Pesquisadores revivem um cérebro de porco sem reviver o cérebro de porco. Quero meu zumbi bacon!

Imagine que seu parente muito o do ricaço estivesse para morrer. No seu suspiro final, ele ergue a mão para você e diz “e… para você… vou dizer… onde está… meu… meu… tesouro secr….” +_+. Como num filme de comédia de humor negro, você iria querer um jeito de reavivar o defunto para que ele lhe desse a localização de sua maior fortuna. Bem, isso ainda não é possível e daria em muita coisa péssima: zumbis e um filme ruim. Mas uma pesquisa estuda como restaurar a atividade biológica de células de um cérebro. Infelizmente (ou felizmente), não de cérebros humanos, mas de porcos.

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Células-tronco viram neurônios. Já sabemos o que você tem na cabeça (fora isso)

Teve época que se acreditou que as pessoas nasciam com determinada quantidade de neurônios, eles se reproduziam até certa idade e ba-bau. Já era. Eles só aumentavam de tamanho e só. Se você perdesse, problema seu. Sim, se acreditou nisso, mas Ciência não se baseia em crenças. Ciência se baseia em análise e revisão contínua do que se sabe. Ciência não é uma religião. Se alguém não prova algo em contrário, não é problema do conhecimento vigente.

O que se sabe agora é que, pelo menos, duas regiões do cérebro (os centros que processam o olfato e o hipocampo, responsável pela aprendizagem e memória) desenvolvem novos neurônios ao longo da vida.

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Imaginar coisas que dão medo dá medo

Dizem que Einstein falou que a imaginação vale mais que o conhecimento. É tão-somente mais uma fanfic para justificar gente ignorante. De qualquer forma, a imaginação pode não valer mais que o conhecimento (e não vale), mas em determinadas situações ela acarreta numa mesma resposta orgânica, isto é, se você tem fobia a algo (boletos vencidos, por exemplo), só de imaginar o disparador dessa fobia seu corpo começa a agir da mesma forma se este disparador estivesse na sua mão. Ou seja, imaginar boletos vencidos e ter alguns na sua mão acaba lhe levando ao pânico.

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As diferenças genéticas entre grupos étnicos em busca de marcadores de Alzheimer

Você pensa que todos são iguais, mas isso não é verdade. E sim, etnias são diferentes, sendo que algumas têm maior ou menor tendência a certas doenças. Não, a Natureza não é racista, ela apenas é o que é. Por exemplo, pesquisas mostram que negros podem ser duas vezes mais propensos a desenvolver Alzheimer do que brancos. Qual o motivo? Ninguém sabe, já que não havia mistura de diferentes etnias nas pesquisas. Ou se pesquisava brancos ou negros; dificilmente tendo um número expressivo de ambos dentro do mesmo grupo de pesquisa.

De repente, agora muda isso. Uma nova pesquisa conduzida pela Universidade de Washington em St. Louis identificou disparidades raciais entre afro-americanos e caucasianos no nível de um biomarcador-chave usado para identificar a doença de Alzheimer.

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Sim, açúcar ajuda a pensar direito

Pessoal adora culpar coisas com o passar do tempo. Saiu a culpa, acham que é maravilha, para depois colocar a culpa novamente. É tipo o lance do ovo que uma semana faz mal, na seguinte faz bem, na outra faz mal… e assim por diante. O açúcar é outro que oscila entre vilão e mocinho. Alguns dizem que faz as crianças serem hiperativas (o que é mito), além de praticamente causa r a morte prematura (o que é outro mito). Tem quem defenda que pessoas que ingeriram açúcar e foram prestar exames tiveram um desempenho melhor.

Isso é verdade ou mito?

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Sobre Experiências de Quase Morte

Você já deve ter ouvido falar na chamada Experiência de Quase Morte. O sujeito morre e é ressuscitado. Neste meio tempo ele passa por um túnel, vê coisas coloridinhas, ouve The Righteous Brothers cantando, chega o Patrick Swayze sem camisa e te abraça por trás… Depois volta avoado pro corpo. relata luzinhas coloridinhas e gente do passado, parentes já mortos etc. Uma experiência real, certo?

Na verdade, não. Pesquisas científicas mostram que é tudo dentro da sua cabeça, e não é coisa d’outro mundo. É desse mesmo! Simples química e física atuando no seu cérebro gambiarrento!

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Corvos conseguem usar materiais simples para construir ferramentas. E tá melhor que você

Corvos são animais muito espertos. São animais legais, também. Você já viu algum corvo espalhando fake News ou mesmo CRIANDO fake News no WhatsApp? Pois é. Corvos são melhores que cornos como você. (SIM, EU SEI QUE VOCÊ ESPALHA BOBAGENS NO WHATSAPP! ADMITA!!). corvos tem um QI elevado (para uma ave) e são capazes de usar ferramentas, como na fábula de Esopo. Tá bom pra você? Pois fique sabendo que corvos não só são capazes de fazer isso como conseguem criar ferramentas combinando dois ou mais elementos não funcionais, fazendo algo mais complexo; coisa que, até agora, só primatas simiiformes (seres humanos inclusive) eram capazes.

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Substância de essência de lavanda faz ratos ficarem calminhos

Lavanda é um aroma que eu só consigo associar com desinfetante (e desinfetante que fede). Alguns perfumes (baratos) costumavam usar essência de lavanda. Não é tão forte quanto pinho ou eucalipto (o primeiro é ótimo para disfarçar cheiro de mijo de gato e cachorro, o segundo pra sauna), mas é mais… suave. Eu continuo achando que aquilo fede.

Entretanto, pelo visto, eu sou uma exceção (alguém tem que ser normal), já que os princípios ativos da essência de lavanda têm a capacidade de exercer um poder calmante nas pessoas.

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Síndrome do Impostor

Você estuda, se esforça, trabalha, rala pra danar e, quando chega aonde deseja, bate uma insegurança, como se nada daquilo fosse seu mérito. Você se recusa a aceitar que você é realmente merecedor daquilo, que não passa de um enganador, de um tolo, um mentiroso e… um impostor! Não se preocupe, isso é uma condição psicológica e você pode se livrar dela.

Mas o que diabos é Síndrome do Impostor?

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Moscas explicam o que acontece quando temos medo e fugimos do perigo

Você deve ter ouvido a máxima “antes um covarde vivo do que um herói morto”. Por bilhões de anos de evolução biológica, seres vivos aprenderam que tem uma hora que o melhor a ser feito frente ao perigo é ralar peito dali o mais rápido possível. Notadamente, qualquer animal tem 3 tipos de reação frente ao perigo: Lutar, ficar imóvel e rezar para não ter sido avistado e meter sebo nas canelas, picando a mula de uma vez.

A questão que fica é: como o cérebro decide por estas três alternativas? É o que uma pesquisa recente procura responder.

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