Lei britânica de proteção ao consumidor irrita médiuns

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As “mães Dinás” inglesas estão possessas! Tudo por causa da nova lei britânica de proteção ao consumidor que confere proteção aos otários clientes desse pessoal que só sabe extorquir dinheiro dos outros. Isso deixou os vagabundos médiuns indignados!

Um grupo de médiuns e videntes da Grã-Bretanha vai realizar um protesto contra essa nova lei que facilitará os processos em casos de clientes insatisfeitos com seus serviços. Segundo Naomi Grimley, correspondente da BBC, como alguns destes videntes cobram pelas consultas, a nova lei passará a classificá-los como “comerciantes”.

As novas regras da UnEuropéia têm o objetivo de proteger todos que forem enganados por comerciantes, não importando qual a mercadoria que está sendo vendida. As mudanças serão colocadas em prática a partir de maio. Alguns médiuns já começaram a divulgar, em suas propagandas, alertas em que se eximem de responsabilidades, como por exemplo: “isso é apenas uma experiência, os resultados podem não ser garantidos”.

Interessante não é? Walter Supermercado de mãozinhas postas dizendo algo como: “Djenti! Lieguem djá, mas non garano nada!”

O grupo de safados bandidos estelionatários ladrões videntes também vai entregar uma petição com 5 mil nomes ao gabinete do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown. O que essa petição diz? Bem, deve ser algo como: Somos ladrões sim, mas respeitamos as leis do consumidor!

Carole McEntee Taylor, uma das fundadoras da Associação dos Trabalhadores Espirituais da Grã-Bretanha, teme que clientes insatisfeitos possam entrar com processos, caso os resultados não sejam os esperados. Claro que se eu fosse um escroque, também ficaria muito irritado se minha vítima percebesse que foi lesada.

Para Taylor, o que videntes e médiuns praticam é espiritualismo, uma religião, e, assim como todas as outras religiões, suas práticas não deveriam exigir provas. “Ao colocar nossa religião sob a lei de proteção do consumidor, estamos sendo discriminados, pois estão nos dizendo no que podemos acreditar”, afirmou.

Aqui cairia bem aquela piada do fé demais, fé de menos. Mas, esse pessoal não só fede. Eles são realmente enojantes!

“Nenhuma outra religião é forçada a provar suas crenças, e as pessoas também não são obrigadas a ir a um médium, assim como não são obrigadas a ir a uma igreja”, acrescentou ela e eu concordo. Deveríamos processar todoas as religiões.; Afinal, não fui eu que coloquei nos livrinhos religiosos algo como “peça e receberás”.

Senhor! Eu quero uma Ferrari. Hummmm, lá vamos pro Procon…

Para Taylor, a nova lei não protegerá o público porque existem outras formas de atingir esse objetio; no meu ver, um processo por charlatanismo seria o ideal, ao invés de simples transação comercial. Isso é coisa de Direito Penal! (Fátima, você tá por aí?)

“É preciso educar o público a respeito de espiritualismo, a filosofia”, afirma. “Se eles forem educados sobre esta filosofia, não serão enganados por pessoas que fazem alegações ridículas, pessoas que falam ‘se você me der tanto em dinheiro, poderei consertar’.”

O que ela chama de “educado” eu chamo de engôdo. ela diz que algo funciona, não prova que fiunciuona e se não funcionar… Well, shit happens.

O Office of Fair Trading, órgão do governo britânico de proteção ao consumidor, afirma que não está interessado em entrar com processos contra a grande maioria dos médiuns. A entidade informou que pretende ir atrás apenas dos mais óbvios “comerciantes desonestos”.

Deveriam fazer isso aqui no Brasil. O que iria ter pai-de-santo, padre, pastor, vuduzeiro em cana, não caberia em todas as prisões. Agora seria muito engraçado a seguinte cena:

Vidente: Sim, quem é?

Homem: Você não sabe quem sou?

