Este é mais um artigo da série "Jornalistas Diplomados falando merda sobre o que não sabem". Ainda não entendi por que jornaleiros, digo, jornalistas enchem a boca pra falar "Jornalista Com Diploma", como se isso fosse o mesmo que ganhar um prêmio Nobel. A Imprensa Golpista mais uma vez usa suas manipulações neo-liberais para afastar as pessoas do saber e conhecimento. Dessa vez, foi o Estadão, que soltou a bombástica manchete "Poluição do Rio Hudson em NY faz com que peixes evoluam". Isso parece coisa de quadrinhos, onde algum evento caótico causou imediata mutação, dando superpoderes aos peixes. Será que foi isso que aconteceu? (pergunta retórica, claro. Mais uma vez escreveram besteiras).
Já no início temos um belo erro e o primor linguístico é evidenciado no subtítulo: "Altos nívels (sic) de PCB provocaram mutação na população de Microgadus tomcod, que passou a resistir aos poluentes". Bem, eles não são obrigados a saber biologia, mas escrever "nívels" foi um chute no saco. "Nívels", Estadão, é a… bem, melhor deixar pra lá. A prova do crime com link da notícia abaixo (clicai e ampliai):
Tudo começa com o uso de bifenilas policloradas (as chamadas "PCB", sem nenhuma relação com Luiz Carlos Prestes). Este composto é muito tóxico e vocês aprenderão mais sobre ele se lerem este artigo (se bem que o pessoal não lê nem os artigos nos quais comentam, quando mais links externos). Durante um período de 30 anos, compreendido entre os anos de 1947 e 1976, duas fábricas de uma multinacional norte-americana jogaram um total estimado de 600 mil quilos do composto, causando uma das maiores poluições tóxicas que o rio Hudson, que banha a cidade de Nova York, já viu.
De acordo com o texto, o poluente fez com que os Microgadus tomcod sofressem alterações genéticas, fazendo com que eles evoluíssem. Mutação NÃO É evolução! Evolução acontece por mutações no código genético, mas não é só isso. É preciso que seja passado aos seus descendentes, de forma que a mão invisível da Seleção Natural faça o seu trabalho. A Seleção Natural dá, a Seleção Natural tira…
Basicamente, o que aconteceu foi que os M. tomcod no rio Hudson, ao se alimentar dos resíduos contaminados que estavam no leito, sofreram uma mutação genética. Esta variância permitiu que os peixes possam viver em águas contaminadas por produtos químicos industriais, sendo o M. tomcod o que teve maior taxa de adaptação. A pesquisa foi conduzida pelo dr. Isaac Wirgin, toxicologista e professor do Departamento de Medicina Ambiental da Universidade de Nova York. Seu trabalho foi publicado na revista Science.
Então o peixe não sofreu evolução?
Sim, não só sofreu, como sempre sofreu, como continuará sofrendo. Evolução não é você, de uma hora pra outra, passar a sugar energia vital das pessoas ou lançar feixes energéticos pelos olhos (este é muito mais maneiro). Evolução é um conjunto de adaptações que irão se somar indefinidamente. No caso do M. Tomcod, sua taxa de mutação foi alta e sua reprodução foi rápida. Então, as pressões seletivas tiveram pouca alteração sobre eles.
Lembrem-se: Um ser vivo não se adapta para poder sobreviver. Ele sobrevive porque já tinha adquirido tal capacidade. Se tirarmos extremófilos de seu habitat, possivelmente eles não sobreviveriam, em contra-partida, se estes extremófilos tiverem descendentes com alguma mutação em seu simples código genético, a pressão seletiva do ambiente ao redor selecionará aqueles que puderem sobreviver. É a Seleção Natural, como eu sempre digo.
Assim, o PCB não fez o distinto peixe evoluir. Isso está acontecendo ininterruptamente. O PCB apenas modificou como se dará tal processo naquela população em específico, evidenciando um caso de Deriva Genética.
