Grandes Nomes da Ciência: Marie-Anne Pierrette Paulze

Vejam, distintos leitores, a bela moça da gravura ao lado. Sim, gravura; em sua época ainda não tinha sido inventada a fotografia. O suave delinear do pescoço descendo até ombros claros. Um meio-sorriso maroto da aristocracia. Um queixo um tanto desdenhoso, digno de sua mocidade, ornamentando por um cascatear de cabelos ondulantes, encimados por um chapéu de plumas, como era moda daqueles dias.

Mademoiselle Paulze era assim. Um sopro cálido numa manhã de primavera, mas ela era mais que um simples rosto bonito. Mesmo em seu papel de esposa de um advogado, ela deu brilho com sua inteligência, e mesmo a Química tem muito a agradecer por seu trabalho.

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O Antropoceno e mais real do que se imaginava

Já tínhamos falado sobre o Antropoceno AQUI e AQUI. Nossa ação sobre o ambiente mudou radicalmente a História da Terra. Somos responsáveis por alterar o ambiente ao nosso bel prazer, e isso está causando sérios riscos a outras espécies vivas, tendo gente que acredita que estamos causando mais uma grande extinção, mas aí eu acho exagero, pois muito dificilmente nós mandaremos 95% dos seres vivos pra vala, como aconteceu no Permiano.

Até agora, a comunidade científica estava debatendo se os seres humanos têm mudado o sistema da Terra suficientemente para produzir uma assinatura estratigráfica em sedimentos e gelo. Bem, parece que a resposta chegou. E não é algo muito animador.

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O ping-pong no mundo da microgravidade

Você é leitor contumaz do Ceticismo.net, então, já sabe que essa bobagem de “gravidade zero” não existe. Qualquer corpo com massa diferente de zero exerce força gravitacional, e se não a sentimos, é porque ela é muito, muito fraca. Nós nascemos num mundo com aceleração de gravidade em torno de 9,8 m/s2, com muito pouca variação entre o nível do mar e nossos apartamentos. O Espaço é algo alienígena ao nosso conhecimento, principalmente ao fato de naves e a própria estação espacial internacional estarem sob ação de microgravidade, por estarem sempre caindo, caindo, caindo… Fazer diversos experimentos é necessário e, claro, são divertidos.

O astronauta Scott Kelly completou 300 dias no espaço em 21 de janeiro de 2016. O que seria mais legal para mostrar os efeitos da microgravidade que jogar pingo-pong? Ok, várias coisas, mas este ping-pong é diferente. Ele será jogado com… água!

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O homem que confundiu seu gato com outro gato

Isso pode parecer título do livro do Oliver Sachs, mas não. Se bem que tem (quase) tudo a ver. Estamos falando que um determinado senhor que teve sua virada virada por uma zica no cérebro. Esta zica (não confunda com o Zyka Vírus) fez com que este senhor não reconhecesse mais o seu gato como o seu gato. Era um intruso, um farsante, um espião illuminati, era um gato gatuno.

Isso que o pobre homem sofre é Síndrome de Capgrass, uma condição maluca que deixa o cérebro zuado, a ponto de não reconhecer parentes e mesmo a própria aparência, achando que todos foram substituídos por farsantes.

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Pesquisa estuda nova lâmpada incandescente com maior eficiência de luminosidade

Lâmpada incandescente é uma droga. Gasta muita energia e esquenta pra danar. Aliás, esquenta muito exatamente porque 95% da energia que consome se dissipa sob a forma de calor.

No Brasil, está proibida a venda de lâmpadas incandescentes com potência superior a 40W, mas uma pesquisa promete uma nova lâmpada que aproveita o calor que emite, reabsorvendo-o e usado para gerar mais luz.

Nesse vídeo, falamos um pouco sobre coo as lâmpadas funcionam, e sobre a pesquisa do dr. Ivan Celanovic que pesquisa lâmpadas incandescentes que sejam mais eficientes em produzir luminosidade.

