A belíssima Tigela de Nijmegen

Eu sempre gosto de frisar como algumas bobagens que ainda circulam não passam disso: bobagens. A minha preferida é que vidros não são sólidos, mas líquidos super-resfriados, que escorrem com o tempo por serem altamente viscosos. Uma “prova” disso seria que os vitrais das antigas catedrais tem a parte inferior mais grossa que a de cima. Eu postei o artigo Afinal, o vidro é líquido ou sólido? explicando o que acontece e mostrei peças romanas e egípcias muito antigas.

Agora, temos mais um exemplo: arqueólogos encontram tigela impecável de quase 2.000 anos em Nijmegen, Países Baixos. Continuar lendo “A belíssima Tigela de Nijmegen”

Cientistas estudam cocô antigo e descobrem que pessoal andava cheio de parasitas, fora o cunhado

Normalmente temos a impressão que gente rica cuida melhor de si. Não é que seja uma mentira, mas devemos ter em mente que preocupações com higiene não é algo que sempre esteve presente em todas as sociedades. Romanos, por exemplo, davam muito valor à higiene, com seus imensos banhos e privadas coletivas, com um sistema de esgoto que carregava tudo embora, enquanto você ficava lá sentado no troninho, colocando a fofoca em dia.

Mas e como ficava o uso privado da privada na vida privada? No caso de judeus ricaços no 6º século Antes da Era Comum pode-se dizer que a saúde era uma merda. Continuar lendo “Cientistas estudam cocô antigo e descobrem que pessoal andava cheio de parasitas, fora o cunhado”

O inigualável templo Padmanabhaswamy

Acho curioso como dizem que as pirâmides foram construídas por aliens. Pessoal parece esquecer – ou realmente não sabe – que quando o ser humano quer, ele consegue maravilhas em vários campos, e a construção é mais um. Não é só no Egito que tem construções magníficas e monumentais. Um exemplo disso é a Índia, cujo império perdurou por milhares de anos e até hoje nos fascina com suas construções, que se não ganharam título de Maravilhas do Mundo, é porque Heródoto nunca deu um rolé por lá.

O Templo Sree Padmanabhaswamy é um um perfeito exemplo de magnificência, opulência e riqueza. Não é demais dizer que é um dos templos mais ricos da Índia, mas quando eu falo rico, eu quero dizer ABSURDAMENTE RICO. Continuar lendo “O inigualável templo Padmanabhaswamy”

A múmia escondida que foi desvendada

Amenhotep I foi rei do Egito, tendo sido o segundo governante da XVIII dinastia. Não se sabe direito quando ele nasceu, mas sua morte aconteceu no ano 1503 A.E.C. no século 11 A.E.C., o sarcófago foi aberto para reparos, mediantes fontes documentais egípcias. Sacerdotes o desenterraram para reparar os danos feitos por ladrões de tumbas. Sim, isso mesmo. Já tinha gente que não dava a menor pelota para alguma maldição.

Até agora, ninguém tinha examinado o corpo de Amenhotep (ou Amenófis, que é a versão grega do nome) por causa do seu sarcófago ricamente decorado, e ninguém queria estragar aquela obra de arte. Continuar lendo “A múmia escondida que foi desvendada”

Antigos mortos contam histórias antes do Egito ser o Egito

Todo mundo adora o Egito. Egito é uma espécie de T-Rex entre as civilizações. Não que todos os dinossauros fossem gigantões como o T-Rex, da mesma maneira que o Egito não era o único império fodão em seu tempo. Mas ainda assim mexe com nossa imaginação. Por isso, cada descoberta no Egito é divulgada com pompa, como foi o caso das 110 tumbas localizadas no Delta do Nilo, contendo os restos mortais de adultos e crianças que datam de cerca de 5.000 anos. Continuar lendo “Antigos mortos contam histórias antes do Egito ser o Egito”

O modelo de ensino tradicional que forjou um império

Quando a gente fala “escola”, imediatamente se pensa em lousa, cadernos, anotações e professor corrigindo tarefa. Bem, não é muito diferente ao longo dos séculos, com alunos escrevendo as tarefas e os professores corrigindo usando TCHARAAAAAAAAAAN tinta vermelha.

Pedagogas chorando copiosamente agora. Continuar lendo “O modelo de ensino tradicional que forjou um império”

O Google Maps de uma tumba

Este garotão aí de cima é nosso amigo Amun-her-khepeshef (normalmente, vem um “C” depois, porque teve outros Amun-her-khepeshefs antes). Ele foi rei que mandou e desmandou no Egito por oito anos e dois meses, pertencente à 20ª Dinastia, o que nos situa em mais ou menos final do século XII A.E.C., uns 6 mil anos antes do surgimento do mundo, para o caso de você ser fundamentalista. Continuar lendo “O Google Maps de uma tumba”

Descobertas de onde vieram as pedronas grandonas de Stonehenge

Stonehenge é um mistério e uma fascinação. Sua construção foi iniciada em 3000 A.E.C., antes mesmo das Grandes Pirâmides, consistindo em um anel de pedras permanentes, cada uma com cerca de 4 metros de altura, cerca de 2 metros de largura e pesando cerca de 25 toneladas cara rocha, basicamente arenitos, dispostas no meio de um complexo mais denso dos monumentos neolíticos e da Idade do Bronze na Inglaterra, incluindo várias centenas de túmulos. Até agora não se sabia direito de onde vinham os arenitos usados para construir Stonehenge, mas isso mudou.

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5 descobertas magníficas da Arqueologia

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Arqueologia é uma ciência fascinante. Ela nos conta sobre nossos antepassados e nos ensina como eles viam o mundo de sua época. Muitas das descobertas mudou muito nossas concepções sobre os Antigos, seus modos de vida, suas cidades e a forma como tocavam seus interesses.

Algumas das descobertas são impressionantes e resolvi fazer uma lista, mas não apenas das pirâmides, esfinge etc. Ainda assim, claro, tem Egito no meio. Essas são 5 descobertas magníficas da Arqueologia.

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A queda de Angkor por causa de um copo d’água

Angkor é uma maravilha sem igual. Não que as outroas maravilhas sem-igual sejam melhores ou piores que Angkor. Angkor é simplesmente diferente. Seu nome em sânscrito significa “cidade”, apenas, mas Angkr, como um todo, significa muito mais que isso. Foi a primeir acidade fundada pelo Império Khmer, que floresceu entre os séculos IX e XV, na região que hoje está compreendido o Camboja, Tailândia, Laos e parte do Vietnã. O Khmer acabou forjando uma miríade cultural, tendo Angkor a sua capital, que na época era a maior cidade do mundo, enquanto a Europa ainda estava na Idade Média. Assim como floresceu, Angkor teve o seu declinio, quando a população simplesmente migrou no século XV para o que hoje é a cidade Phnom Penh, conhecida como a “Pérola da Ásia” na década de 1920.

Até hoje, ninguém chegou a um acordo de como ou por que este êxodo começou. Todo mundo tem um palpite, mas é basicamente palpite, mesmo. Agora, uma pesquisa recente proura dar uma explicação para o que aconteceu: o abastecimento de água ficou sobrecarregado.

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