Está decidido: Realmente foi um meteoro que extinguiu os dinossauros

Até agora havia uma certa dúvida sobre o tema, mas ao que parece, os cientistas chegaram a um consenso: a extinção dos dinossauros foi causada por um gigantesco asteróide que caiu na Terra. Cientistas responsáveis pela maior revisão dos estudos sobre a extinção dos dinossauros afirmam que podem confirmar que este impacto, na região do México, teria sido responsável pelo desaparecimento dos animais, há 65 milhões de anos. Há 30 anos, a teoria domina os estudos sobre os dinossauros, mas permanecia sem confirmação, com alguns especialistas afirmando que a extinção poderia ter sido causada por uma erupção vulcânica na Índia. Entretanto, uma revisão de 20 anos de estudos sobre o assunto realizada por um grupo de 41 cientistas de 12 países sugere que há provas suficientes não apenas para apoiar a teoria do asteróide, mas para descartar outras teorias vigentes sobre a extinção dos animais.

A revisão, publicada na Science, sugere que o asteroide tinha dez mil metros de diâmetro e atingiu a Terra a uma velocidade de cerca de 20 quilômetros por segundo. O impacto teria ocorrido na região da península de Yucatán e teria liberado um milhão de vezes mais energia do que qualquer bomba atômica testada. Dados analisados de imagens de satélite indicam que a cratera de Chicxulub, que tem 200 quilômetros de diâmetro, seria o local exato do impacto.

Segundo os pesquisadores, o impacto liberou grandes quantidades de água, poeira, gases e partículas de carboneto e fuligem, o que teria causado um bloqueio da luz solar e o consequente esfriamento da Terra. Sem luz, as plantas não tinham como fazer fotossíntese e os animais herbívoros começaram a morrer. Os carnívoros ainda puderam se alimentar dos defuntos, mas logo a carne excedente estragaria e a fome foi a segunda arma de destruição em massa. O impacto varreu o planeta com uma grande quantidade de energia, causando incêndios e maremotos. Ainda de acordo com os cientistas, a grande quantidade de enxofre liberada pela colisão contribuiu para a formação de chuvas ácidas na terra e nos oceanos e também teria tido um efeito na queda de temperatura. Inferno é algo simplista para se descrever o evento.

“O impacto de Chicxulub foi uma perturbação extremamente rápida dos ecossistemas da Terra, numa escala maior do que qualquer outro impacto conhecido desde que a vida surgiu na Terra”, disse Sean Gullick, um dos autores do estudo. Segundo o geólogo marinho Tim Bralower, da Universidade de Penn, que participou do estudo, “o impacto causou um tsunami muitas vezes maior do que a onda que se formou no Oceano Índico e atingiu a Indonésia em dezembro de 2004”.

De acordo com os cientistas, além de ter provocado a extinção dos dinossauros, a colisão causou o desaparecimento de cerca de 70% de todas as espécies que habitavam a Terra na época. O estudo sugere que um dos argumentos mais fortes que apóiam a teoria, além da escala do impacto do asteroide no solo terrestre, seria uma camada de argila encontrada em diversas amostras do solo do período Cretáceo e Paleogeno e estudada desde 1980 após ter sido descoberta pelo geofísico Luiz Alvarez.

Essa camada é rica em um elemento chamado de irídio, abundante em asteroides e cometas, mas dificilmente encontrado em grandes concentrações na superfície da Terra. Além disso, a camada ainda possui uma faixa de cerca de um metro onde não há fósseis de dinossauros ou de outros animais, o que poderia indicar um desaparecimento repentino. Segundo os cientistas, essa camada de argila é encontrada em todos os sítios com amostras da fronteira entre os períodos Cretáceo e Paleogeno no mundo, o que demonstra que o fenômeno foi “realmente global”.

De acordo com o estudo, nenhuma outra teoria existente sobre o fim dos dinossauros remete à extinção em massa de espécies entre esses dois períodos de maneira tão global quanto a do impacto do asteroide ou apresenta mecanismos para explicar como houve uma mudança biótica tão abrupta.

“Combinando todos os dados disponíveis de diferentes disciplinas científicas nos levam a concluir que o impacto de um asteroide há 65 milhões de anos no que hoje é o México foi a principal causa de extinções massivas”, disse Peter Schulte, que liderou o estudo. Segundo ele, apesar das provas, dificilmente a discussão sobre o desaparecimento dos animais será interrompida pelo resultado dessa revisão.

