Sobre o novo Código de Ética Médica

Tudo evolui com o tempo. As coisas melhoram… ou deveriam. Com relação ao Código de Ética Médica não pode ser diferente, já que o que estava em vigor até agora data de 1988, o ano que não fizemos contato nenhum, informática era coisa restrita a nichos, internet era algo inimaginável e saber quem foi o criminoso usando apenas uma gota de sangue seria apontado com algo semelhante a bruxaria. Assim, o Código de Ética Médica, que entrará em vigor amanhã (13/04) deve tratar desses assuntos Mas, o que isso significa para o mundo atual?

Só para vocês terem uma idéia, em 1988 seria pouco provável que um casal pudesse escolher o sexo do filho, afim de realizar algum sonho idiota, como se ter um bilau é mais importante para autorrealização do que a espera de um(a) filho(a) (quem usa @ com mania de prevenir sexismos inexistentes é idiota, posto que tal não existe no vernáculo). Ao médico, fica vedado interferir, mesmo quando a totalidade deste tipo de pedido (imbecil) parte dos futuros pais. Além disso, o texto veda que o médico produza seres humanos geneticamente modificados… E é aqui que começa o problema.

Eu posso conceber que é estúpido que papai e mamãe babaca queiram uma menina lindinha de cabelinhos loiros e olhinhos azuis, em detrimento de um moleque zarolho. Mas devemos lembrar que a síndrome de Down é causada pela trissomia do cromossomo 21. Quem quer ter um filho com síndrome de Down (antigamente era chamado de mongolóide, mas não podemos mais falar assim)? Isso sem falar que, bem, é uma doença séria. Alguns possuem maior ou menor grau de intensidade,mas é uma doença. Quem daria emprego a uma pessoa assim? Esse negócio de inclusão não funciona no mundo real. Uma pessoa com Down não vai se formar em Engenharia e eu duvido que qualquer um de vocês se sinta seguro ao saber que o engenheiro responsável pelo projeto do edifício onde vocês moram tem síndrome de Down. Então, qual seria a melhor resposta? Abortar ou curar geneticamente o belo espécime de Homo sapiens pronto para vir ao mundo?

O exposto no parágrafo anterior serve para qualquer doença genética, desde hemofilia até fibrose cística É justo permitir que a criança nasça assim? É humano? Não importa. O texto é claro ao dizer que os médicos não podem intervir sobre o genoma humano, exceto na terapia gênica, voltada para o tratamento de doenças. Mas isso seria o caso da referida síndrome de Down, onde não estaria mexendo com alguns genes, mas sim com um cromossomo inteiro! O texto cala-se nesse ponto. O que pode ou, melhor, até onde pode ir o médico? Eles não podem também desenvolver embriões para pesquisa, ou seres híbridos. A Ciência agradece por mais um passo atrás que algum burrocrata fê-la dar.

A Resolução poderá ser lida, na íntegra, AQUI. Não acho que está tão melhor assim, mas é melhor que se omitir. Uma coisa importante, contudo, é no respeito pela decisão do paciente, desde que não seja uma que o faça correr risco de morte. Assim, os idiotas que acham que não devem fazer transfusão de sangue, por causa de algum deus de TPM da Idade do Bronze não terão vez. Quer se matar? Pule de uma ponte, mas o médico fará de tudo para salvar sua vida. Mesmo que você, meu caro alucinado, não mereça. Se o paciente quiser ouvir uma segunda opinião, babou! O médico TEM que aceitar.

Convenhamos, médicos são seres humanos. Se vocês já leram algum livro do Robin Cook, sabe como pode haver uma coisa chamada Complexo de Deus, onde o cara se acha o tal. Médicos estão cuidando do SEU corpo e devem ouvir a VOCÊ. O Complexo de Deus não é uma doença reconhecida, mas pode ser vista em muitas ocasiões. Alguns donos de blogs são acusados disso, mas considerando que AQUI podemos, sim, fazer qualquer coisa, não há este complexo. Em suma, eu sou Deus aqui sim e quero ver alguém provar que não. nem mesmo o dragão de minha garagem ousa se opor.

Assim, o médico não pode ser sempre o senhor da situação. Como eu falei, eles são humanos, podem falhar, dar um diagnóstico errado. Logo, se você tiver dúvidas, pode consultar outro médico sim e o primeiro não poderá se opor. Nas palavras do Presidente do Conselho de Ética Médica, “não há mais espaço para médico autoritário”.

