AF-447: Mais informações e uma entrevista com um piloto sobre o acidente

Recebemos um e-mail, através do Fale Conosco, de um piloto militar, se predispondo a dar uma entrevista. Obviamente, qualquer maluco hoje em dia pode mandar um e-mail e se dizer a reencarnação de Jesus, mas não foi o Inri Cristo que nos escreveu (achamos). Conduzimos uma entrevista, para depois checarmos as informações. Pelo que pudemos apurar, as informações conferem (tanto sobre o acidente, quanto sobre as credenciais do piloto, que pediu que não fossem divulgadas). Não vamos ter aqui imensas revelações e devemos salientar, com base em nossa responsabilidade, que o que foi dito é especulação no campo das hipóteses, excetuando as informações e dados técnicos. Esperamos que, de alguma forma, as informações sejam úteis.

Ceticismo.net: Você pode falar de você? Seu posto e condição de piloto?

Piloto: Na verdade não. Para uma entrevista assim, eu teria que ter permissão de meus superiores. Considere-me um piloto militar com experiência em resgates. Eu não posso falar mais pra vocês. Desculpem.

Qual a sua opinião do comportamento da mídia em relação ao acidente?

Ridícula. A mídia fica “forçando a barra” querendo respostas que só serão conhecidas no recolhimento e apuração da caixa-preta. Essa especulação é prejudicial na investigação das verdadeiras causas. Se você reparar é sensacionalismo puro. A mídia – especialmente a brasileira – naquela ansiedade de informar a qualquer custo, presta na maioria das vezes um desserviço à população, porque não se preocupa muito com a confirmação dos informes que recebe. Aconteceu a mesma coisa no acidente da gol, que eu participei quando servia em Manaus. No final ainda acusaram os militares que participaram do resgate dos corpos de roubo dos pertences.

Na mídia, ficamos sabendo de várias hipóteses para a queda do avião, sendo que uma delas se refere a um sistema que funcionou mal, que mandou um comando errado ao computador de bordo, fazendo com que desça para pegar velocidade, e juntamente com isso, uma corrente de ar descendente daquela turbulência, causando o acidente. O que acha dessa hipótese? Viável? Acho que se chama “posição Intol”

A posição “intol” que você se refere é uma posição imaginária, identificada através de GPS e que consta nas cartas aeronáuticas. São referências que servem para que os pilotos façam comunicação com os centros de controle obrigatoriamente. Esse tipo de aeronave praticamente “voa sozinha”, restando aos pilotos a comunicação com os centros e controle e o pouso e decolagem. O sistema que hipoteticamente funcionou mal chama-se “fly by ware” (vôo por fios), e permite que a aeronave, de posse das informações que recebe de seus sensores de voo se “auto-corrija”, inclusive em situações de turbulência. O que alguns especialistas sustentam é que um desses sensores enviou uma informação equivocada ao computador, que interpretou também de forma equivocada levando a aeronave a uma situação anormal. A hipótese é viável tanto quanto uma falha estrutural ou um incêndio que danificou o sistema de gerenciamento.

Um incêndio poderia causar uma rápida queda?

A aeronave voava em velocidade de cruzeiro (aproximadamente 800 km/h). Um incêndio poderia danificar algum sistema de controle da aeronave. Mas se os pilotos tivessem identificado um incêndio a bordo teriam informado ao controle de tráfego através da frequência de emergência.

Teria de ser um conjunto de causas trabalhando em conjunto?

É uma cadeia de ocorrências mal gerenciadas. O estranho nisso tudo é que a tripulação não reportou nada anormal. Como se tivesse acontecido algo abrupto; ou uma situação de emergência em que todos os esforços tenham sido para manter a aeronave voando. Mas a história da investigação de acidentes aeronáuticos aponta que dificilmente um único fator é o responsável por um acidente.

Há algum precedente na aviação mundial esse tipo de acidente, um desaparecimento súbito? Há quem especule que o avião foi vitima de um corpo celeste.

Existe um que ocorreu com um avião da Varig, se não me engano em 1979, vindo do Japão. Sumiu dos radares e não foram encontrados nem destroços.