Entendam, o PCB foi um evento aleatório. Não foi planejado por uma "Entidade Superior". Ele simplesmente foi jogado lá e neguinho deu um "que se dane". Por causa das leis da Química, o PCB agiu sobre determinadas proteínas e receptores no código genético, os quais me furtarei de explicar pormenorizadamente por 3 motivos: 1) Não é tão importante saber os detalhes; 2) Eu já passei o link da publicação; 3) É chato, complicado e não estou com saco pra ficar um tempão escrevendo sobre algo que apenas encheria linguiça.
O peixe-pokemon, portanto, é apenas uma representação mental de como o jornalista entendeu a questão, mas não foi isso que aconteceu. Reitero o fato que a Evolução é um processo contínuo e seus caminhos são tortuosos. Não se dão linearmente, mas em árvore, onde ao cortarmos um ramo, outro continuará crescendo e se bifurcando, semelhante (mas não igual) à Hidra de Lerna. Só uma pressão seletiva muito forte ou evento catastrófico faria algo devastador, a ponto de criar uma cilada ou beco sem-saída (o que já aconteceu diversas vezes).
Não devemos, entretanto, achar que encher algo/alguém de altos índices de substâncias tóxicas fará com que o ser "evolua" (evolução não significa melhoria, a propósito), adquirindo imunidade. Alterar cada gene de um corpo humano seria praticamente impossível, perante nossos conhecimentos de hoje. O estudo do referido peixe é importante, pois assim aprendemos como essas substâncias agem, além de entender melhor a genética e bioquímica de diversos seres vivos.
Por favor, jornalistas, não escrevam sobre o que não entendem. Minha tartaruga costura muito melhor do que vocês escrevem.


Gostei da forma com a qual escreveu este post.
Bem contundente, espero que as pessoas que o leiam passem a pensar mais antes de aceitar quaisquer coisas publicadas na midia. ;-)
CurtirCurtir
Lendo o artigo indexado fiquei pasmo com este PCB, Me lembrei daquele episódio da Califórnia com acidente com o hexacromo, da Empresa PG&E.
Excelente artigo.
CurtirCurtir
É. O Carlos Orsi está fazendo falta no Estadão… Muito bom ver que existe um site que corrige erros grotescos dos jornalistas. Estou até pensando em me tornar uma vez que pode escrever assim. Talvez eu tenha um desempenho melhor…
Mais uma vez o André nos salva da desinformação provocada pelo analfabetismo científico da imprensa golpista.
CurtirCurtir
Eu diria que isso não é problema de formação dos distintos jornalistas. É problema de educação básica. Qualquer zé bozó com boa formação conhece ao menos os princípios básicos (Eu disse básicos) ,da evolução. Mas os professores normais, não estão nem aí se o cara entendeu ou não os conceitos. Se ele sabe responder V ou F, já está bom. Isso em todas as matérias. Exemplo da Física em que o cara sabe calcular uma resultante de forças mas não sabe se a gravidade “puxa” pra “cima” ou pra “baixo”. Então nós temos aqui um problema de foco educacional, por que formamos técnicos, mas na hora do cara escrever ele imagina um pokemon evoluindo no meio da batalha.
CurtirCurtir
Qualquer zé bozó com boa formação conhece ao menos os princípios básicos (Eu disse básicos) ,da evolução.
Isso é o que vc pensa.
Mas os professores normais, não estão nem aí se o cara entendeu ou não os conceitos.
Tá. Vai reprovar mais e 10% dos alunos de uma turma e me diga o que vai acontecer.
CurtirCurtir
@André, 1- Eu, pelo menos, me enquadro.
2- O problema e que os professores se rendem a essa situacao.
Offtopic?
CurtirCurtir
O dia que vc depender de seu salário para se sustentar, verá que ser demitido não é uma possibilidade viável. Mas, beleza. Cada um, cada um. Se vc pode ficar sem depender de salário, é contigo mesmo.