Uma coisa que eu achei perfeita foi o fim da garranchada que alguns médicos chamam de “caligrafia” (etimologicamente “grafia bonita”, o que é uma piada de mau gosto). Nada de escrever besteiras ilegíveis, onde farmacêuticos tentam entender, ou chutam qualquer remédio pra você, só por causa da venda e dane-se a sua saúde. Não, não. Ou escreve feito gente,ou terá problemas, e as pessoas DEVEM denunciar.

Sobre a eutanásia, é outra coisa fora de questão. É dito em letras bem claras: “É vedado ao médico abreviar a vida do paciente, ainda que a pedido deste ou de seu representante legal. Nos casos de doença incurável e terminal, deve o médico oferecer todos os cuidados paliativos disponíveis sem empreender ações diagnósticas ou terapêuticas inúteis ou obstinadas, levando sempre em consideração a vontade expressa do paciente ou, na sua impossibilidade, a de seu representante legal.”

Eu sou contra. Você passa uma vida de sofrimento, está ligado a 300 mil tubos, com alguns deles enfiados em partes do seu corpo que você não faz questão que estejam lá. Você SABE que vai morrer (ou não, dependendo se estiver em coma ou não). Acho que é um direito seu querer morrer com dignidade. Mas,o que é dignidade? Eu poderia tecer um livro imenso sobre isso, ou citar volumes imensos sobre o que já falaram, mas é uma questão simples. Você é um ser humano, merece ser visto como tal e não como uma planta, que te levam para o quintal em dias ensolarados e te recolhem se começar a chover. Um pouco de água aqui, adub… digo, comida ali e você vai vivendo. Para QUÊ? Por que alguém achou que você deve viver, não importa como? Isso não é presunção? Onde está o seu direito de morrer sem dor, sem sofrimento, tanto para você, como para os familiares que estiveram assistindo a um circo de horrores, enquanto você está entubado e dormindo um sono sem sonhos, muitas vezes sabendo mal e porcamente o que se passa?

O novo texto então é um lixo? Não, muito pelo contrário. Ele deixou de fazer vistas grossas para algumas coisas, entrou no terceiro milênio para outras e, melhor, começou um debate. A melhor ideia é que este código seja revisto a cada cinco anos, o que eu duvido que venha acontecer. Mas as pessoas têm que estar cientes do que elas têm ou não têm o direito, o que o médico pode ou não pode fazer. |Por enquanto, é o melhor que se pôde fazer. Ainda não estamos perto de termos um nascimento com dignidade, uma vida de dignidade e uma morte com dignidade. No futuro? Bem, quem pode dizer o que o futuro aguarda para nós?


Fonte: UOL Notícias

22 comentários em “Sobre o novo Código de Ética Médica

      1. Seja o que for. Mas, enfim, não vou argumentar sobre o assunto, até porque não vai adiantar.

        Uns consideram uma inovação promissora em termos de igualdade. Outros são mais céticos. Outros, por sua vez, taxam a questão de idiota e “cabou-se”.

  1. Boa… Infelizmente as paranóias dos seres humanos acabam atrasando a ciência em bilhoes de anos e causam vergonha alheia até em quem crê em Deus (tipo Eu).

    Sou a favor da eutanásia, da pena de morte e de outras coisas que a Igreja condena, mas que para a sociedade seria bom ;)

  2. Demais, temos dois casos* recentes sobre eutanásia na Inglaterra que para mim, deveriam ter sido pelo menos colocados em discussão, mas, algum gênio como o Bispo de Olinda deve prontamente estar lutando pelo nosso direito a vida em coma.

    * eu não lembro os nomes, mas o primeiro foi da menininha que conseguiu o direito de não ser mais tratada e morrer, depois de anos de luta contra o cancer que terminaram por destruir o seu coração e o do jornalista que confessou ter matado o próprio companheiro na cama do hospital a pedido deste. Após tambem um longo e arduo tratamento.

  3. É lógico que todo pai ou mãe deseja ter um filho com saúde e que a natureza seja extremamente generosa com o mesmo em termos de beleza e tudo mais… tenho uma Sophia e sempre tive e tenho pensamento cartesiano positivo em relação a ela.
    E, no ano passado, tava com meu pai internado com um puta tumor no cérebro em Beagá, a junta médica me disse que poderia esticar os dias vegetativos dele se o entubasse…Porra! Ele não era uma gaita de fole escocesa. Aí resolvi deixa lo do meu lado, sentindo sua respiração diminuir simultaneamente com sua temperatura corporal. Não to arrependido e sei que foi a decisão certa, tudo isto sendo vigiado por uma merda duma estátua de uma tal de Nossa Senhora da Misericórdia, rs, que merda!