[N. Cet.net: O acidente foi  em 30 de janeiro de 1979, com o avião Boeing 707 cargueiro da Varig, de prefixo PP-VLU, que sumiu no Oceano Pacífico 30 minutos depois de decolar do Aeroporto de Narita, próximo de Tóquio, Japão, rumo a Los Angeles, EUA.]

E o avião jamais foi encontrado?

Nem um pedacinho.

Mas neste caso, os destroços do AF-447 foram encontrados. Há alguma probabilidade de sobreviventes?

Zero. Se os pilotos estivessem com o controle do avião e tentassem um pouso controlado também teriam condições de se comunicar via rádio. O avião desceu descontrolado. Bater no mar assim, independente do ângulo de incidência é mortal para nós. Quando o avião despressurizou ele estava a mais de 34000 pés (12 km) de altitude. O corpo humano normalmente “apaga” com a diferença de pressão brusca e devido ao gradiente térmico (a cada 1000 pés que subimos a temperatura cai 2 graus). A temperatura naquela altitude era em torno de 44 graus celsius negativos. Se a despressurização foi abrupta a tripulação dificilmente teria condições de gerenciar uma anormalidade em voo. Mas como disse antes, só com a caixa-preta teremos essa informação.

O computador de bordo envia quais mensagens, nesses casos? Segundo se soube, a companhia Air France recebeu apenas esse aviso de pane elétrica, mas não há informações se foi recebido aqui no Brasil ou se foi na França. Não deveriam haver mais mensagens em vários aeroportos na região de alcance de rádio? Qual e o procedimento geral dos aviões que enfrentam problemas de grave perigo e quais as ações automáticas e humanas nesses casos, ou seja, envio de mensagens?

Vamos por partes. Esse tipo de aeronave (tecnologia mais avançada atualmente) possui um computador que gerencia todos os sistemas a bordo. O piloto praticamente nada faz. Só fala com o centro de controle nas posições pré-estabelecidas. Essa aeronave faz tipo um “scanner” de como se comportam os sistemas e envia automaticamente os problemas identificados para a Airbus e para o operador da aeronave – isto é, para a Air France – para que, em solo, a aeronave possa ser consertada o mais rápido possível. Essa mensagem é como um email. É enviada via satélite. No caso do vôo AF 447 quando essas mensagens foram enviadas automaticamente pela “máquina” e pode ter acontecido dos pilotos já nem estarem mais vivos.

Se não me engano, esse aviso foi percebido horas depois. Por que não havia ninguém monitorando em tempo real? Ou era necessária a intervenção do piloto para comunicação de emergência via voz?

Essa mensagem é rotineira. Ela não implica emergência. É uma rotina para manutenção da empresa. Uma pane elétrica normalmente não derruba um avião. Isso funciona como se fosse um alerta para acelerar a equipe de manutenção, que se encontra no solo.

Mas não deveria haver uma checagem de tempo em tempo, para ver se está tudo OK?

O próprio computador de bordo faz isso. Essa mensagem é resultado dessa checagem. Os pilotos também tiveram acesso ao que o computador identificou. O que o relatório de problemas indica é que, em aproximadamente 4 minutos, vários sistemas pararam de funcionar em sequência.

Através das luzes indicadoras, ou aviso em tela de monitor ou um bip?

O painel dessa aeronave é de cristal líquido, com todas as informações de sistemas centralizadas numa tela. Qualquer anormalidade é prontamente “informada” pelo computador através de alertas sonoros e acendimentos de luzes amarelas ou vermelhas (de acordo com a gravidade da falha) nesse painel.

Em sua opinião, você acredita ter havido falha humana neste acidente, ou nos procedimentos em terra, na demora em acionar as equipes, no monitoramento de radar etc.?

Qualquer anomalia em algum sistema é informada aos pilotos através de alarme sonoro e acendimento de luzes amarelas ou vermelhas, dependendo da gravidade. Em minha opinião, a tripulação foi pega de surpresa por algo inesperado. A não comunicação via rádio de alguma situação inesperada indica que não houve muito tempo de reação da tripulação. O sistema de alerta para as equipes de busca e salvamento funcionaram adequadamente, prova disso é que duas horas depois que a aeronave não respondeu às chamadas do controle de tráfego, aeronaves da força aérea já se dirigiam à última posição conhecida do Airbus. Um grande problema enfrentado pelas equipes e resgate é a posição que a aeronave desapareceu, exatamente sobre o limite do espaço aéreo brasileiro e do continente africano, região onde a cobertura radar é deficiente.