CurtirCurtir
@marcelusmedius,
O problema, meu amigo, é que a maioria acaba vencendo: na Universidade onde eu estudava a maioria dos alunos queria passar na moleza, sem estudar praticamente nada (o maior interesse na faculdade era ficar ao redor dela, bebendo nos botecos do entorno). Quando alguns poucos professores exigiam um pouco mais, ditos alunos faziam ‘motim’ e iam reclamar com o ‘Magnífico’. O coitado do professor tinha então de se render à mediocridade ‘(dos alunos) ou pegar seu banquinho e sair de mansinho’.
Aí depois eles, formados, não conseguem passar numa prova da OAB (que exige O MÍNIMO de conhecimento necessário ao exercício da profissão) e contratam advogados (que passaram) para propor ações objetivando o registro na Ordem sem terem de se submeter ao teste.
Esse estelionato educacional ocorre em todos os níveis e a culpa geralmente é colocada só sob os ombros dos professores. Tá certo. Afinal, são eles os ÚNICOS responsáveis por essa situação, né?
CurtirCurtir
Também acho que isso é problema de educação básica. Quanto a reprovar mais de 10% de uma turma, eu tive um professor de filosofia que se importava em ensinar, teve um semestre que ele deu recuperação pra mais de 90% da turma! Claro, deu briga, os pais foram lá reclamar e tal. O que ele fez? Deu uma prova especial (que não foi certo, claro) e todo mundo passou. Mas engana-se quem acha que a prova foi moleza, todos passaram porque ficaram com medo e decidiram fazer uma coisa que não fizeram o semestre inteiro: estudar. Infelizmente no outro ano eu não vi o professor lá.
Se a profissão de jornalista é um lixo, que seja, mas que o buraco é mais em baixo é.
CurtirCurtir
Infelizmente no outro ano eu não vi o professor lá.
I rest my case.
CurtirCurtir
@marcelusmedius,
Concordo que é problema na educação.
Sabia que uma “mutação espontânea” do pokemon não poderia ser chamada de evolução, mas tinha esquecido os mecanismo da evolução até ler o artigo do senhor André.
Se eu esqueci completamente, imagina um jornalista que mais quer saber em catar informações para transformar em texto do que aprendê-las?
Boa educação é aquela que a gente nunca esquece o que aprendeu na sala de aula.
Mas como o ideal nunca é atingido e tem que caçar com gato mesmo, então… Então deveria o jornalista ter consultado um Professor de Biologia (no mínimo) para verificar os erros de informação relacionada a biologia, antes de fazer uma notícia desses.
CurtirCurtir
Então deveria o jornalista ter consultado um Professor de Biologia (no mínimo) para verificar os erros de informação relacionada a biologia, antes de fazer uma notícia desses.
EXATAMENTE!
O jornalista não é obrigado a se lembrar das aulas de Biologia do colégio. Se ele leu o artigo científico e não entendeu, ele poderia ter ligado pra USP ou pra algum professor de cursinho. Nesse artigo mesmo me bateu uma dúvida e eu perguntei a um amigo meu, como no caso do professor de matemática, onde clamwei
pelas forças escuras do Infernopela Fátima e o Renato, que entendem mais de advocacia que eu.CurtirCurtir
@ntbxp,
Outro dia vi um caso que me deixou verdadeiramente de cabelos-em-pé: o acusado era um homem de meia idade, que andava pela Rodovia Dutra (uma das mais perigosas em Sampa). Um pedestre ignorou a passarela de pedestres que distava 10m de onde ele estava e se aventurou pela estrada; o motoqueiro o atropelou. O acusado chamou socorro e ficou no local até a chegada do SAMU e policiais; o pedestre havia batido a cabeça no chão e falecido.
A perícia foi inconclusiva (não foi possível aos peritos identificar qual a velocidade dos veículos; tanto da moto quanto dos outros carros) e as testemunhas oculares não tinham visto o acidente em si, mas só o restante da movimentação.