  4. A esperança de manter alguém no estado vegetativo ou de coma vivo é o que chama de “milagre” – por algum desastre do universo o cara volta ao normal…

    Também a questão da eficiência da pena de morte – pena de morte reduz o crime?
    Acho que prisão perpétua sim, reduz.

    Mas imagine o caso de um inocente ser condenado a morte por erro da justiça…
    Enfim, acho que tah aberto a discussão e que qualquer decisão agora seria precipitada!

    Enfim… o debate continua! Degrau após degrau – um dia chegaremos ao topo!

    1. @rabelo43,

      Corrigindo: A esperança se mantém viva por poder acontecer um “milagre”.

      Adicionando: E se o criminoso decide não ser mais criminoso? (chance pequena, mas existe). – mais debate à vista!

  5. Sobre o estado terminal darei um exemplo do Deus médico.
    Minha mãe, em coma há 15 dias ,depois de 4 meses sem comer nada,devido ao câncer,fazia um grande ruído ao respirar,parecia que gemia.Quando perdeu o apetite e soube da doença, ela recusou receber comida por tubos até ao estômago,passando pelas narinas.Disse que preferia morrer.O médico virou-se e me disse: quando ela estiver mais fraca a gente coloca. Eu disse que não,que repeitaríamos a vontade dela.Então, o jeito foi ficar no soro.Mas ela havia dito também, que só não queria sentir dor.Lamentou muito,não chorou ,e pediu que a dessem muita morfina para quando ela acordasse morresse.
    O deus não dava toda a dose porque eu a escutava geme e, por mais que eu pedia ele não dava.Por que?Senão ela morreria! Mostrei o soro e peguntei e isso é vida?Ela ia ficando cada vez mias inchada e o soro saia pelos furos de agulhas nos braços.Queria entender o processo e perguntei, a um deuzinho de plantão, porque ela inchava.Ele me perguntou se eu acreditava em Deus.Como eu disse que não,ele retrucou: mas até eu que sou médico acredito e a Sra. não?Sua mãe deve ter feito algo muito ruim na vida para estar aqui sofrendo assim.Não cheira a espiritismo?
    Só no dia seguinte, o Deusão chefe me explicou. É que já não havia albumina e sangue para segurar o soro na veia.Quando levantei o rosto dela, que estava de lado, foi que vi que ela era uma caveira ,com água, pele e osso.
    Não prcesisava disso .Ainda consciente, ela chutou a camisola e o lençol (estavamos no verão),devia estar muito quente toda aquela água!.Ela já não conseguia forças para caminhar na fisioterapia e não queria tomar banho, então falava: deixa para me dar banho depois que eu morrer! Nos últimos dias, quando a viraram de lado para dar o banho,toda a testa suou,e ela gemeu de muita dor.Na funerária foi que vi que as costelas dela ,do lado direito deveriam ter se quebrado porque o tronco estava mais baixo desse lado.
    Posso parecer paranóica ,mas acho que, como não quis que a entubassem para levar comida ao estomago, deixaram-na em excesso no soro.Ela ficou do tamanho de dois Jô soares! Para enterrar tivemos de mandar tirar a água.
    Pelo menos, enquanto consciente,na cama do hospital, conversamos muito sobre se haveria vida após a morte,se haveria um paraiso e ela dizia: não sei,não sei.E eu pedia: se houver, venha me contar!! Ainda bem que um médico tanatologista me disse que contasse a ela ,que tanto queria saber,de qual doença estava morrendo.
    Havia uma crente, aqui do lado de casa, que perguntava se ela queria a palavra de Jesus e ela me fazia sinal que não queria. Afinal,uma mãe de 9 filhos,viúva,costureira e vários filhos com curso superior e lindos netos,não precisou de religião!Engraçado que antes ela rezava quando chovia forte,e quando jovem seguia procissão, em Belo horizonte,!!
    Desculpem-me o enorme texto ,mas acho que tem a ver com o site como um todo.

  6. Sabendo que o filho que espero, tem síndrome de down, eu abortaria naquelas clínicas mais classe média/alta do RJ. André se for proibido publicar isso,favor apagar para mim.
    Parabéns pelo artigo,você escreve de forma que fica tudo muito gostoso de ler!!!
    Abraços!!!