Ou seja, os pilotos não puderam fazer nada, ou nem mesmo esboçar uma reação ou tentativa de salvamento.

Com as informações disponíveis até agora o que se pode deduzir com certeza é que a tripulação teve muito pouco tempo de reação. É claro que os pilotos se esforçaram pra manter a aeronave em vôo mas o “relatório de panes” recebido mostra que sucessivos problemas foram surgindo. Se somarmos a isso o fato da aeronave estar dentro de uma nuvem com trovoadas e fortes rajadas de vento, teremos uma pequena idéia do que enfrentaram.

Os passageiros e a tripulação podem ter morrido antes mesmo de alcançar o mar na hora da colisão?

Isso depende do que ocorreu. Se a aeronave perdeu um perfil aerodinâmico, uma asa ou o leme, o vôo controlado se torna impossível e a aeronave se fragmenta no ar. Algo semelhante ao acidente da GOL, onde os passageiros eram “ejetados” já desfalecidos. Porém se a tripulação conseguiu realizar uma descida razoavelmente controlada a possibilidade de se encontrar sobreviventes existiria, mas seria mínima devido ao choque com a água.

Você falou da despressurização, temperatura, etc. Nessas condições, há perda rápida de consciência?

Com temperatura média de -50 graus e hipóxia, a perda da consciência é normal. Se a aeronave despressurizou de maneira brusca naquela altitude, as pessoas apagaram. Existe o relato de uma aeronave que despressurizou dessa forma por uma falha em um dos sistemas e continuou voando com todos os passageiros desfalecidos até a aeronave ficar sem combustível e cair no mar.

Então, apesar da tecnologia da nave, do preparo dos pilotos, comunicações, equipamento, procedimentos, mecânica, etc. O que houve, descartadas as hipóteses mais comuns de acidentes, o que ocorreu só pode ter sido muito grave em uma escala inédita?

Inédita não. Portas já se soltaram em vôo. Incêndios ocorrem. A aeronave poderia ter uma falha estrutural e ter perdido uma asa em vôo. O que a colocaria em “parafuso” e tiraria também a reação da tripulação.

[N. Cet.net: Apuramos que um Fokker 100 fez um pouso de emergência em abril de 2002, que saíra do Rio com destino a Porto Alegre (RS), mas teve de retornar logo depois da decolagem, por causa de uma porta que se abriu no ar. Ninguém ficou ferido.]

Uma pessoa, em um acesso de insanidade, poderia ter aberto uma porta repentinamente?

Muito difícil. As portas não são tão simples de abrir assim e um fanático enlouquecido desses seria contido pelos comissários e passageiros.

Então, nós não temos nada de concreto nas mãos. Só especulações. E invencionices de paranormais, videntes, adeptos das teorias de conspiração etc. A caixa-preta poderá ser recuperada? Ela emite um sinal de localização?

Sim, ela muito provavelmente será recuperada. Ela se encontra localizada na cauda do avião – que é uma das partes que geralmente se mantém intactas num acidente – e fica emitindo um sinal, facilitando sua localização. Esse foi um acidente que gerou muita comoção e colocou em xeque uma das aeronaves mais bem sucedidas no mercado mundial. Há o interesse de governos e órgãos de investigação de acidentes aeronáuticos em esclarecer o que houve. Mostra disso é o deslocamento de um submarino nuclear francês e um mini-submarino de grande profundidade para a região.

A profundidade do mar é de 2 a 3 mil metros, em uma área de 9 mil km²

Correto. A área se estende por 230 km (informação da aeronáutica). As correntes marítimas são muito fortes naquela região e espalham os destroços, o que dificulta ainda mais o trabalho das equipes.

Se o piloto assumiu o controle, algo grave ocorreu, mas isso não aparece em mensagens, ou algo foi relatado?

