Se não existisse religião, não existiriam fanáticos?

Quem não segue uma religião tem o costume de culpar os religiosos por atitudes estúpidas, violentas e de culpá-los pelos males do mundo, mas e se não existisse religião?

A gente vê que o fanatismo religioso é mais do que destacável no mundo todo e que os males que a religião trouxe a sociedade são grandes e que por causa dela foram criadas guerras, inquisições e outros grandes problemas com a humanidade, mas isso é culpa só da religião?

Vamos pegar um outro grupo: Os torcedores. Existem torcedores que se dão muito bem uns com os outros e mesmo palmeirenses e corintianos conseguem conviver em harmonia em grande parte do tempo. Acontece que existem outros torcedores dos mesmos times que não toleram torcedores de outros times.

Vejam o caso dos torcedores do Coritiba, que depredaram a cidade por que seu time não tinha ganho o jogo. Seria culpa da religião deles? Creio que não.

Acontece que estes torcedores não são muito diferentes dos islâmicos do Oriente Médio, só que no caso, eles se revoltam com o fato de você não acreditar em Deus ou de seguir uma outra doutrina religiosa. Se essas pessoas não seguissem o Islã, será que elas deixariam de ser violentas? Ou passariam a tomar uma opinião sobre outro assunto?

O problema das religiões é que existem pessoas que não sabem seguir aquilo  sem encher o saco dos outros. Minha quase esposa é evangélica, mas não tenta me levar para a Igreja e pagar o dízimo para o pastor. Ela vai a Igreja para ouvir a palavra de Deus e para se socializar.

Enquanto isso, eu tinha um tio (RIP) que foi “salvo” pela igreja dele. Ele era alcoólatra e quando bebia era um chato. Quando se converteu ficou ainda mais chato e só falava de religião. Que ele estava “Salvo” e as outras  pessoas não, enfim, todo aquele mimimi de Crente Novo que todo mundo já conhece.

Dois casos absolutamente distintos. Bom, eu sou São Paulino não praticante e se me perguntarem o resultado do último jogo eu não sei. Fato. Então será que eu sou igual aqueles torcedores do São Paulo que entraram em confronto com os Palmeirenses?

Mas Guz, então é só abolir o Futebol também.

Ah, não é bem assim. Aqui no Nordeste existem brigas de torcidas por causa de política, por exemplo. Aí no Sudeste existe os Skinheads, os Neo Nazistas e outras gangues que querem “Acabar com os Inferiores”, em outros países existem outros tipos de fanáticos (Greenpeace, alguém?) e até na área de Informática existem os fanáticos pelo Free Software ou pelo seu navegador preferido.

Então fica a pergunta: Será que os problemas do Oriente Médio são culpa das Religiões?

19 comentários em “Se não existisse religião, não existiriam fanáticos?

  1. A culpa é da mente humana, que é fruto de um processo não-projetado, e que carrega um monte de defeitos de raciocínio.

    O agravante é que tem muita gente que não tá a fim de evoluir, e se abraça na sua própia estupidez – possível motivo de a “mente religiosa/fanática” existir ainda hoje.

  2. É, a unica diferença é que as religiões têm um monte de véu protetor em volta. O que o brasil tem de tolerancia religiosa, tem de intolerancia futebolistica. kkk…
    E concordo com o amigo acima, é mais uma evidencia da imperfeição do raciocinio do ser humano devido a falta de designer inteligente

  3. Não creio q seja td culpa da religião, mas ela tem o problema de q ela manda matar…
    Os outros grupos, como os de torcedores fazem pq deu na telha, ñ pq foram ensinados…

  4. “Se não existisse religião, não existiriam fanáticos?”

    Não existiriam fanáticos religiosos.

    A conclusão óbvia que se tem é que todo fanatismo não é saudável.

    Falando de religião, uma coisa sempre me deixou curioso.

    As pessoas vivem dizendo que deus existe, que para ele nada é impossível e que ele faz milagres.

    Só vejo relatos de curas que na verdade o próprio organismo se curou, mas que as pessoas cismam que foi deus.

    Eu nunca vi (nem verei) relato seja de igreja ou de alguém dizendo (e me provando) que um amputado teve seu membro de volta (não vale casos de reimplante).

    1. Uma coisa é interessante de se notar..
      .
      Os crentes so falam de “curas”, “milagres” e “livramentos”… sem nenhuma evidencia, sem nenhuma prova, sem nenhuma comprovacao.. nada de nada..
      .
      Mas qdo falam nisso, percebe-se que se agarram à vida que possuem com todas as suas forças, e tentam adiar ao maximo possivel a morte que inevitavelmente chegara.
      .
      Porque sera ? Nao querem ir ao “paraiso” ? Ja que eles tem tanta conviccao de que irao para la, porque nao deixam a natureza seguir seu curso natural, em vez de gritarem por curas e milagres ?
      .
      Para mim, qdo falam nessas coisas, me cheira que no fim, realmente nao acreditam na hipotese de uma “vida pos-morte” e estao com muitos pés atras.

