Quando e onde os cães se tornaram cães?

A origem dos cães domésticos ainda é incerta.. Sabemos, através de marcadores genéticos, que a separação entre cães e lobos modernos se deu no final do Pleistoceno. Acreditava-se que os primeiros cães viram a luz do dia há cerca de 14 mil anos, na Europa e no Oriente Médio, mas os cães do sudeste asiático só surgiram há cerca de 7.000 anos (ver Agricultura ajudou a fazer cães serem cães), mas isso ainda está sendo debatido, pois não existe verdade suprema em Ciência. Ela sempre está revendo seus conceitos.

Agora, novas pesquisas mostram que a origem dos cães pode não só não ser nesses lugares, como muito tempo antes do que se imaginava.

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Mãe, me dá a barata pr’eu brincar?

Ontem, eu escrevi sobre inciativas voltadas para crianças se aproximarem mais da Ciência. Desde periódicos científicos escritos para crianças até robôs sugadores de cérebros fofinhos para se brincar. Mas nada, NADA, supera esta maravilha que eu vi (curiosamente, foi ontem também, mas não tenho tempo de ficar aqui escrevendo o dia todo). Trata-se do primeiro controle remoto de barata. Não, não é um robô barata ou carrinho com uma "capa’ de barata por cima. É uma barata, MESMO!

Quero isso de natal, já sabem!

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Um brilhante museu de Ciencia

Eu já postei aqui sobre museus de Ciência, em que alguns fazem um excelente trabalho de divulgação; o tipo de coisa que jamais veremos no Brasil, salvo quando é para Big Brother e coisas tão importantes quanto. A seguir, mostramos fotos de um trabalho excelente de design feito para o Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva, um museu de ciência localizado em Lisboa, Portugal.

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Cientista é ameaçado de morte por causa de pesquisa que ele não faz

Eu vivo dizendo que o Brasil está na Era Pré-Científica. Nós não voltamos à Idade Média. A bem da verdade, nunca saímos dela. Antes, Andreas Vessalivs tinha que pegar corpos escondido para estudar anatomia, porque o tosco do Galeno teve que usar cadáveres de animais, pois estudar o corpo humano era proibido, tabu, sujeito a pena de morte. Daí, Galeno escreveu um monte de bobagens que duraram séculos, como os humanos terem fêmures curvos, mandíbulas divididas em duas etc.

Por causa desses RETARDADOS metidos a defenderem animais, cientistas estão sendo perseguidos, stalkeados e ameaçados de morte. E esta é a sua SEXTA INSANA!

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Efeito Cheerleader: quando um grupo faz você parecer menos feio

O "Efeito Cheerleader" foi cunhado pelo personagem Barney Stinson, da sitcom "How I met your mother". É uma expressão muito legal e uma sitcom que deve ser excelente, mas que meus neurônios se recusaram a ver (a bem da verdade, não gosto de sitcoms, por insistirem em colocar disco de risadas, duvidando que eu seja inteligente o suficiente para entender quando devo rir). De acordo com o personagem, cheerleaders só parecem ser bonitas porque estão em um grupo, mas se fôssemos examinar uma a uma, veríamos os defeitos de cada uma delas. Será verdade?

A ciência diz: "sim, é verdade."

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Rato kickboxer usa veneno de escorpião como analgésico. RESPECT!

Você pode ser malvado, ruim, pérfido e cruel. Pode chutar a bunda de velhinhas e beber um litro de vodka de uma vez. Mas você nunca – NUNCA – serão tão macho quanto o Rato-gafanhoto, um roedor da família Cricetidae, gênero Onychomys , que entre várias espécies, temos o Onychomys torridus, cujo tamanho não passa de 12,5 centímetros.

Você é daqueles que se acha, dizendo que não come mel, engole abelhas? O rato-gafanhoto ri de você. ele come escorpiões peçonhentos para amenizar dores. VAI ENCARAR?

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O que é um fóssil vivo?

Boa parte das publicações de divulgação científica ou aquilo que costumam chamar de jornalismo científico brasileiro (e cada vez que eu leio isso tenho vontade de rir) se refere ao termo "fóssil vivo", quando falam de espécies que ainda vivem hoje, sem nenhum parente direto, mantendo as mesmas características genéticas de milhões de anos.

Isso, dizem pessoas de extrema baixa cultura e totalmente ignorantes em Ciência (doravante chamadas de "Criacionistas"), seria prova que Evolução não existe, pois espécies teriam que evoluir sempre. Teriam mesmo? Peguem o volume referente a Biologia Evolutiva do LIVRO DOS PORQUÊS.

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Instituto Royal tem alvará suspenso. Torquemada diz “excelente”

Para ser sincero, não estava esperando algo muito diferente. O Brasil está mergulhado na Idade Média, na era pré-científica. Vibra-se com os heroicos cavaleiros, digo, jogadores de futebol. Acompanhamos intriga palacianas e beldades famosas que desfilam peladas em cima de cavalos (ou vice-versa). Mas o mundo é politico e políticos farejam oportunidades assim que a veem, pois o político não vive para ajudar o povo. O político existe para manter o político lá (versão revisitada do Cap. Nascimento).

E como os melhores políticos ainda são políticos coo os piores políticos e todos vivem de politicagens, o prefeito de São Roque cassou o alvará de funcionamento do Instituto Royal.

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Descoberto o primeiro crustáceo peçonhento. KILL IT WITH FIRE!

Eu assisti aquele filme do Will Smith em que ele tenta empurrar o filho para o estrelato (mas deveria ser do alto do precipício). Nele, o rapper que pensa que é ator avisa ao filho que foram parar num lugar onde a vida evoluiu para matar humanos. Ele estava falando da Terra, mas para mim ele queria dizer Austrália, mesmo. A Austrália é um país tão esquisito que até o Wolverine é grande e deve ser mais peçonhento que a Madame Hidra (que no original não é venenosa).

Como nada lá pode fugir à regra, a Austrália nos brinda com o único crustáceo venenoso: o remipédia.

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Ilusões obscuras com um óculos escuro

Eu já falei que adoro ilusões de óptica. Elas mostram como nosso cérebro foi montado por algum mecânico de subúrbio, quando não estava com nenhum fusca-68 para consertar. Nossa visão estereoscópica foi um grande diferencial em nosso processo evolutivo. De saltar de árvore em árvore até poder fugir melhor de um predador. O problema é que cada olho capta uma imagem e o cérebro é quem monta tudo e traduz para si mesmo o que está vendo e é aí que a bagaça desanda, pois na verdade o cérebro inventa a informação, indo para o que lhe é mais familiar, como é o caso da ilusão do filme a seguir:

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