O promotor, quando da denúncia, me sai com um argumento parecido com esse (não me lembro das exatas palavras):
Ou seja: não obstante o conhecido saber jurídico daquela autoridade, ela esqueceu que (salvo engano meu) sendo a velocidade medida sempre em função do tempo e entre um corpo em movimento e outro em repouso (ou ambos em movimento), que ele (promotor) deveria ter informado em sua peça que o acusado (no momento X) deveria ter imprimido uma velocidade menor em ‘relação a….'(ao pedestre ou aos outros veículos).
O promotor pode ser criticado por isso? Sim, pois resolveu falar de algo que não entende, ignorando uma perícia feita por especialistas. Isso vale para qualquer outra pessoa. O jornalista do portal citado pode até não ser um analfabeto funcional em ciências (como também pode ser), mas ele foi extremamente infeliz no texto que criou.
CurtirCurtir
André, esse peixe teve uma mutação semelhante a essa bactéria em Chernobyl?
http://biointerativa.com/monstros-de-chernobyl/
Já tinha visto numa revista, mas já faz alguns anos.
CurtirCurtir
@Nihil, Pelo que entendi do artigo, as mutacoes em INSETOS em Chernobyl, ocorreram em funcao da radiacao em si, diferente do caso americano que foi mutacao “natural” e a poluicao fez a selecao. O interessante do caso ucraniano e que as mutacoes sao bem visiveis, contrariando a tese da epoca de que a radiacao era “fraca”.
CurtirCurtir
Não, não. O PCB teve ação efetiva sobre as proteínas, tal qual os efeitos radioativos.
CurtirCurtir
@André, O que impede que ocorram os mesmo efeitos nos felizes habitantes da cidade de Nova York que por acaso forem expostos ao PCB?
CurtirCurtir
Temos um DNA mais complexo. O grau de toxidez impediria uma mutação rápida.
CurtirCurtir
@André, A nossa longevidade comparada a dos peixes também atrapalha, né? A rápida troca de gerações deles permitiu que surgisse peixes resistente a essa toxinas. Pelo menos é o que observei…
CurtirCurtir
@marcelusmedius, Postei o link errado. Fiz a busca por bactérias que se alimentam de radiação de Chernobyl. Li numa Super Interessante faz anos. Mas só encontrei fungos, na Internet. Aqui vai mais um:
http://www.mundogump.com.br/a-coisa-que-vive-no-interior-do-reator-de-chernobil/
Os peixes do rio Hudson me dez lembrar desses seres. Eles provavelmente eles morreriam se saírem deste ambiente hostil. Tanto peixes como os fungos.
CurtirCurtir
Uma pergunta, pra ver se eu entendi mesmo essa questão da seleção e evolução: A notícia na versão da Folha começa falando que a evolução ocorreu em 50 anos. Mas então está errado, porque na verdade a seleção natural separou que consegue sobreviver na água contaminada, e assim a espécie (de peixes no rio Hudson) evoluiu. Ou seja, não foi a evolução que durou 50 anos, foi a seleção. É isso mesmo?
CurtirCurtir
Er… não. Os 50 anos foram o prazo para evidenciar a mutação e a deriva genética.
CurtirCurtir
O artigo do estadão me fez lembrar levemente do Lamarckismo…
CurtirCurtir
Eu tentei pesquisar o que é deriva genética, mas mesmo assim não consegui entender o que seria isso.
CurtirCurtir
Ela ocorre com fatores externos agindo sobre certos genes (isso dependerá do gene e do fator). Isso faz com que as populações passem adiante aquele fator de mudança que pode ser deletéria ou agregar alguma vantagem adaptativa.
CurtirCurtir
@André, Estou lendo o livro do Richard Dawkins A grande história da evolução.
Ele é bom? Este livro do DAwkins?
CurtirCurtir
Não sei. Não li.
CurtirCurtir
Tenho uma dúvida sobre o assunto, mas creio que terei uma certa dificuldade em expressá-la. Assim, de antemão, peço desculpas se não for muito clara.