      1. @Abbadon, Pois é Abbadon. Eu acho até que eles tinham que dar uma festa de arromba quando alguém morre, pois segundo eles, a pessoa foi para um lugar bem melhor..rs. Porque será que em vez de dar uma festa eles ficam tão tristes? rs. Acho que sei a resposta. No fundo, a fé deles não é tão forte assim e eles sabem que quem morre não vai a paraíso algum..rs.

  5. Concordo com que se nao existice religiao o fanatismo por ela seria substituido por outro tipo de fanatismo. Mas isso nao ocorreria com todos.

    Se fosemos educados deste a infancia á nao ter atos de fanatismo e intolerancia com certerteza viveriamos melhor.

  6. Todo aquele que mata em nome de Deus está admitindo que seu Deus é uma bosta impotente. :twisted:

    Existe uma grande diferença entre o fanatismo religioso e os outros tipos de fanatismo:

    1) O fanático religioso geralmente acredita que suas ações vão ser recompensadas após a morte, numa espécie de paraíso.

    2) O fanático religioso geralmente acredita ser um soldado de Deus, que tem ordens divinas (vindas do livro “sagrado”). Não importa a ordem, ele tentará cumprir, sob pena de ser punido eternamente se não fizer.

    3) O fanático religioso “sabe” que nada na vida terrena tem qualquer valor, se comparado com a eternidade vindoura.

    4) Ao contrário das torcidas de futebol, as religiões são bem mais numerosas. Por exemplo, a torcida do flamengo (a maior do mundo) tem uns 33 milhões ade adeptos, o que não chega a 2% da população cristã no mundo.

    5) Guerras (de verdade) não são proclamadas em nome de times.

    6) Pessoas que estão longe dos estádios raramente sofrem os efeitos da burrice dos torcedores. Na religião, isso não é verdade, uma vez que nunca estamos suficientemente longe dos estádios da fé. :shock:

  7. Permitam-me expor minha opinião. O cet.net já é um site que acesso diariamente há um bom tempo (anos), mas acabo de me registrar para um primeiro comentário.

    Creio que o autor não seguiu por um bom caminho no decorrer do texto. Acho que nunca vi – embora aceito que alguém já tenha ouvido – alguém dizer que a religião é causa de todo fanatismo existente nem de todos os males da humanidade.

    Para mim o ateísmo não me fez me tornar uma pessoa melhor e menos “má”. Normalmente o que acontece, e aconteceu comigo, foi que minha crença veio como consequência do que eu havia me tornado ou pensava me tornar.

    Uma pessoa que se torna mais cética tem uma “chance” bem maior de se tornar atéia, mas não creio que exista alguém que se torne atéia ou “sem religião” por consequência se torne cética.

    O que quero dizer com isso? Pesquise estas pessoas que apresentam estes comportamentos fanáticos fora da religião e verifique que elas possivelmente serão pessoas religiosas. Podem até não ser fanáticas na religião, mas são religiosas.

    Não sei, talvez isto aconteça pelo fato de o ateísmo não existir sozinho numa pessoa. Normalmente vem atrelado à outros -ismos, como o humanismo, racionalismo, secularismo, etc.. Até por isso não gosto muito de pessoas que se denominam isso ou aquilo. “Eu sou ateu”. Ou “eu sou palmeirense”, na tentativa de se identificar com outros ateus ou palmeirenses, quando na verdade somos muito mais complexos que isso. Posso ser ateu e palmeirense, mas isto não exclui eu gostar da cor vermelha, adorar sonhos de creme, e etc.

    Uma pessoa que se caracteriza como humanista nunca espancará uma outra pessoa por razão alguma que não seja necessidade extrema, ou mesmo nem isso, talvez para se defender, não sei. Se acredito que não exista paraíso ou inferno, que tudo que existe é aqui e agora, que minha alma não durará por toda a eternidade e que minha vida (e a das outras pessoas) é a coisa mais valiosa que existe, pois é breve e a única que tenho, porque sair por aí espancando outras pessoas, que possuem vidas tão valiosas quanto a minha?

    Uma pesquisa que gostaria de ver é algo sobre a religiosidade dos presos em cadeias do mundo todo. Não posso chutar valores sem ter uma estatística em mãos, mas não é difícil imaginar que o número de ateus em prisões seja bem menor que o de pessoas de qualquer crença ou religião teísta.

    Como Richard Dawkins mesmo escreveu em ‘Deus, um Delírio’, não que isso signifique que um ateu seja menor propenso a cometer crimes, mas as ideias que acompanham o ateísmo (ou o agnosticismo, “sem-religião”, que seja) normalmente são características de pessoas mais esclarecidas, menos propensas a cometer crimes ou ter comportamentos anti-humanos e animalescos.

    Mesmo nos meios criminosos (alguém já ouviu falar da mafia italiana, quando a Itália é o centro da religião católica?) a religião é algo presente? Não sei. Mas nunca ouvi falar de um traficante, “maníaco” ou assassino em série que se diga ateu. Porque em comunidades (tá, favelas) com alta criminalidade aos níveis de religiosidade são também extremamente elevados? Ao que parece pessoas menos esclarecidas e com menor condição financeira tem uma maior tendência à serem religiosas.