“Nós desenvolvemos um caso forte, mas as discussões vão continuar. Eu acredito que isso é basicamente ciência e nunca podemos dizer nunca”, afirmou.


Fonte: BBC Brasil

13 comentários em “Está decidido: Realmente foi um meteoro que extinguiu os dinossauros

  1. É, pelo visto, parece q agora conseguiram se decidir mesmo.

    Mas com certeza daqui a pouco aparece alguém dizendo: Foi Deus q enviou o tal meteoro, pq enjoou de encher a terra de água.

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  2. Isso selou o caixão de nossos amigos répteis grandalhões, mas por outro lado ajudou a nós, mamíferos. Evolucionismo é assim mesmo…

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  3. Uma perguntinha aos frequentadores do blog:

    Vcs conheceram algum religioso que baseado nos nossos comentários embasados em evidência e amparados pela ciência deu o braço a torcer? Como por exemplo o estudo dos dinossauros? Ou sempre ficam tentando justificar com falácias e pregações….

    um abraço…..

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    1. @wilianbc,
      ISSO NÃO ESTA CORRETO.
      H á tambem associação entre impactos e vulcanismo em outros planetas como Mercurio, onde o impacto afeta a parte oposta pois tal impacto geraria ondas que se encontrariam exatamente no extremo oposto da esfera do globo do planeta. São observados impactos na lua, Marte, Saturno e outros planetas do sistema solar que mostram ter sido simultâneos em todos os planetas.Na Terra são reconhecidos mais de 200 impactos. Um grande impacto precisa das consequencias, precisa de ondas, calor, ventos, sedimentação, transporte, erosão, diaclasamento, brocas gigantescas de aguas rápidas carregando rochas e formando vales secos como vemos em Scablands, e tantos lugares onde sobram apenas montes testemunhos destas imensas atividades erosivas, precisa de um modelo de tectonicas rápido capaz de afastar continentes sem dar tanto tempo para erosões e deformações em grandes escalas, precisa de coisas que rachem e afastem grandes e abrangentes continentes, precisa até de fissuras rápidas e gigantescas na litosfera, com certeza precisa de grandes provincias igneas (LPIs), onde mais transgressões marinhas gigantescas e regressões imensas oscilam…e estas precisam de fossilização, de extinção em massa, de ecossistemas incompletos pela segregação que uma catastrofe faz de vegetais pra lá, animais pra outro canto, ou pra camadas diferentes…varios impactos precisam muito mais…o fanerozoico precisa tambem de tudo isso, em tempo rapido, catastrofico, para se montar a harmonia do quebra-cabeças, do quebra-quebra no qual participou a terra.
      A datação radiométrica (milhões de anos) não se harmoniza com taxas de sedimentação. Fanerozoico tem 95% dos seres vivos extintos, nos levando a concluir que somente uma desgraça subta e repentina que aconteceu no fanerozoico até o fim do terciário, nada mais que desgraça e morte , isso implica em altas taxas erosivas e sedimentares que implica em pequeno período formador. Teria que ser mesmo, caso contrário não se preservaria tanto e com tão bom estado de preservação (uma bom percentual).
      Uma questão que me parece um absurdo na geologia convencional é a associação de impactos a extinção em massas sem que afete ao tempo da formação das mesmas camadas onde os animais extintos em massa se encontram fossilizados, ou seja, a existencia de toneladas de fosseis nas camadas do cambriano até as pretéritas as atuais exigem uma explicação catastrofica, rapida, que justamente as marcas de grandes impactos podem fornecer, mas mesmo assim, os impactos parecem não deixar rastros sedimentares e nem fossilização rápida DEVIDO A TRADIÇÃO GEOLOGICA ATUAL, resultando numa especie de afastamento dos efeitos dos impactos para formarem os fosseis e as camadas sedimentares que os contem, PELAS IDEIAS ANTIGAS UNIFORMITARIANISTAS E DARWINISTAS DE HISTORIAMENTO DA VIDA NA TERRA POR INTERVALOS DE GRANDE TEMPO.Compreendemos estas falhas para a época de Darwin ou até décadas atrás, mas estamos vivenciando uma geologia conciente dos astroblemas nos ultimos 30 anos, que sistematicamente se nega a aplicá-los na formação sedimentar do fanerozoico.
      Nos perguntamos como que um evento que acontece como o K-T no méxico , indicando a possibilidade de extinção em massa do permiano, mata, destrói, e a camada ao redor de grande circunferência que ele produziu com suas ondas/marés de 300 metros de altura contendo rochas incandescentes sumiu no atualismo gradual de formação sedimentar ? E as LPIs formadas? e o tectonismo gerado? E as camadas erodidas e formadas? E o efeito dominó da desgraça sobre desgraça, morte súbita sobre morte súbita, sem contar que foram vários eventos meteóricos até maiores que o chicchulub! Sem contar os imensos asteróides que colidiram com a terra e foram escondidos pelo mar e pelas LPIs formadas. Simplesmente o fanerozoico se satisfaz , ou se forma, ou se explica em suas diversas caracterizações, logo, se formou rapidamente pois qualquer espaço de tempo a mais requereria o que ele contém apenas no quaternário.

