As últimas de Ultima Thule

Você já ouviu falar do corpo nomeado (486958) 2014 MU69? Ah, tá. Não, né? Você conhece mais pela forma (486958) 2014 MU69, não é mesmo? Também não? Oh, bem, talvez pelo antigo nome: PT1 e 1110113Y? Tá tudo bem, provavelmente você deve ter ouvido falar pelo apelido Ultima Thule, dado pela equipe da New Horizons. Ok, você não sabe nada, João das Neves. Ele é um objeto transnetuniano, pra lá pras bandas do Cinturão de Kuiper, a região do Sistema Solar que se estende desde a órbita de Netuno – a 30 UA do Sol até 50 UA do Sol (1 UA é a distância média entre a Terra e o Sol, aproximadamente 150 milhões de km). Os corpos lá pra depois de Netuno são, então, chamados corpos Transnetunianos, mas também são chamados de KBO (Kuiper belt object).

Ultima Thule tem um diâmetro com cerca de 32 km por 16 km, e dados da sonda New Horizons trouxeram mais informações sobre este corpo.

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Os uivantes ventos num morro de Marte

O InSight segue a grande tradição da NASA em arrumar um acrônimo para depois dar um significado que caiba no acrônimo. InSight significa Interior Exploration using Seismic Investigations, Geodesy and Heat Transport (Exploração interior utilizando Investigações Sísmicas, Geodésia e Transporte de Calor). Trata-se de um módulo terrestre projetado para aterris.. amartiçar (sim, eu sei!) na superfície marciana (sim, eu também sei que é pleonasmo. Não enche!). Sua missão é fuçar as entranhas marcianas (me refiro ao planeta e não Dejah Thoris) e os segredos que ela esconde. Enquanto rovers como o Curiosity dão um rolé pela superfície, catando pedras e analisando atmosfera e rochas na superfície, o InSight examina a crosta, manto e núcleo marcianos.

Só que seus sensores captaram mais do que isso.

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Voyager 1 liga o turbo e vai pra mais longe, mais rápido

A Voyager 1 é uma sonda fantástica. Lançada em 5 de setembro de 1977, está a absurdos 21 bilhões de quilômetros da Terra, ou cerca de 141 vezes a distância entre a Terra e o Sol, viajando a uma velocidade de mais de 60.000 km/h. Alguns dizem que ela já saiu do Sistema Solar e já está no Espaço interestelar, mas isso ainda é discutível. Não se sabe ainda os limites de nossos Sistema. No entanto, ainda podemos comunicar com a Voyager através dessa distância.

Só que os cientistas do projeto fizeram algo um tanto especial (mas muito amado): Eles deram instruções para a Voyager disparar um conjunto de quatro propulsores de trajetória pela primeira vez em 37 anos para determinar sua capacidade de orientação.

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O russo que resolveu ir pra Encelado

Mecenato sempre foi algo legal. Os ricaços pagavam a pintores, escultores e faz-tudos em geral para produzir obras monumentais. Depois, os mecenas viram que Ciência era legal e arte virou muito mainstream. Daí passaram a financiar cientistas. Hoje, os ricaços como Elon Musk, Jeff Bezos e Richard Branson olham pro Espaço e pulam de contentamento. Sim, o Espaço, a Fronteira Final virou playground de gênios, bilionários, playboys e filantropos. Agora, temos outro na jogada: Um russo, o que estava demorando, afinal, eles conquistaram o espaço primeiro. No caso, a figura atende pelo nome de Yuri Milner e sua ambição é a lua. Não a nossa, mas o satélite saturniano Encelado.

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Visionários brasileiros lançarão uma sonda para a Lua… algum dia

O Brasil é o país do futuro e o ano do Linux é definido por YEAR(NOW())+1. Vivemos com a cabeça nas nuvens, mas bem que poderíamos ter as patinhas no chão. Convenhamos, algumas coisas não são para o Brasil. Um exemplo disso é o vexame que passamos na nossa porquíssima participação na Estação Espacial Internacional. Eu tinha alertado que ia dar merda quando o Brasil foi convidado para participar do Observatório Europeu do Sul, o se mostrou não um mau-olhado, nem uma premonição, apenas uma comprovação que eu estou sempre certo. A Agência Espacial Brasileira não passa de um pulgueiro, cuja única coisa notável que conseguiu fazer foi criar um ICBM de matar pinguim.