    Com relação ao futebol, porque vários times têm um santo protetor? Porque o ato de torcer às vezes parece tanto com o ato de orar ou rezar? Eu aqui, falando baixinho, torcendo os dedos esperando que meu time fala gol, quando isto não interfere de nenhuma maneira conhecida no andamento do jogo?

    O autor também cometeu um erro ao citar o organismo GreenPeace como exemplo de fanatismo. Não que não haja pessoas fanáticas que participam do greenpeace, mas esta fato não torna o greenpeace uma organização fanática.

    Com relação aos fanáticos do software livre, estes quase sempre existem só na cabeça dos “fanáticos do software proprietário”, mas aqui não é o melhor lugar para discutir isto.

    Peço desculpas pelo comentário um tanto prolixo. Tentarei ser mais breve e sucinto em tentativas posteriores.

  8. A vida não tem sentido. E sem sentido as pessoas se agarram a alguma coisa que dê esse sentido à elas.

    É claro que tudo envolve problema emocional. E ninguém quer ser infeliz.

    Uma pessoa com problemas, descobre que “aquilo” abafa o seu problema, e o faz esquecer, diminuindo o sofrimento. E também preenche aquele espaço faltando.

    Uma boa metáfora seria aquele cara que acabou de ser largado pela namorada; o primeiro destino dele seria ir ao bar encher a cara. Ou então, se encontrar com o amigos.

    A bebida e os amigos são a crença dele, pois o ajuda a esquecer os problemas. E logo isso poderá se tornar o seu sentido de vida. Criando um tipo de crença.

    Isso vale pra torcedores, religiosos, ou qualquer tipo de refugio que uma pessoa possa encontrar.

    O conflito entre esses torcedores pode ser comparado as guerras criada pelas religiões. Cada um tentando lutar pelo que acredita.

    Acho que tudo se baseia em querer dar algum sentido pra estar vivendo. E por isso as crenças e o “fanatismo” nunca vão acabar. Pois a vida não tem sentido definido à todos.

    Respondendo a pergunta do último parágrafo: O problema é com a escolha que fizeram pra tentar dar sentido a vida deles.

  9. Escândalo de prostituição gay atinge o Vaticano…Depois dizem que eu “invento”. A verdade é que o Vaticano sempre foi o maior e mais luxuoso bordel gay de todos os tempos.
    Com a palavra, Fernando Vallejo, o escritor colombiano que sabe de Vaticano e suas “vaticanalhices”… Em seu livro “La Puta de Babilonia”. Editorial Seix Barral (España): Primera edición, octubre de 2007. Pena que no “maior país católico do mundo” não foi traduzido… Isso reforça o que venho dizendo: A “democracia” – se é que isso existe em algum lugar – é incompatível com a religião; essa manifestação natural da mais recalcitrante estupidez humana.

  10. VEJO A RELIGIÃO COMO UM MAL NECESSÁRIO, SENDO ÚTIL SOMENTE COMO UM FREIO DA SOCIEDADE.
    CREIO QUE NO COMÉRCIO DA RELIGIÃO ESTÁ VALENDO DE TUDO. POIS DEUS, CRISTO E TODOS OS QUE FAZEM PARTE DA HISTÓRIA DIVINA SÃO VENDIDOS POR QUALQUER VALOR.
    O DIABO COMO SEMPRE É O CULPADO POR TUDO DE RUÍM QUE EXISTE E QUE ACONTECE. POR ISSO, COMO NÍNGUÉM É OTÁRIO E NÃO QUER SE FERRAR PROCURA DEUS ATRAVÉS DA RELIGIÃO.
    QUERO DIZER QUE NÃO SE PROCURA DEUS POR AMOR E SIM POR INTERESSES TAIS COMO: TER UMA VIDA RICA COM MUITO DINHEIRO, TER BENS, TER FELICIDADE, MUITA SAÚDE, TER LIVRAMENTOS, SUCESSOS NA VIDA, VIDA APÓS A MORTE, IR PARA PARAÍSO APÓS A MORTE E VAI POR AÍ!
    AGORA A GRANDE QUESTÃO! E SE NADA DISSO FOSSE PROMETIDO POR DEUS? SE A HISTÓRIA FOSSE CONTADA DE MANEIRA DIFERENTE? SE CAPETA TIVESSE PROMETIDO AS MESMAS OU AS MELHORES COISAS? QUEM A RAÇA HUMANA IRIA SEGUIR? QUEM SERIA O RUÍM? O CAPETA?
    NÃO ESTOU DO LADO DE NINGUÉM, MESMO PQ NÃO VÍ A BRIGA E NÃO POSSO TOMAR PARTIDO ACREDITANDO NA ESTÓRIA CONTADA PELO MAIOR INTERESSEIRO EXISTENTE NA FACE DA TERRA.

      1. @André MEU AMIGO, SE TU NÃO TIVESSES DITO QUE ” AQUI NÃO É O ORKUT”, JURO QUE EU NÃO NOTARIA. POXA AINDA BEM QUE EXISTEM PESSOAS IGUAIS A VC.

Deixe um comentário, mas lembre-se que ele precisa ser aprovado para aparecer.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s