  7. Saudações, pessoal…
    Sendo franco, eu acho vulgar tomar a decisão “altruísta” só na hora do ponto-sem-retorno. Estou falando da eutanásia. Eu só apelaria para essa opção depois de ter avisado a pessoa ou cuidado dela, muitos anos antes de ela entrar no estado deplorável [aconselhando a não beber hediondamente, não dirigir a 200 km/h em rodovia de bairro, não virar adestrador amador de pit bull, etc.]; e anos após a tal situação problemática, após estudar meios científicos/médicos de salvá-la.
    Obrigado pelo documento do Novo Código de Ética!
    Existe um filme, extraído de uma ocorrência real, sobre os pais de um garoto que desenvolveu uma doença neurológica grave, e que estudaram obstinadamente para obterem-lhe a cura. O pai dele virou Doutor Honoris Causa. “Óleo de Lourenzo”. Eu faria isso, e aposto que logo conseguiria, pois artigos científicos transbordam sobre qualquer área de estudo da Medicina na internet. Pesquisar para salvar vidas, hoje, é muito mais fácil que em 1988.

    1. Eu só apelaria para essa opção depois de ter avisado a pessoa ou cuidado dela, muitos anos antes de ela entrar no estado deplorável [aconselhando a não beber hediondamente, não dirigir a 200 km/h em rodovia de bairro, não virar adestrador amador de pit bull, etc.]; e anos após a tal situação problemática, após estudar meios científicos/médicos de salvá-la.

      Isso inclui doenças graves que não foram acarretadas por dirigir a 200 km/h?

      Existe um filme, extraído de uma ocorrência real, sobre os pais de um garoto que desenvolveu uma doença neurológica grave, e que estudaram obstinadamente para obterem-lhe a cura. O pai dele virou Doutor Honoris Causa. “Óleo de Lourenzo”. Eu faria isso, e aposto que logo conseguiria, pois artigos científicos transbordam sobre qualquer área de estudo da Medicina na internet. Pesquisar para salvar vidas, hoje, é muito mais fácil que em 1988.

      Entendi. Todas as pessoas que morrem de forma lamentavelmente sofredora todos os dias são vítimas de pais que não foram pesquisar pela saúde ou de médicos incompetentes (muito provavelmente estão na folha de pagamento das companhias farmacêuticas).

      Uma sugestão: Já que vc tem tanta confiança em si mesmo para ter a certeza que acharia a cura de certas doenças, pq não vai na FIOCRUZ e pleiteia uma vaga de pesquisador?

    2. Renan,

      Oi.

      O que voce disse me soa muito parecido a alguns argumentos religiosos. Veja a semelhança:

      – Fulano foi estúpido; bebeu demais, fumou e dirigiu a 200 km/h. Se ele está sofrendo agora numa cama, a culpa é dele

      – Fulano toi estúpido; pecador contumaz que não aceitou jesus. Se ele está sofrendo numa cama, a culpa é dele.

      Se uma pessoa foi estúpida, então ela merece que, por egoísmo,obriguem-na a continuar vivendo? Se uma pessoa foi estúpida, ela que sofra numa cama, pq aqui nesse país suicídio assistido é crime.

      Isso é de um egoísmo sem tamanho, uma falta de empatia e misecricórdia atroz.Minha prima teve câncer no cérebro e morreu aos 40 anos. Todos na minha família sofremos horrivelmente com a morte de uma moça até então jovem, bonita, feliz e cheia de vida. Mas agora, olhando friamento, sinto-me aliviada, pois seria bem pior vê-la sofrer, vê-la definhando.

      Aceitamos suicídio assistido com cães e, ainda que com lágrimas nos olhos, o fazemos para abreviar o sofrimento de nosso amigo; mas nos recusamos a ter a mesma misericórdia com um ser humano.

      Tudo pq temos medo da sanção penal que virá. E sanção penal imposta por quem? Por uma sociedade, que se deixa levar por valores medievais que classificam o suicídio como pecado imperdoável e aquele que auxilia tal prática como homicida. A sociedade faz com que esses valores se traduzam em leis por egoísmo duplo: por obrigarem outros a aderirem compulsoriamente a tais valores e por medo de eventuais conseqüências daninhas que a descriminalização da prática (suicídio assistido) pode causar a si mesmas (teorias conspiracionistas imbecis: ‘se autorizarem o suicídio assistido, logo abreviarão as vidas de pessoas não terminais para usarem os órgãos e blá-blá-blá’).

      Imagino se minha filha tivesse uma doença terminal e eu ficasse lutando para que ela vivesse, apesar de saber que a vida dela (essa sobrevida) seria miserável e sem sentido; capaz de me darem uma medalha, mesmo que essa minha ‘escolha por lutar pela vida dela’ tornasse tal vida miserável e sofrida.