Importante frisar que esse avião voa praticamente sozinho. A tripulação fica gerenciando a máquina, e esta é que faz todo trabalho. O piloto só decola e pousa, usando um joystick. A mensagem recebida pela Airbus indicava que o avião teve o piloto automático desacoplado. o piloto assumiu o comando e normalmente isso não ocorre; mesmo em turbulência a aeronave se corrige automaticamente. se o piloto “assumiu” é porque a máquina não estava realizando seu trabalho adequadamente.

Teria de haver uma mensagem detalhando o motivo.

A perda de um perfil aerodinâmico levaria o avião a entrar em parafuso e cair da mesma forma que o da GOL. O computador não distingue uma “grande” falha elétrica de uma “pequena”. Pro computador é tudo “falha”. Se o avião estivesse caindo destrambelhado e começasse a perder os sistemas, a mensagem enviada seria falha elétrica e despressurização. O avião poderia estar com algum problema estrutural que a turbulência agravou. É uma hipótese razoável, mas só mais uma hipótese.

Mas só saberemos apos analise da caixa-preta e também dos destroços que vierem a ser encontrados, e reconstruir o que for possível do avião, em uma espécie de quebra-cabeças para identificar as causas. Certo?

A caixa-preta tem os últimos minutos de conversa na cabine e todo registro das informações dos equipamentos da aeronave. Fica fácil reconstituir o que ocorreu de posse dela. A caixa-preta grava a razão de descida, velocidade, altitude, falhas que foram apresentadas etc.

E você tem alguma palavra a respeito de tudo isso? O que você recomenda a todos?

Parar de ficar especulando e explorando o sofrimento das famílias. O que deveria ser feito é valorizar o trabalho das equipes de resgate, que apesar de poucos recursos e material se desdobra nas suas tarefas. A mídia brasileira atualmente vive a fase “conspiratória”, insinuando que a empresa esconde informações. Recomendo não dar atenção a esses idiotas sensacionalistas de plantão, e se ater apenas ao que for divulgado pelos órgãos oficiais, Força Aérea Brasileira e o Centro de Investigação de Acidentes Aeronáuticos da França.

Apesar desse acidente, é seguro voar?

Sim, voar é totalmente seguro. É o meio de transporte mais seguro que temos. Acidentes acontecem o tempo todo. O problema é que a aviação gera muita comoção por ser o símbolo do desenvolvimento tecnológico humano. O que aconteceu provavelmente foi uma fatalidade causada por uma série de pequenas falhas. E cada acidente ocorrido e desvendado torna a atividade aérea mais segura.

E o que você acha da frase que os religiosos utilizam “Não há ateu na queda de um avião”?

Eu sou piloto e discordo. Deus não evita um acidente e sim o preparo e capacidade da tripulação. Se uma tripulação, ao invés de tentar sanar uma situação de emergência, pegar o seu terço e ficar rezando, as chances de se reverter uma situação grave se reduzem ainda mais.

Creio que você soube que há alguns meses, um piloto em uma situação grave, fez uma oração, e o avião acabou caindo no mar e morreram algumas pessoas. Este piloto foi punido e afastado de suas funções, além de ser processado.[1]

Torço muito para que seja condenado! Não há espaço para superstições infantis numa área extremamente séria e sensível como a aviação.

O que você acha de voar naquela área? Qual a sua experiência?

Vôos naquela região são realizados há mais de 50 anos e não há relatos de outros acidentes semelhantes. A hipótese de que as condições meteorológicas foram o único fator responsável pela queda do avião não convence. Os pilotos tem disponíveis as condições meteorológicas à frente em tempo real, através de mensagens recebidas e do radar meteorológico. A tripulação sabia o que tinha à frente e se prosseguiu sua rota é porque era uma condição costumeira.

Haveria a possibilidade de colisão com um avião de pequeno porte, clandestino, que possa ter causado o acidente?

Naquela altitude? Impossível! Eram 35000 pés de altitude (12 km). Só se fosse um jato.

Só saberemos pelos destroços.

Se tiver destroços de um avião a mais está resolvido, mas até que as buscas terminem, não se pode dizer muito.