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Primeiros resultados com a fosfoetanolamina chegaram no MCTI. Calma aí, ô!

Você pensou que o caso da fosfoetanolamina tinha acabado? Nah, nah, está só no início! Os testes oficiais começaram. Então, é sinal que está pronta para distribuição, certo? Sim, se você for um completo energúmeno e totalmente ignorante em Ciência. O que aconteceu já acabaram os testes primários, nem mesmo os testes pré-clínicos começaram.

O excelentíssimo senhor ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, se encontrou com os pesquisadores responsáveis por conduzir os estudos com a fosfoetanolamina. Sabem  oque foi descoberto? Na verdade, nada. Afinal, o que diabos eles estavam fazendo nos laboratórios, ao invés de salvar vida. Dica: salvar as pessoas de si mesmas.

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O hipnotizante arco magnético do Sol

O Sol é a maior estrela de nosso Sistema Solar. Todas as câmeras apontam para ele. Ele que tem seu próprio brilho, sua aura, aquele que aquece nossos corações. Todos os planetas estão caidinhos por ele. Nós não conseguiríamos viver sem ele por perto. É uma relação de amor e dependência. às ódio tempestuoso, às vezes um simples acalento em invernosos dias.

Agora, com o novo vídeo liberado pela NASA, vemos um tostão do magnífico e turbulento espetáculo dos campos magnéticos do Sol.

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Problemas na concentração de bicarbonato pode levar à morte em idosos saudáveis

Se você estudou num colégio que presta, você sabe o que é pH, certo? Bem, muito provavelmente, você decorou que pH mede acidez, mas não é bem assim. O pH mede o potencial hidrogeniônico, a concentração de íons H+ numa determinada solução. Claro, a quantidade de hidrogênios ionizáveis nos informa o quanto uma solução é mais ácida que outra, se formos pegar a definição de Arrhenius. Quando mais hidrogênios ionizáveis, maior o caráter ácido. Ou seja, se eu pegar um copo de água (pH = 7) e ir adicionando gotas de ácido clorídrico, por exemplo, mais ácida essa solução acabará ficando.

Então, se levarmos em conta o que comemos e bebemos, muitas substâncias ácidas seriam ingeridas, indo parar no sangue. Então, é correto pensar que o pH do sangue estaria variando constantemente, certo? Sim, se não fosse uma coisa chamada “solução-tampão”, que no caso do sangue, mantém um pH em torno de 7,4. Essa solução-tampão é à base de bicarbonato, e pesquisas recentes que baixa concentração de bicarbonato, como qualquer outra coisa necessária, pode acarretar problema de saúde, levando, inclusive à morte.

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Teste clínico que deu errado prova por que testes clínicos são necessários

A França não é um país tão tosco quanto o Brasil. Não que não seja tosco; é, mas por outros motivos. Diferente daqui, a França leva a sério o conceito de pesquisas clínicas, ao invés de distribuir qualquer bosta para a população porque algum imbecil no Facebook disse que cura. E mesmo fazendo testes clínicos, às vezes, dá caca, como é o caso de seis pessoas que foram hospitalizadas no Hospital Universitário de Rennes depois de testar um analgésico como parte de um ensaio clínico. Uma está declarada com morte cerebral.

O que isso nos ensina?

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Voz dos Alienados 86

Já estavam sentindo falta, né? Acharam que o mundo estava menos maluco, né? Pensaram “AHÁ! as pessoas estão menos estúpidas, NÉ? Tenho más (ou boas, dependendo do ponto de vista) notícias para vocês. Os imbecis não deixaram de aparecer. E a prova disso é que temos mais uma grande, fantástica, envolvente, incrível, mágica, fantabulástica (já posso me candidatar a um emprego na Apple?) sessão que todos vocês amam.

Com vocês, VOZ  DOS ALIENADOS!

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