Em dez anos, a SpaceX saiu do zero e passou a vender tecnologia pra NASA, cujos cientistas disseram que os módulos Dragon são coisa de ficção científica. Brasil manda satélite pro espaço, sem ter escrito software. Ou seja, um treco flutuando (eu sei!) lá em cima sem fazer nada. Se orgulham de um Cubesat, que é literalmente trabalho de escola. Mas agora estamos livres disso. Começou uma nova era na nossa aventura espacial. Estamos com idealistas que olham pro céu, apontam pra Lua e disseram “É lá que a gente vai!”

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Uma estilingada num pedregulho

O asteroide 101955 Bennu foi apelidado pelos jornaleiros retardados de “asteroide do fim do mundo”, como se aquela joça fosse cair aqui, quando a probabilidade é de ridículos 0,07%. Ele tem um diâmetro médio de cerca de 492 metros e a NASA está muito interessada em saber do que ele é feito.

A Missão Osiris-Rex ficou encarregada de estudar Bennu. Para economizar combustível, Osiris-Rex pegará uma carona com a gravidade terrestre de forma a ser catapultado até o pedregulhão, alinhando com a trajetória dele, coletando material e voltando à Terra para trazer material de estudo.

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Meteorito fofoqueiro traz segredos da atmosfera marciana

Várias missões de exploração e observações sugeriram que Marte, um dia, já teve um clima quente, capaz de ter oceanos de água líquida em sua superfície. Para manter Marte quente seria preciso uma atmosfera densa com um efeito estufa suficiente; o problema é que sua baixa gravidade tem probleminhas para manter uma atmosfera lá. Seu núcleo morto não é capaz de gerar uma magnetosfera como a da Terra e o açoite por partículas de alta energia provenientes do Sol contribuiu para mandar uma atmosfera que ele tinha e era “mal presa” embora. Pobre Marte. Continuar lendo “Meteorito fofoqueiro traz segredos da atmosfera marciana”

Os Errantes pelo Sistema Solar em português PT-BR

Há 3 anos, em 2014, claro, eu postei um vídeo de um artista digital sueco chamado Erik Wernquist. Ee fez um belíssimo vídeo que não deve nada às melhores produções de ficção científica. Só que ele era legendado. Perguntando a algumas pessoas, me disseram que nem sempre os leitores de tela funcionam direito. Já que eu estou com um canal novo só para postar videos sobre ciência, resolvi fazer algo um pouquinho diferente. Eu sublei o o vídeo em português.

Espero que gostem e que assinem o novo canal, que ainda está cheirando a tinta.

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Hubble descobre planetão gigante com estratosfera quente feito diabo

Ele está velhinho, mas ainda dá no couro, fazendo a alegria de muita gente. Não, não estou falando do seu Antenor, 70 anos, 32 filhos, o mais novo com 7 anos. Estou falando do Telescópio espacial Hubble, que está de olho em tudo pelo Universo afora (ok, ele não fica tomando conta da vida do seu Antenor). A mais recente descoberta é num exoplaneta. Não que exoplanetas sejam mais novidade (tá bem, são!). mas o interessante foi o que foi descoberto num exoplaneta: a comprovação de uma estratosfera.

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Os Caçadores de Asteroides da NASA

Asteroides são um perigo real, só não se sabe se é imediato. Aqueles pedregulhões do mal lá no Espaço podem muito bem entrar em rota de colisão. Para tanto, nós temos vigias. Gente perscrutando o firmamento, prontos para entrar em ação no caso do pior acontecer, avisando com antecedência.

Paranoia? Pode ser, mas até mesmo paranoicos podem ter o dia estragado por um meteoro caindo na cabeça.

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