O Brasil tem talento pro fracasso em vários setores, mas o educacional é a cereja do bolo de merda. Ano após ano, as métricas educacionais são sempre uma vergonha, e sempre dizem “no próximo ano, no próximo ano…” e o próximo ano nunca que vem. Ou vem, com mais vergonha alheia. Estou falando isso e vocês sabem o motivo: o PISA, aquele exame bianual que se especializou em mostrar o lixo educacional que é o Brasil, um imenso atoleiro de vergonha e ridículo que evidencia o caos que reina nos colégios e em políticas inexistentes voltadas para Educação.
Continuar lendo “E saiu o PISA desse ano. Nem vou falar nada no título”

Segundo alguns youtubeiros, as pessoas devem parar de ficar em redes sociais (das que o próprio youtubeiro usa para falar suas sandices) e ler jornais. Ok, eu leio jornais, mas ler é diferente de me informar. Pelo que vejo, um monte de jornaleiros quer apenas dar views pros seus veículos, o que eu entendo perfeitamente, já que eles vivem de investidores, e investidores querem ver as métricas, que são traduzidas pelos números. Não importa que 7000 estejam xingando o seu tweet. São 7000 interações. Beleza, eu entendo isso, mas tudo tem um limite. 
Paulistas, digo paulistanos, digo… ah, paulistenses! Paulistenses conseguiram São Paulo ser conhecido pela máxima SÃO PAULO PROÍBE, dada a grande tendência de lá de proibir qualquer coisa, exceto explorar o cidadão, sendo uma prova disso a criação da Bandeira 3 do táxi, já que eles são pobrezinhos e precisam ganhar mais. Ganhar mais para não gastar com IPVA, IPI e outras benesses que taxistas ganham. Agora, a nova proibição diz respeito a utensílios de plástico de uso único, como talheres, copos e pratos, mas não exclusivamente.
Na quinta noticiamos que margarinas serão proibidas no Rio de Janeiro. Na sexta noticiamos que o prefeitosco Marcelo Crivela vai instituir atendimento médico usando um palantìr ou coisa que o valha. Aí você se senta para apreciar o sábado, achando que já chega de loucura esta semana.
Todo mundo sabe que Rio de Janeiro não é pra fracos. Eu rio muito quando paranaenses falam que moram na Rússia Brasileira, quando não aguentariam 20 minutos aqui. Ciente de como a vida nas favelas é complicada por causa da ação de criminosos – e montar postos de saúde lá acarreta em gastos com o posto, profissionais, segurança e cimento para tampar os buracos de bala –, o prefeitosco do Rio, Marcelo Crivella teve uma brilhante ideia, enquanto escapa pelos pingos de chuva de seu impeachment: Que tal médico a distância? Sim, claro. Coo ir até a favela é perigoso, o lance é fazer atendimento não-presencial. O que poderia dar errado?
Você está aí comendo sua saladinha feita com produtos orgânicos que comprou no Carrefour. Já começa que muitas vezes eles não são orgânicos, só são vendidos assim para cobrarem mais caro. Mas, claro, você não sabe disso. Você só quer uma alimentação mais saudável, pensando no meio ambiente, pois a produção orgânica é mais ecológica, certo?
Nada mais inútil que esses prêmios de “Professor do Ano” ou “Professor Nota Mil” ou bobagens neste sentido. Motivo? Normalmente, quem ganha é alguém tosco que nem se compara com um pobre desgraçado com 70 alunos em sala de aula numa escola pública dentro de favela. Em 2017, uma tia ganhou prêmio por dar aula de língua indígena para 15 criancinhas no interior de Rondônia. Grandes merdas! E os outros premiados não são lá essas coisas também.