Vidente: Não.

Homem: Sou puliça! Tu tá presa por não saber quem eu sou, sua meliante.

Vidente: Hummmm, prevejo que você amanhã estará dirigindo um BMW.

Homem: Sério?

VIndente: Sim, as chaves estão aqui. pode pegar o meu. 😀

Homem: Eu sabia que tu é gente fina. 😀 Semana que vem eu apareço aqui pra você prever que eu terei uma lancha.

Vidente: Essa eu não tinha como prever. 🙁


Fonte: BBC Brasil

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Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

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  • Abbadon

    Precisamos de uma lei dessas aqui no Brasil.

    Todas as igrejas evangelicas iriam fechar as portas no dia seguinte…!!

    😀

    Administrador Lealcy respondeu:

    Vai sonhando 🙂

  • Olá:

    Parte do comentário que fiz neste tópico AQUI serve também para este.

    A questão pode ser abordada por três aspectos distintos:

    1) Direito Civil:

    No que concerne ao ‘direito’ das obrigações, podem elas serem divididas em obrigações de ‘meio’ e obrigações de ‘resultado’.

    Assim, p.ex, se vc vai a um advogado, a obrigação deste profissional para com vc é de lançar mão de todos os meios possíveis para o alcance do intento (usar de toda sua capacidade profissional na perseguição do resultado que vc espera), mas dito profissional não responde pelo resultado, ou seja: não é ele obrigado a alcançar o resultado.

    As obrigações de ‘resultado’, por sua vez, são aquelas que obrigam a pessoa ao alcance da finalidade. Um técnico em refrigeração, qdo instado e pago para consertar uma geladeira, é obrigado a entregá-la consertada. É uma obrigação de resultado.

    Mas, observamos que as obrigações de ‘meio’ podem tornar-se obrigações de ‘resultado’ se o profissional prometer o alcance da finalidade.

    No exemplo do advogado, se ele disser ao cliente ‘ah, a causa tá ganha, fichinha, baba’, ele então se torna OBRIGADO a alcançar êxito na ação, ele passa a responder pelo RESULTADO.

    No caso específico do presente, SE o vidente deixar BEM CLARO ao contratante (cliente) que NÃO PODE ASSEGURAR O RESULTADO, então a obrigação seria de ‘meio’. Mas todos sabemos que eles prometem mundos e fundos, de forma que a resposta à eventual dúvida do leitor já estaria respondida, não? Se prometer o resultado, fica obrigado a garantí-lo.

    3) Direito consumeirista (Lei 8.078/90):

    Aí é que reside o maior problema. A lei britânica visa categorizar os médiuns como ‘comerciantes’ (creio que numa lei semelhante no Brasil seriam eles categorizados como ‘prestadores de serviço’).

    Numa relação comercial, existem três elementos: o comerciante e o consumidor (do produto). Assim, aquele que ‘vende’ (comercializa) algo, é obrigado a entregar o que ‘vendeu’. Agora atenção: se o comerciante vende (um serviço) que possibilitaria o alcance de determinado fim, então o alcance do fim também teria de ser garantido, pois o ‘produto’ (ou serviço) seria mera ferramenta para o alcande do objetivo final.

    3) Direito Penal

    No âmbito do Direito Penal, induzir alguém a erro com o objetivo de auferir lucro é algo tipificado como crime, in verbis:

    …há estelionato quando o agente emprega meio fraudulento, induzindo ou mantendo alguém em err e, assim, conseguindo, para si ou para outrem, vantagem ilícita, com dano patrimonial alheio…”

    Cf. E. Magalhães Noronha (Digesto Penal, Sp.Saraiva, 2ª ed, p.358).

    Vide o artigo 171 do CP.