Outro dia vi um documentário de medicina que explicava o seguinte: algumas pessoas portadoras do HIV haviam sido submetidas por anos a certos remédios. Ditos remédios haviam diminuído bastante a quantidade desses vírus no organismo da pessoa, mas alguns haviam adquirido uma certa resistência.
Os médicos então encontraram uma possível solução (que, segundo aquela reportagem) estava dando certo: suspenderam a medicação desses indivíduos, de forma que, não sendo mais necessária aquela característica recém adquirida (resistência ao composto), o vírus voltava ao `tipo original`.
Lembrando que as informações supra refletem o que eu entendi da dita reportagem, minha pergunta é a seguinte: se os peixes do rio mencionado (ou as futuras gerações deles), deixassem se serem submetidos àquelas substâncias tóxicas, ‘perderão’a característica que permitiram a sobrevivência num meio tóxico? Se positivo, como isso se dará?
ET: se a pergunta implicar numa resposta muito técnica ou grande e você não tiver tempo de respondê-la eu entenderei.
Obrigada.
CurtirCurtir
Entendi perfeitamente. Isso é algo interessante: o efeito presa-predador, onde o vírus é presa de si mesmo, pois o melhor adaptado possui melhores condições de sobrevivência.
Qdo os médicos aplicam remédios, vírus (que sabemos ter altíssima taxa de mutação, pois seu DNA/RNA é simples) podem, durante a replicação, ter um trecho de seu genoma alterado. Isso pode (ou não, mas vamos só no “pode”) dar condições de resistir ao remédio. Eles terão maiores vantagens de sobreviver do que os que não possuem a mutação. Então, os mutantes acabam se espalhando pelo corpo.
Quando os médicos param abruptamente a medicação, os vírus anteriores (sem aquele fator X, digamos assim) começaram a competir por recursos (esses recursos são nossas células do sistema imunológico, o que faz o favor de nos matar) com os que tinham a mutação. Os que não tinham mutação acabavam por dominar o ambiente (aka, nós) e se alastrar. Então, os médicos bombardeiam com uma medicação mais forte e estes vírus não possuem tempo suficiente para se reproduzir, contando com a POSSIBILIDADE de ter uma mudança em seu código genético ter alguma defesa. O vírus acaba exterminado (ou quase) e o paciente acaba reagindo. Evolução é competição por recursos.
Em vias muito simples, é isso.; Espero ter ajudado. Qq coisa, é só perguntar.
CurtirCurtir
@André,
Ficou bem claro para mim, obrigada!
CurtirCurtir
André,
vi que a notícia do Estadão fala em “mutação”. Sabe se o artigo da Science realmente vai por esse caminho?
Do abstract do estudo:
“We (…) suggest that the HR population has undergone rapid evolution probably due to contaminant exposure. The mechanistic basis of resistance in a vertebrate population provides evidence of evolutionary change due to selective pressure at a single locus.”
(“Sugerimos que a população do HR passou por rápida evolução provavelmente devido à exposição a contaminantes. A base mecânica da resistência em uma população de vertebrados fornece evidência de modificação evolutiva devido a pressão seletiva em um único local”)
Veja que os próprios autores do estudo falam em “evolução”…
Não tenho acesso ao estudo completo, mas parece-me que aconteceu mesmo uma pressão evolutiva. O poluente não teria causado uma mutação, mas somente teria matado os peixes. Alguns, por acaso (e não por causa do produto químico), tinham uma mutação que os tornava imunes ao poluente, então, por essa sorte, sobreviveram e procriaram, tornando a mutação mais prevalente na população.
Como vc gosta de escrever: A seleção natural dá, a seleção natural tira :smile:
CurtirCurtir
Eu utilizaria o termo “processo evolutivo”. Uma questão de semântica. Mas note que os pesquisadores disseram que houve uma “rápida evolução/processo evolutivo” e não que a partir dali passou a haver evolução.
CurtirCurtir