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        1. @André,
          Quem é Sodre? É mais fácil ele copiar de mim. Meus estudos são orientados pelo Dr. Nahor Neves Souza Junior.( Obras: Feições lito- Estrutura de interesse geológico em maciços basálticos, universidade de SP, junho de 1986; O entablamento em derrames basálticos da bacia do panamá- aspecto genéticas e caracterização geotécnicas, universidade de SP junho de 1992 )

          Registros fosseis encontrados em vários continentes, extintos na mesma época e que fazem parte da mesma coluna geológica, espalhada por milhares de quilômetros, só podem ser sinais de uma catástrofe de grande escala.

          O que me deixa com duvida André é que os cientistas e geólogos evolucionistas não tem uma resposta para isso.
          Outra coisa, até 1980, não se acreditava em extinção em massa por meteoritos, e os geólogos se baseava nas teorias de Darwin para harmonizar suas próprias teorias, quando encontraram sinais de grandes impactos mudaram seus discursos, mais ainda tentando sustentar o evolucionismo de milhões de anos. Por que eles não dizem que a formação do carvão por exemplo não precisa de milhões de anos e sim de alguns meses com alta pressão e aquecimento da água ou argila que cobriu os vegetais, que foram comprimidos e amontoados em um só lugar? (daqui a pouco vão dizer que foram os dinossauros que amontoaram ao vegetais ) por que não revelam também que para calcular a idade de um componente orgânico (ossos, madeira etc.) se calcula o a idade pelo carbono 14, que alcança no Maximo 5700 a 5800 mil anos, sendo impossível calcular a idade de organismos mesmo que fossilizados em milhões de anos? Na realidade eles calculam a idade do mineral e não do fóssil.
          Outro duvida que tenho é que os cientistas e geólogos atuais trabalham mais no campo filosófico do que no campo cientifico.
          BIOLOGIA, CIENCIA UNICA (Filosofia da Biologia) Ernst Mayr 1904 – 2005 um dos maiores cientistas evolucionistas, diz o seguinte:
          ? Filosofia da ciência tradicional (convencional)
          tem pouco ou nada a ver com a biologia histórica
          ? Nenhum princípio da biologia histórica jamais
          poderá ser reduzido às leis da Física ou da
          Química
          ? A frase “Nada em Biologia faz sentido a não ser
          à luz da evolução” (Dobzhansky), está correta
          Apenas para a biologia histórica

          ? Biologia Funcional (Ciências Naturais):
          • A experimentação é freqüentemente utilizada
          ? Biologia Histórica (Biologia Evolucionista):
          • A experimentação não é apropriada
          • Equivale a narrativas hipotéticas
          • Utilizam-se cenários imaginários
          • Seleção natural, filogenia, especiação, etc.,
          são conceitos e não leis naturais .
          Então eu pergunto André por que usar cenários imaginários para comprovar uma teoria? Ciência não está firmada em experimentos científicos? Por que usar filosofia ao invés de ciência?

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  4. @ Antonio Benaion

    A minha curiosidade bate na tecla da pessoa religiosa geralmente refutar toda a explicação e nem sequer dar oportunidade para uma possível investigação, busca por informação ou esclarecimento. Em alguns post de outros assuntos percebi apenas uma moça que começava a esboçar uma certa dúvida e não recorria para as tradicionais pregações e ameaças….. meu patrício, rsrs! :smile: :mrgreen:

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  5. 20 quilometros por segundo? 10 mil metros de diâmetro? CARAMBA, realmente inferno seria simplório demais para os efeitos dessa colisão.

    Embora na ciência nunca haja um ponto final nas teorias (até que surja nova prova de algo), esse argumento é bastante forte para a extinção dos dinossauros. Não foi a causa definitiva, mas a principal :3

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