      Outro dia discutia com algumas pessoas a questão do feto anencéfalo; alguns, aludindo àquele bebê que viveu 6 meses sem cérebro, se posicionaram contra. Queria ver se fosse com eles; todo mundo chama pessoas com algum defeito físico de ‘especiais’, mas, curioso, ninguém quer uma criança ‘especial'(veja as estatísticas de adoções). Queria ver se tais pessoas fossem obrigadas a gerar em seus ventres uma criança que saberiam que iria morrer. É bem fácil defender um dado comportamento quando não é sobre seus ombros que recairá o fardo da adoção desse comportamento.

      1. @Fátima, me perguntou se a Terry Schiavo gostou dos seus últimos 15 anos de vida. Eu mesmo preferia morrer a viver como vegetal indefinidamente por xx anos.

        Eu defendo sim o direito de morrer. Por inúmeros motivos: abreviar o sofrimento; cortar despesas hospitalares; não dar trabalho a familiares… Penso em tudo isso. Mas não, como o ser humano é egoísta. Não interessa como, tem que viver, ainda que estado vegetativo e irreversível. Afinal um musgo ou um cogumelo são formas de vida, né?

        1. A divisão judiciária do Cet.net enviou-me um artigo sobre os aspectos jurídicos do suicídio. Achei muito engraçado a menção que não se pune a pessoa que tenta suicídio, pois isso faria com que a pessoa entrasse em depressão e tentasse de novo. Me lembrei de uma esquete de um programa humorístico (não lembro qual, faz muito tempo), onde o cara ia se matar e a polícia chegou. O puliça pede pelos documentos de autorização e o suicida diz que não tem. O meganha o prende e diz que a pena para tentar suicídio era pena de morte e manda levarem o cara. Este é arrastado dizendo: “NÃO! NÃO! POR FAVOOOOOOOOOOOOR”

          1. @André, HAHAHAHAHA! De repente o modo que a pessoa é executada não é como ele gostaria de morrer :P Afinal uma queda de grande altura mata mais rápido do a forca ou cadeira-elétrica. Bem, por aqui mesmo ouvi dizer que tem gente que se mata através de inalação de CO2. Eles se trancam no carro e queimam um pedaço de carvão numa espécie de mini-incinerador. Morte extremamente lenta. Aqui a policia vive pegando esse tipo de gente que acabam sendo levados para clinicas mentais. Mas nunca vi se eles voltam a tentar o suicídio, mas vendo os números acho que sim…

          2. Uma vez eu tava com meu irmão e tirei uma dessas canetas-laser (leizer pointe mai és) do bolso. Ele perguntou o que eu ia fazer e eu respondi que ia apontar no peito do meganha que tava do outro lado da rua. Sua expressão de pânico foi a coisa mais engraçada do dia. :D

          3. @André, Eu já fui vítima dessa brincadeira no Brasil :P Num dos prédios da minha cidade alguém que estava na varanda (talvez do sétimo ou oitavo andar) me apontou com essa caneta. Sai correndo feito louco. Tinha uns dez anos. No dia seguinte descobri que um colega do meu irmão. Quis esganá-lo. :evil: :P

  8. Olá,
    Fátima, sinto muito pela sua prima, até porque há tratamento eficaz para câncer no cérebro ;D [Jigsaw, de Jogos Mortais, você usou todo seu vigor mental pra vingança em vez de pesquisar no CAPES; só lamento!]
    Chama-se Dicloroacetado de Sódio, que possui mecanismo bioquímico conhecido desde 2007, e vem sido testado há 7 décadas. O único inconveniente é que NÃO PODE SER PATENTEADO; daí, as pessoas só ouvem falar na quimioterapia, que funciona mais contra do que a favor. O Dicloroacetato é uma droga que regula a mitocôndria da célula cancerosa, levando-a à morte programada, não afetando outros tecidos.
    Desculpem-me pela incongruência do outro post. Minha intenção foi expressar que eu investiria mais em prevenção, mas não vetaria o direito da pessoa se desconectar do suplício… Só alerto que a Ciência Médica possui soluções [não digo “líquidos”] deslumbrantes, mas que, para acessá-las, é preciso se informar bastante.
    Não acredito em instituições voltadas ao lucro, como a Fiocruz, que vende o curso de Homeopatia, André! Homeopatia!!!!
    A indústria farmacêutica é outra desgraça.
    Os grandes cientistas são movidos pela descoberta em si, não pela recompensa.
    Mas os médicos não podem ter esse mesmo luxo de esperar a descoberta; eles precisam salvar a vida humana, e foram instruídos para o salvamento heróico desde que entraram na faculdade.

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