Agricultura orgânica não resolve problema da fome e ainda prejudica meio-ambiente

Você está aí comendo sua saladinha feita com produtos orgânicos que comprou no Carrefour. Já começa que muitas vezes eles não são orgânicos, só são vendidos assim para cobrarem mais caro. Mas, claro, você não sabe disso. Você só quer uma alimentação mais saudável, pensando no meio ambiente, pois a produção orgânica é mais ecológica, certo?

Errou, otário! Uma recente pesquisa mostrou que cultivo de alimentação orgânica libera muito mais gases de efeito estufa do que as práticas inicialmente reduzidas

O dr. Laurence Smith, da Faculdade de Água, Energia e Meio Ambiente, da Universidade Cranfield liderou uma pesquisa para estudar o impacto do cultivo de alimentação orgânica no meio-ambiente. Ele analisou a promessa que práticas orgânicas poderiam, a princípio, reduzir a poluição atmosférica por causa da agricultura malvadona e o agronegócio pérfido. Ainda no mundo mágico da promessa, a produção orgânica não emprega fertilizantes ou defensivos agrícolas sintéticos e, por isso, não joga gases de efeito estufa no ar, nem polui solo e nem tem problemas de flatulência (sim, costumam comparar produção orgânica com pecuária, já que boi peida e é preciso manter a narrativa).

Tudo isso é no mundo mágico da promessa, com várias casinhas e suas hortinhas orgânicas, produzindo comidinha saudável para alimentar mais de 200 milhões de habitantes, fora as exportações. Sabe o que diz o mundo real? NOT GONNA HAPPEN!

A pesquisa do dr. Smith não precisou de nenhuma odiosa lata de sardinha para chegar em resultados nada agradáveis pro pessoal hipster: é preciso uma enorme área plantada, muito maior do que se tem na agricultura “não-orgânica”. Sabem um dos motivos? Pragas. Qualquer um que plantou um tomateiro sabe disso. Você precisa dar um jeito pros insetinhos safadeenhos não devorarem seus tomates. Sem fertilizantes não há produção eficiente em larga escala. Não quer nenhum dos dois? Pois é, nada de Organismos Geneticamente Modificados. É na Natura, mesmo, do jeito tosco e ineficiente que a Natureza tem tocado, que mudou radicalmente com a Revolução Verde. Adivinhem o que a Revolução Verde fez para produzir tanto alimento.

Então, temos o problema da ineficiência de produção, o que necessitará mais terras aráveis. Sabe como se consegue mais terras aráveis? Detonando com flora nativa, ou seja, desmatamento. Isso vai impactar o ecossistema, vai afetar o ciclo do nitrogênio, mais gases de efeito estufa irão pra atmosfera… e isso para tentar manter a produção atual de alimentos, para uma população (brasileira e no restante do mundo) que não para de crescer. Ó que maravilha!

A pesquisa do dr. Smith foi publicada no periódico Nature Communications, e estudou os impactos dos gases de efeito estufa da conversão da produção de alimentos na Inglaterra e no País de Gales em métodos orgânicos, e está lindamente mostrando a catástrofe em termos ambientais se isso for levado em larga escala. Boa sorte com sua alfacinha de 20 reais.

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