Romanos tinham cimento melhor que o nosso, diz cientista sem noção

Você já pensou porque os grandes edifícios romanos têm suportado milênios ainda em pé, enquanto qualquer prédio nosso cai com qualquer coisinha (estou olhando pra você, Palace 2!). Todo mundo se maravilha achando o máximo (não que não seja), uma maravilha (não que não seja) e um exemplo de técnicas e materiais muito superiores aos de hoje.

Muita hora nessa calma!

Pesquisadores estudam o cimento que os antigos romanos usavam, e num lapso de brilhantismo concluíram que nossa atual tecnologia é uma bosta e deveríamos rever as antigas tecnologias. Isso lembra uma coisa: nunca deixem um vulcanólogo fazer o trabalho de um químico!

Continuar lendo “Romanos tinham cimento melhor que o nosso, diz cientista sem noção”

Graduanda ajuda a criar técnica para determinar água em outros planetas

Um dos principais problemas de formação universitária, no Brasil, é que os estudantes ficam nas salas e laboratório aprendendo apenas conteúdo. Não que isso não seja importante, mas seria muito mais produtivo se cada um estivesse mais envolvido com pesquisas em andamento (sim, eu sei que ciência e pesquisa  por aqui é mal visto por 90%). Saber os fundamentos é ótimo, mas estar acompanhando o conhecimento se desenvolvendo ou, como costumam dizer, o "fazer ciência" é muito melhor.

Uma estudante de graduação da Universidade de Washington ajudou a desenvolver um novo método para a detecção de água em Marte. Qualquer um que não seja tosco e evoque os antigos espíritos do mal as criancinhas na África vê nisso um leque de possibilidades, em termos de ciência e desenvolvimento de tecnologia.

Continuar lendo “Graduanda ajuda a criar técnica para determinar água em outros planetas”

Um passeio pelo vulcão Barðarbunga

Os martelos de Hefestos ressoam. O ribombar de suas forjas enchem de medo a paisagem circundante. O fumo sobe do topo da montanha, cujas nuvens de cinzas e gás se iluminam pelas entranhas da Terra. Um grito de vitória vem das profundezas. Mais uma armadura está pronta, com a qualidade de que só o deus das armas seria capaz de fazer. Hefestos, filho de Zeus e Hera, caído em desgraça por ser feio, tornou-se o deus dos ferreiros, artesãos, escultores, metais e da própria metalurgia. O deus da  tecnologia, capaz de mil proezas com suas poderosas ferramentas. E no âmago da Terra, Hefestos trabalha em um calor inclemente, com um poder tão grande e antigo quanto o próprio mundo. Hefestos, deus dos Vulcões.

Com os poderes das profundezas da Terra, vulcões esmigalham nossa arrogância em achar que o mundo foi feito para nós, ridículas amebas de 2 pernas, muito boas para serem cozidas por uma nuvem piroclástica. Nossa tecnologia é incapaz de detê-los, mas não tão inferior que não possamos ver o que acontece dentro deles. Foi o que uma empresa que comercializa drones resolveu experimentar.

Continuar lendo “Um passeio pelo vulcão Barðarbunga”

Instagram pré-histórico registra erupção vulcânica

O Homem sempre gostou de fofocar registrar tudo à sua volta. Usa-se Facebook, Twitter, Instagram e Forsquare para compartilhar coisas que acontecem em suas vidas, mesmo que você não esteja interessado nela. Antigamente (e põe antigamente nisso), o Homem registrava através de murais, com as famosas pinturas rupestres. Eram registros do seus dias, o cotidiano de caça, coleta, morte ou mesmo impressões de mãos, como uma mensagem numa cápsula do tempo. Eles chegaram ate mesmo a registrar um acontecimento inusitado, do tipo que ninguém para muito tempo para fiar analisando muito, ainda mais se você estiver perto: uma erupção vulcânica.

Continuar lendo “Instagram pré-histórico registra erupção vulcânica”

O poder ininterrupto do Klyuchevskaya Sopka

Um fumo negro sobe das montanhas do Leste. Nas terras de Mordor, onde as sombras se deitam, o horror é forjado a ferro e fogo. Orcs dançam nas profundas cavernas, enquanto balrogs não ousam sequer a chegar perto. Um troll das montanhas olha pro céu, seguro que o raiar do sol não o transformará em pedra, pois está tudo escuro. Longe dali, os Homens do Oeste esperam pelo que pode vir de maligno, pois o Senhor do Escuro trabalha. E quando ele termina, ele diz: Ash nazg durbatuluk, Ash nazg gimbatul, Ash nazg thrakatuluk, Ugh burzum-ishi krimpatul, Uzg-Mordor-ishi amal fauthut burguuli.

As terras tremem e as forças nefastas se espalham… Ou pelo menos seria assim se o mundo fosse mais divertido. Como este planetinha é meio sem graça, estou apenas falando de um vulcão, mesmo.

