacos psicopatas). Outras teorias dizem que é um processo evolucionário, pois a ação de cuidar um do outro garante melhor sucesso de sobrevivência do que na base do "cada um por si".

Psicólogos de Stanford retomaram estudos sobre isso (na verdade, esses estudos nunca pararam) e concluíram que o comportamento altruísta pode ser regido por relações mais complexas do que se acredita até então.

Continuar lendo “Pessoas são boas de nascença? Não é bem assim”

Eu quero ser japonês

Eu nasci no condado de Armagh, no Ulster (o que normalmente chama-se erroneamente de Irlanda do Norte), no ano de Nosso Senhor de… bem, não interessa. Vim para o Brasil ainda bem pequeno e tenho direito a 3 nacionalidades e provavelmente uma quarta (história muito longa que eu não contarei. Morram de curiosidade!). Sou mais brasileiro que muitos de vocês, desculpem. Falo e escrevo corretamente, sei os hinos (Nacional, da Bandeira etc.) e servi nas Forças Armadas. Tive uma boa formação moral, o que é mais importante que todos os diplomas que eu conquistei. Ainda assim, tenho vergonha de morar aqui, de dizer que sou brasileiro e ver a expressão de reprovação, muitas vezes merecida. Eu queria morar no Japão, ser japonês. O Brasil começou errado e continua errado. Quando na carta de Pero Vaz de Caminha, ao relatar o descobrimento (aka tomada de posse), ele pede favores do Rei aos seus familiares. O corporativismo e nepotismo começaram aí.

A Ciência aprendeu muito com o terremoto e suas consequências. Foram lições amargas, mas foram, pois se nada for aprendido, as pessoas morreram em vão. Ainda assim, muito mais se aprendeu com os japoneses, e não foi em termos de tecnologia de ponta.

Continuar lendo “Eu quero ser japonês”