    Apesar da dificuldade de provar a tipicidade da conduta no âmbito religioso, podemos ver que ela não é invencível, pois já ocorreu em nossos Tribunais conforme jurisprudência que colaciono abaixo:

    Fraude no recebimento de vantagem indevida por atividades místicas. JTACRIM: Tipifica estelionato pedido e recebimento de vantagem como contraprestação de serviços de macumba para neutralizar trabalho que teria sido providenciado por desafeto com o objetivo de ser a vítima atropelada ”

    (JTACRIM 56/339), citado por Julio Fabrini Mirabete.

    Aqui, o mesmo se aplica na postagem inicial que mencionei no início deste comentário: da mesma forma que o pastor, se o ‘médium’ oferecer uma contra-prestação (milagre, intervenção divina ou o que quer que seja) e dita conta-prestação não chegar, pode sim a conduta dele ser tipificada como estelionato.

    Abraços!

  • CHICO SA

    Sabe quando uma lei dessa seria adotada no Brasil? NUNCA. E e facil saber o porque. Politicos (grande maioria) e religiosos jogam no mesmo time. 😥 (desculpem-me a falta de acentos, escrevi de um notebook).

  • canastrajeff

    peraí, mas essa lei é só p/ pai de santo?

    e os pastores, padres que, da mesma forma prometem curas, milagres, empregos etc… tbm vale?

  • Pingback: Liberdade de culto ou liberdade para delinqüir? » Palavras Sussurradas()

  • ziuziu

    Eu não sei porque eles estão se irritando logo agora… será que não previram isto antes?

  • Essa é boa, muito boa… Se os videntes adivinham mesmo, adivinhariam também que o cliente não vai ficar satisfeito e vai processá-los, não é mesmo? 😉

  • Ary M T Ferreira

    Boa!!!!
    Concordo com a lei.
    Espiritismo não é balcão de negócios!!!

    Sou espírita Umbandista e abomino esse pessoal tranbiqueiro que se diz do santo , mas quer é ficar ganhando a vida com religião, isso se chama vagabundagem!!!
    Quer ir num terreiro? Vá num sério, onde não ficará à mercê de adivinhações, onde será acolhido , consolado e aconselhado. E não será cobrado.

    Sim, muitos terreiros possuem suas caixinhas de colaborações , onde ajuda quem quer, sem obrigatoriedade nem pressão psicologica. Mesmo porque um terreiro não se paga sozinho e pai, mãe e filhos de santo na maioria dos casos não são ricos , então ajudar a manter o templo é algo bem vindo.
    Mas aqueles que se utilizam desse dinheiro para coisas que não envolvam manutenção do templo, estão errados.

    Infelizmente, se os maus espíritas não são a maioria, são a parte que mais aparece. Mas sempre há a igreja universal pra converter essa cambada e dar uma purificada no espiritismo. Aqueles ex-pais e mães de santo são todos picaretas ex-pseudo espíritas que agora são picaretas pseudo-evangélicos.

  • mirtes

    Der, não se pode advinhar o futuro, pois o futuro não existe, deerrr, futuro é feito de segundo em segundo. Deerrr.

    Na maioria das vezes (senão em todas) esses “videntes”, usam de jogo de palavras (a psicologia explica bem isso), pra arrancar do cliente, as respostas e informações que precisa, pra ir “levando”, a pessoa.

    e geralmente, quem procura estes “videntes”, são pessoas desesperadas, com abalos emocionais grandes, prontas pra acreditar numa solução rápida, indolor, e milagrosa, para seus problemas, por isso, sem querer, elas mesmas se mostram com a guarda baixa, receptivas e doadoras inconscientes, no jogo destes videntes.

    parece um pouco com aquela música que fala: eu digo tudo que ela gosta de escutar, é por isso que ela sempre vem me procurar”.

    Esses “videntes”, conhecem o que dizer, em cada situação, e como tratar, cada cliente, de acordo, com seu comportamento e suas respostas, dizem exatamente o que a pessoa quer ouvir, pra se contentar, não existe NENHUM milagre, nem dom algum nisso