Continuar lendo “O poder ininterrupto do Klyuchevskaya Sopka”

Quando Hefestos se muda para a Indonésia

Parece um contra-senso, mas todos nós adoramos vulcões. Lembro que nas embalagens do chocolate Surpresa tinha u joguinho sobre as Força da Natureza, nos moldes do Super-Trunfo; e se você sabe do que estou falando, é tão velho quanto eu.

Palweh é um vulcão malvadão, situado na Indonésia, ao norte da Ilha das Flores (8,32°S 121,708°E). Ele também é conhecido como Rokatenda (isso, sim, é nome de vulcão!). Obviamente, sua "beleza" é dada pela distância que estamos dele, apesar de ser um estratovulcão, isto é, ele não é daqueles que explodem, mas mesmo assim fez várias vítimas.

Continuar lendo “Quando Hefestos se muda para a Indonésia”

Como prever quando um vulcão vai explodir?

Vulcão é uma coisa tão violenta e abrasadora que só um deus do vulcão teria a ideia maquiavélica, sacana e pérfida de criar um vulcão. Vulcões são feios, vulcões abalam geral, vulcões são muito maneiros, admita! O problema com aquela 4risteza é que, bem, quando ele está meio irritado, não sobra muita coisa. Pergunte ao pessoal de Pompeia. A questão que fica, então, é: Será que poderemos prever com boa antecedência quando um vulcão ficará de TPM e explodir?

Continuar lendo “Como prever quando um vulcão vai explodir?”

O vulcão de gelo em Titã

Eu sempre reforço a ideia que nosso senso comum vota e meia apronta das suas, e normalmente ele nos dá indicações e conclusões errôneas. Uma delas é o conceito de "deserto", como eu expliquei no artigo sobre o Dasht-e Lut, o lugar mais quente da Terra. Nesse artigo, eu expliquei que não basta ser quente para ser um deserto e que o Saara, apesar de mais famoso, não é o deserto mais quente nem o mais seco. Da mesma forma, pensamos que vulcões são aquelas montanhonas, prestes a mandar todo mundo pro saco que nem o Vesúvio fez e se bobearem o supervulcão de Yellowstone que está a caminho.

Podemos pensar que a Terra é o único planeta a ter vulcões, mas há um outro lugar também: o satélite natural ("lua", se você for jornalista que está fazendo parada na seção de Ciência dos portais de notícia) Titã, que orbita Saturno. Enquanto os vulcões aqui expelem lava, cinzas destruição, o vulcão de Titã expele gelo, hidrocarbonetos e várias outras substâncias. Para entender mais sobre isso, verbete TITÃ, seção SATURNO, capítulo  ASTRONOMIA do LIVRO DOS PORQUÊS.

Continuar lendo “O vulcão de gelo em Titã”

Cristais podem ser sentinelas de aviso contra vulcões

Uma das maiores dissipações de energia da Natureza, e muitas vezes de forma violenta, são os vulcões. Se você estudou uma quinta série (6º ano) decente, você sabe que vulcões agem como verdadeiras válvulas de pressão, recobrando o equilíbrio isostático do manto. Essas "válvulas", muitas vezes, explodem de maneira fantasticamente destrutiva, levando consigo tudo oque tiver no seu raio de ação, lançando rochas derretidas a altíssimas temperaturas, fluxos piroclásticos, cinzas e toneladas de dor, morte e destruição.

Será que a Ciência poderia prever tais erupções com o máximo de antecedência, a fim de evitar perdas de vidas? Difícil responder, mas pesquisas apontam que a chave para isso talvez esteja nos cristais. Simples, belos e puros cristais. mas antes é necessário rever o capítulo de vulcanismo no Livro dos Porquês.

Continuar lendo “Cristais podem ser sentinelas de aviso contra vulcões”

Io, a ninfa planetária de Júpiter

Conta-se, ó jovem mestre, que a bela Io, mais bela entre as ninfas mais belas, teve a desventura de ser tão sublime que o próprio Rei dos Deuses, Zeus, apaixonou-se por sua formosura. E isso acendeu, mais uma vez, o ciúme doentio de Hera a rainha cônjuge de Zeus. Io foi condenada a uma forma de novilha e ficado sob a eterna vigilância de Argos Panoptes, com seus 100 olhos. Hermes, o emissário dos deuses, conseguiu matar o vigilante e Hera, consternada, adornou o pavão – animal consagrado a ela, com os olhos de Argos Panoptes.

Hoje, Io não está esquecida, pois está sob a vigilância de Júpiter, e ela retribui fazendo companhia ao gigante gasoso. Como qualquer ninfa sofredora, o temperamento de Io é avassalador, com altas temperaturas e até mesmo atividade vulcânica, explodindo lava em esplendor.

Continuar lendo “Io, a ninfa planetária de Júpiter”