Se foi um jatinho clandestino, a possibilidade existe…

Existe, mas teria que ser um legacy ou semelhante.

E tem alguma palavra final?

Que bom seria se vivêssemos num país sério onde nossos governantes não se aproveitassem do sofrimento alheio para “aparecer” na mídia. Temos um ministro da defesa que se atropela na ânsia de “informar a qualquer custo e de qualquer jeito”, um governador do rio de janeiro com suas terias conspiratórias de que a empresa aérea é culpada e esconde algo, um presidente “aparício” que se comove com o sofrimento das famílias, se esquecendo de se comover por brasileiros que morrem aos montes por enchentes, violência, fome, etc. Tudo isso permeado por pseudo jornalistas que falam qualquer besteira em nome da tal da exclusividade. Esse acidente não foi o primeiro nem vai ser o último. Mas a aviação comercial a cada dia que passa se torna mais segura, com pilotos mais bem treinados e máquinas mais confiáveis.


No dia 04/06, o Jornal do Commercio noticiou que panes elétricas e problemas mecânicos foram fatores contribuintes para 26% dos acidentes e incidentes aéreos envolvendo aviões da família Airbus desde 1983, segundo relatórios do National Transportation Safety Board (NTSB), órgão oficial dos Estados Unidos responsável por investigações de acidentes com aeronaves. Foram contabilizados pelo menos 28 casos de problemas em 106 registros do NTSB. O índice é pouco maior que a média mundial, que engloba todos os modelos de aviões – de acordo com o BEA, Bureau d’Archives des Accidents Aéronautiques (Centro de Investigações e Análises de Acidentes Aéreos da França), da Suíça, 20,72% dos acidentes aéreos até hoje foram causados por falhas técnicas.

De acordo com a BBC Brasil, Representantes do BEA afirmaram neste sábado (06/06) que o Airbus que fazia o voo 447 emitiu 24 mensagens automáticas de erros nos sistemas em quatro minutos, antes de desaparecer dos radares com seus passageiros.

Destas, 14 foram transmitidas logo no primeiro minuto, entre 23h10min e 23h11min, hora de Brasília. A maioria dos sinais acusou pane nos sistemas de velocidade e um deles revelou inoperância do piloto automático, que poderia ter sido desligado pelos pilotos ou automaticamente, também por causa da pane no sistema velocidade.

O diretor do BEA acrescentou que o número de investigadores franceses envolvidos no inquérito dobrou na última semana e já envolve cem especialistas. Na semana que vem, a equipe deve ser reforçada por um grupo de especialistas que chegará do Brasil.

Segundo o jornal O Globo, foram localizados e resgatados neste domingo (07/06) mais três corpos de passageiros do voo 447, baseados em informações da Marinha e a Aeronáutica em coletiva de imprensa em Recife. Dois corpos de homens já tinham sido resgatados no sábado.

O trabalho de resgate continua concentrado a cerca de 70 km do ponto de onde foi enviada a última mensagem de pane pelo Airbus da Air France, mas vai sendo aos poucos ampliada a área de buscas.

Existem muitas informações nos órgãos de notícia, mas preferimos aguardar os pronunciamentos oficiais das equipes de buscas. Como nosso entrevistado salientou, a Imprensa tá fazendo uma verdadeira mixórdia com as informações, alegando que os tripulantes não conseguiram controlar o avião, que os dispositivos possuem problemas etc etc. Fica fácil para alguém que mal dirige um carro especular o que acontece numa cabine, com instrumentos de alta tecnologia, a uma altura que nenhum ser humano sobreviveria em condições normais.

Nós aqui não temos palavras para as pessoas que perderam seus entes. Nenhum consolo os consolará e dizer frases prontas como “Deus quis”, “Chegou sua hora”, “Deus os tenha” etc só faz piorar a situação. Só quem passa por uma dor assim é que sabe. Podemos ser solidários, mas isso também não adianta. O que devemos fazer é manter o respeito e parar com especulações conspiracionistas idiotas. As melhores especulações vêm do pessoal técnico, que as usará na elaboração de hipóteses que os guiem na solução do caso até que encontrem a verdade, de modo que outro acidente similar seja evitado.

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